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Pavilhão da Holanda na Bienal de Veneza 2018 aborda as implicações das novas tecnologias no espaço construído

Pavilhão da Holanda na Bienal de Veneza 2018 aborda as implicações das novas tecnologias no espaço construído
Pavilhão da Holanda na Bienal de Veneza 2018 aborda as implicações das novas tecnologias no espaço construído, Dado antropométrico - Operador de cabine do guindaste vs operador de controle remoto. Desenho de Het Nieuwe Instituut 2017. Cortesia de Het Nieuwe Instituut
Dado antropométrico - Operador de cabine do guindaste vs operador de controle remoto. Desenho de Het Nieuwe Instituut 2017. Cortesia de Het Nieuwe Instituut

Como parte da cobertura da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, apresentamos a proposta para o Pavilhão Holandês. Abaixo, os participantes descrevem sua contribuição com suas próprias palavras.

O Museu Het Nieuwe Instituut, uma das principais instituições acadêmicas da Holanda focada em arquitetura, design e cultura digital, apresentará "TRABALHO, CORPO, LAZER", a proposta holandesa para 16ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza. Intitulada de "FREESPACE", a exposição curada pela arquiteta e pesquisadora Marina Otero Verzier foi encomendada pelo Het Nieuwe Instituut. O projeto expositivo para o Pavilhão holandês de 2018 aborda as configurações espaciais, as condições de vida humana e o sentido háptico, provocado pelas configurações espaciais correlatas às condições de trabalho no mundo contemporâneo. O projeto busca fomentar o desenvolvimento de novas experiências criativas no campo da arquitetura em resposta às novas tecnologias.

DA NOVA BABILÔNIA AO PORTO DE ROTTERDAM

A Holanda tradicionalmente tem investigado e explorado novas possibilidades espaciais, reconhecendo o enorme potencial que as novas tecnologias proporcionam para a transformação das relações humanas nos ambientes de trabalho. Como ponto de partida, em seu projeto "Nova Babilônia" (1956-1974), o arquiteto e artista holandês Constant Nieuwenhuys propôs um novo paradigma para a arquitetura dos espaços livres e de lazer através da automação. Nieuwenhuys vislumbrava uma sociedade dedicada à criatividade e ao lazer, aonde cada indivíduo poderia projetar seus próprios espaços. Em uma conferência realizada em 1980, Nieuwenhuys declarou: "a automação é uma condição material e viável para a arquitetura".

Mais de trinta anos depois, projetos de arquitetura completamente automatizados estão sendo implantados em todo o país. Desde a infra-estrutura logística do porto de Roterdã, passando pela lógica das relações que definem a paisagem física e cultural das cidades até a paisagem agrícola no interior da Holanda. Refletindo sobre um espectro teórico de ideias, incluindo a proposta de sociedade criativa de Nieuwenhuys, livre das relações opressoras de trabalho; a recente premissa "tecno-otimista" de que através da automação alcançaremos uma vida mais plena; e o seu contraponto de que a automação criaria mais desemprego e desigualdade, WORK, BODY, LEISURE afirma que isso tudo já é realidade, que a automação vem desde algum tempo moldando as nossas estruturas de trabalho contemporâneas e, em última análise, nossa capacidade de reprojeta-las de acordo com um novo conjunto de princípios éticos.

WORK, BODY, LESIURE segue a linha de pesquisa "Paisagens Automatizadas", lançada pelo Instituto Het Nieuwe no ano passado, uma iniciativa colaborativa à longo prazo sobre as implicações da automação no ambiente construído das cidades da Holanda.

A curadora Marina Otero Verzier trabalhou em conjunto com um grupo de arquitetos, designers, historiadores e teóricos, cujos trabalho são referências para um entendimento crítico das novas tecnologias de automação e suas implicações no ambiente construído. Cada um dos colaboradores é responsável por um projeto de intervenção que fará parte da exposição coletiva, a qual dialoga diretamente com os projetos desenvolvidos como parte do programa mais amplo de pesquisa do Instituto.

O curador e apresentador de rádio Amal Alhaag, em colaboração com o Research Center for Material Culture (RCMC), aborda as tecnologias voltadas ao corpo humano e como elas se tornam conceitos de um corpo ciborgue, escravizado e etnográfico. A historiadora e teórica de arquitetura, Beatriz Colomina, reexamina a cama como um projeto de arquitetura na era das mídias sociais, como um espaço para a prática profissional que transforma as relações trabalho. Os arquitetos e pesquisadores Marten Kuijpers e Victor Muñoz Sanz exploram a arquitetura automatizada da cidade de Roterdã e em aglomerados agrícolas na Holanda, em conjunto com a Het Nieuwe Instituut e a TU Delft. A designer e pesquisadora Simone C. Niquille desvenda os parâmetros embutidos nos softwares de design, que moldam os espaços de trabalho contemporâneos, otimizando a ergonomia para uma maior eficiência e interações homem / máquina. Finalmente, o historiador de arquitetura e teórico Mark Wigley revisita a Nova Babilônia e discute sua proposta de uma arquitetura alternativa para uma sociedade utópica na qual o trabalho humano se torna supérfluo.

Cortesia de Het Nieuwe Instituut
Cortesia de Het Nieuwe Instituut
Sobre este autor
AD Editorial Team
Autor
Cita: AD Editorial Team. "Pavilhão da Holanda na Bienal de Veneza 2018 aborda as implicações das novas tecnologias no espaço construído" [Dutch Pavilion at 2018 Venice Biennale, WORK, BODY, LEISURE, to Address Automation and Its Spatial Implications] 09 Abr 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Libardoni, Vinicius) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/891845/pavilhao-da-holanda-na-bienal-de-veneza-2018-aborda-as-implicacoes-das-novas-tecnologias-no-espaco-construido> ISSN 0719-8906

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