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Cruising Pavilion: Questionando a Bienal de Veneza a partir de espaços ilegítimos para práticas sexuais

Cruising Pavilion: Questionando a Bienal de Veneza a partir de espaços ilegítimos para práticas sexuais
Cruising Pavilion: Questionando a Bienal de Veneza a partir de espaços ilegítimos para práticas sexuais, © Louis De Belle
© Louis De Belle

Por ocasião da Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza de 2018, Pierre-Alexandre Mateos, Charles Teyssou, Rasmus Myrup e Octave Perrault, convocaram um grupo de arquitetos e artistas para refletir sobre o manifesto publicado por Yvonne Farrell e Shelley McNamara, apresentando uma série de trabalhos relacionados à prática sexual do cruising, submergindo-nos na atmosfera dos lugares onde esta prática acontece normalmente, como vielas, balneários e sex clubs.

O conceito Freespace, definido para esta edição da Bienal de Arquitetura de Veneza, é questionado no Cruising Pavillion e seus representantes declaram que o mesmo falhou ao não questionar "a produção heteronormativa do próprio espaço", o que nos leva a pensar: como podemos falar de um espaço livre se não considerarmos todos aqueles espaços invisíveis e ilegítimos de nossas cidades?

S H U Í (Jon Wang & Sean Roland). Imagem © Louis De Belle Prem Sahib. Imagem © Louis De Belle © Louis De Belle © Louis De Belle + 34

© Louis De Belle
© Louis De Belle

Da equipe de curadores. Cruising pode significar à busca por sexo entre homens homossexuais em espaços públicos, mas não podemos reduzir esta prática apenas à homens nem a homossexuais. Ela geralmente ocorre em locais públicos, como parques, banheiros e estacionamentos, ou em estabelecimentos exclusivamente dedicados, como balneários e sex clubs.

© Louis De Belle
© Louis De Belle

Desde os jardins dos prazeres de Vauxhall na Londres do século XIX até o clube Mineshaft BDSM em Nova Iorque, o Cruising Pavilion volta-se para a arquitetura paradigmática desta prática. Em algum lugar entre a anti-arquitetura e o vernáculo, a sua lógica espacial e sua estética estão diretamente conectadas à lógica da metrópole. O cruising é o filho ilegítimo da moralidade higienista.

Cortesia de Cruising Pavilion Cortesia de Cruising Pavilion Cortesia de Cruising Pavilion Cortesia de Cruising Pavilion Cortesia de Cruising Pavilion Cortesia de Cruising Pavilion Cortesia de Cruising Pavilion Cortesia de Cruising Pavilion Cortesia de Cruising Pavilion + 34

Relegada ao reino da depravação, esta prática busca inspiração nas características mais estruturantes da disciplina. Banheiros públicos são construídos para promover a higienização dos espaços urbanos enquanto que os parques são espaços para o relaxamento e a tranquilidade. Seja pela presença da ordem, nas figuras dos policiais ou seja pelo flâneur, a cidade moderna é atravessada, desconstruída e transformada em uma armadilha de si mesma. A masmorra torna-se divertida, os labirintos se transformam em lugares protegidos assim como os banheiros públicos oferecem o cenário perfeito para encontros eróticos. Se considerarmos “o discurso arquitetônico como um desinfetante”, o cruising é o poderoso odor humano que assombra os sonhos de Jean Genet.

© Louis De Belle
© Louis De Belle

O modelo mais tradicional de cruising está evoluindo e talvez até desaparecendo. A nova combinação entre Grindr, desenvolvimento urbano e a mercantilização das culturas LGBT+ está provocando um esvaziamento dos locais historicamente estabelecidos e os substituindo por bares e condomínios. Os aplicativos geossociais criaram uma nova geografia psicossexual que se espalha por infinitos espaços digitalmente interconectados, interrompendo assim, o idealismo que estava em jogo na antiga prática do cruising. Hoje, classe, raça e gênero podem ser filtrados digitalmente assim como a arquitetura de seus espaços.

© Louis De Belle
© Louis De Belle

Ao apresentar reflexões de artistas e arquitetos, o Cruising Pavillion procura chamar à atenção ao lapso existente na definição de um espaço livre ou Freespace, como foi definido nesta edição da Bienal de Arquitetura de Veneza, sem questionar a produção hetero-normativa do próprio espaço. A arquitetura é vista aqui como uma prática sexual e o cruising é um dos mais poderosos atos de dissidência. 

© Louis De Belle
© Louis De Belle

Curadores: Pierre-Alexandre Mateos, Charles Teyssou, Rasmus Myrup, Octave Perrault
Artistas & Arquitetos: Alison Veit, Andreas Angelidakis, Andrés Jaque / Office for Political Innovation, Atelier Aziz Alqatami, Carlos Reyes, Diller Scofidio + Renfro, DYKE_ON, Etienne Descloux, Hannah Quinlan & Rosie Hastings, Henrik Olesen, Ian Wooldridge, Lili Reynaud Dewar, Monica Bonvicini, S H U Í (Jon Wang & Sean Roland), Studio Karhard, Studio Odile Decq, Özgür Kar, Pascal Cribier & Louis Benech, Pol Esteve & Marc Navarro, Prem Sahib, Tom Burr, Trevor Yeung
Endereço: Spazio Punch, Giudecca 800/o, Veneza, Itália

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Sobre este autor
José Tomás Franco
Autor
Cita: Franco, José Tomás. "Cruising Pavilion: Questionando a Bienal de Veneza a partir de espaços ilegítimos para práticas sexuais" [The Cruising Pavilion: Questioning the 2018 Venice Biennale Manifesto From the Illegitimate Spaces] 10 Jun 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Libardoni, Vinicius) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/895948/cruising-pavilion-questionando-a-bienal-de-veneza-a-partir-de-espacos-ilegitimos-para-praticas-sexuais> ISSN 0719-8906

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