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Conheça os curadores do pavilhão brasileiro na 16a Bienal de Veneza em 2018

Conheça os curadores do pavilhão brasileiro na 16a Bienal de Veneza em 2018
Conheça os curadores do pavilhão brasileiro na 16a Bienal de Veneza em 2018, Marcelo Maia Rosa, Laura Gonzalez Fierro, Sol Camacho, Gabriel Kozlowski / Fundação Bienal de São Paulo. Image © Pedro Ivo Trasferetti
Marcelo Maia Rosa, Laura Gonzalez Fierro, Sol Camacho, Gabriel Kozlowski / Fundação Bienal de São Paulo. Image © Pedro Ivo Trasferetti

Fundação Bienal de São Paulo nomeou as arquitetas Laura González Fierro e Sol Camacho e os arquitetos Gabriel Kozlowski e Marcelo Maia Rosa como curadores da representação brasileira na próxima edição da Bienal de Arquitetura de Veneza, que será inaugurada no sábado, 26 de maio e ocorrerá até o domingo, 25 de novembro de 2018. Selecionado pela Fundação Bienal de São Paulo, o coletivo irá apresentar Muros de Ar, exposição que explora a questão da transposição de fronteiras materiais e imateriais do Brasil e de sua arquitetura.

As diretoras Yvonne Farrell e Shelley McNamara propuseram como tema geral desta edição Freespace que, segundo elas, celebrará a generosidade, reflexão e engajamento. Freespace "revelará a diversidade, a especificidade e a continuidade na arquitetura." As arquitetas propõem: "Juntos, podemos revelar a capacidade da arquitetura de conectar-se com a história, o tempo, o lugar e as pessoas. Essas qualidades sustentam a habilidade fundamental da arquitetura de nutrir e apoiar um impacto significativo entre pessoas e lugares". Em sua declaração, Farrell e McNamara citaram um antigo provérbio grego: "Uma sociedade cresce bem quando homens velhos plantam árvores das quais nunca aproveitarão as sombras."

A exposição brasileira proposta "(...) coloca o muro como um elemento da arquitetura, da cultura e da identidade brasileira e vê no ato de sua transposição um convite ao convívio e à multiplicidade cultural”, explicam os arquitetos curadores. “Desse modo, posiciona-se contrário à homogeneização, intolerância e extremismo provenientes do isolamento e reclusão. É uma proposta que celebra o coabitar e não somente o coexistir”. Com isso buscam responder a reflexão proposta pelas diretoras sobre a essência espacial da arquitetura e a sua potencialidade de mediar, pela fruição do espaço vazio, a relação entre as pessoas e os edifícios.

Por meio de uma pesquisa coletiva, Muros de Ar se propõe a tornar visíveis as formas de separação espacial e conceitual resultantes dos processos de urbanização do país. Além de questionar as diferentes formas de muros que constroem, em diversas escalas, o território brasileiro, a proposta pretende repensar as fronteiras da própria arquitetura em relação a outras disciplinas.

O pavilhão apresentará a proposta curatorial Muros de Ar por meio de duas frentes expográficas. A primeira consiste de uma pesquisa realizada em parceria com um grupo de colaboradores e instituições e que irá gerar novo conteúdo a ser representado por meio de desenhos cartográficos. A segunda refere-se a uma chamada de projetos aberta aos arquitetos do país, mecanismo inédito no Pavilhão Brasileiro. O chamamento será anunciado nas últimas semanas de dezembro.

“Ao selecionar a proposta Muros de Ar para representar o país na Bienal de Arquitetura de Veneza, a Fundação Bienal de São Paulo rearticula, em âmbito internacional, alguns dos debates mais atuais da arquitetura brasileira, e reafirma seu compromisso com o intercâmbio e a promoção cultural do Brasil”, diz o presidente da Fundação, João Carlos de Figueiredo Ferraz.

Desde 1995, a organização das representações oficias do Brasil nas Bienais de Arte e Arquitetura de Veneza é uma atribuição conjunta dos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores – responsáveis pela promoção e difusão da cultura brasileira nos âmbitos nacional e internacional, e da Fundação Bienal de São Paulo – responsável pela escolha dos curadores e a produção das mostras.

Sobre os curadores da participação oficial do Brasil na 16ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza:

Gabriel Kozlowski é arquiteto, formado pela PUC-Rio (2011) e mestre em Urbanismo pelo MIT (2015). Atualmente leciona como Teaching Fellow no Departamento de Arquitetura do MIT e trabalha como pesquisador associado no Leventhal Center for Advanced Urbanism. Anteriormente, foi líder de projeto no SENSEable City Lab; pesquisador para o pavilhão dos EUA na 14ª Bienal de Veneza; e co-fundador do coletivo ENTRE. Recebeu entre outros reconhecimentos o Department of Architecture Graduate Fellowship no MIT (2013), o prêmio de melhor tese de mestrado pela mesma Universidade (2015), o MIT-Brazil TVML Seed Fund (2016), e foi selecionado para o Buckminster Fuller Institute’s Catalyst Program (2017).

Laura González Fierro é arquiteta pela Universidade Iberoamericana da Cidade do México (2002) e mestre em arquitetura pela Universidade de Columbia GSAPP (2008). Em 2010, fundou +ADD, atuando em Cidade do México, São Paulo e Nova York nas áreas de projetos de arquitetura, urbanismo, design e consultoria. Seu trabalho foi publicado pela Braun Publishing, LEAF Review, PIN-UP entre outros. Paralelamente à prática fundou o LED [Laboratório Experimental à Distância], uma plataforma dedicada a pesquisa multidisciplinar sobre o ambiente construído e as dinâmicas urbanas.

Marcelo Maia Rosa é arquiteto e sócio do Andrade Morettin Arquitetos Associados (2007), escritório vencedor do concurso para nova sede do IMPA-RJ (2015), onde coordenou o projeto do novo museu do Instituto Moreira Salles (2017), em São Paulo. Marcelo é graduado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Mackenzie em São Paulo e TU/e
em Eindhoven (2005) – com cursos complementares pela Université Paris Sorbonne (2012) – e pós graduado pela Escola da Cidade (2017), onde atualmente é professor. Foi curador em 2015 do Global Shapers Community Hub São Paulo, iniciativa do World Economic Forum.

Sol Camacho é arquiteta pela Universidade Iberoamericana da Cidade do México e Paris Val de Seine (2004) e mestre em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Harvard (2008). Fundou o escritório RADDAR em São Paulo (2011). Recebeu o Premio Lafarge Holcim Awards (2017) pelo projeto PIPA – Conjunto cultural e comercial em Paraisopolis onde tem uma sede do RADDAR desenvolvendo pesquisa sobre o entorno. Entre outros reconhecimentos, Sol foi candidata ao Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative (2016) e ganhou duas vezes a bolsa de Pesquisa FONCA (2012, 2014). Atualmente, Sol é diretora Cultural do Instituto Bardi / Casa de Vidro.

Pavilhão do Brasil na 16. Mostra Internazionale di Architettura – la Biennale di Venezia

Comissário: João Carlos de Figueiredo Ferraz, Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Curadoria: Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho
Título da exposição: Muros de Ar
Local: Pavilhão do Brasil
Endereço: Giardini Castello, Padiglione Brasile, 30122 Veneza, Itália
Data: 26 de maio a 25 de novembro de 2018

Notícia Via: Fundação Bienal de São Paulo

JUNTOS: Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza 2016

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Brasil 1914 - 2014: modernidade como tradição / Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza 2014

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Há alguns dias apresentamos em detalhes o projeto do Pavilhão do Brasil idealizado pelo StudioMK27 na 13ª Bienal de Arquitetura de Veneza , juntamente com a instalação "Riposatevi" , de 1964, do arquiteto e urbanista Lúcio Costa. Nossa equipe editorial que está realizando a cobertura da Bienal de Veneza 2012, nos enviou exclusivas imagens do pavilhão brasileiro que compartilhamos com nossos leitores.

Reveja as três últimas participações brasileiras na Bienal de Veneza.

Sobre este autor
Pedro Vada
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Cita: Pedro Vada. "Conheça os curadores do pavilhão brasileiro na 16a Bienal de Veneza em 2018" 04 Dez 2017. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/884839/conheca-os-curadores-do-pavilhao-brasileiro-na-16a-bienal-de-veneza-em-2018> ISSN 0719-8906