
Marcada pelo refinamento e pureza de desenho, a arquitetura portuguesa historicamente detém um aguçado relacionamento entre o objeto construído e o território a qual se insere.
Nomes como Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura e Fernando Távora são ainda as maiores referências quando pensamos na produção arquitetônica portuguesa. Contanto, para além dos grandes mestres, um grupo de jovens escritórios criado nos últimos dez anos tem mostrado força e relevância à nova produção. Nesse panorama, novos atributos são enfatizados - um senso estético e construtivo baseado no minimalismo moderno, mas questionados e renovados de acordo com os novos parâmetros sociais e filosóficos contemporâneos; a união de campos híbridos – da arte e design de produto à arquitetura e urbanismo; e um processo crescentemente colaborativo, baseado na união de ideias coletivas.
Tomando como caso o artigo acerca dos Jovens talentos da arquitetura brasileira, publicado em dezembro de 2014 pelo Archdaily Brasil, reunimos a seguir uma lista com 17 jovens escritórios, estúdios, coletivos e ateliers de arquitetura que nos últimos dez anos têm contribuído à produção da arquitetura contemporânea portuguesa e consequentemente, conformando os novos parâmetros da esfera posta em foco. Coloca-se em pauta ainda, que a seleção do quadro de escritórios foi baseada numa diversidade de portfolios – em tipologias e escalas.
