O site de arquitetura mais visitado do mundo
i

Inscreva-se agora e organize a sua biblioteca de projetos e artigos de arquitetura do seu jeito!

Inscreva-se agora para salvar e organizar seus projetos de arquitetura

i

Encontre os melhores produtos para o seu projeto em nosso Catálogo de Produtos

Encontre os produtos mais inspiradores do nosso Catálogo de Produtos

i

Instale o ArchDaily Chrome Extension e inspire-se a cada nova aba que abrir no seu navegador. Instale aqui »

i

En todo el mundo, arquitectos están encontrando maneras geniales para reutilizar edificios antiguos. Haz clic aquí para ver las mejores remodelaciones.

Quer ver os melhores projetos de remodelação? Clique aqui.

i

Mergulhe em edifícios inspiradores com nossa seleção de 360 ​​vídeos. Clique aqui.

Veja nossos vídeos imersivos e inspiradores de 360. Clique aqui.

Tudo
Projetos
Produtos
Eventos
Concursos
Navegue entre os artigos utilizando o teclado
  1. ArchDaily
  2. Notícias
  3. Exposição "Modos de Ver o Brasil" na Oca

Exposição "Modos de Ver o Brasil" na Oca

  • 21:00 - 13 Julho, 2017
  • por Equipe ArchDaily Brasil
Exposição "Modos de Ver o Brasil" na Oca
Exposição "Modos de Ver o Brasil" na Oca, © FLAGRANTE
© FLAGRANTE

© FLAGRANTE © FLAGRANTE © FLAGRANTE © FLAGRANTE + 16

No maior recorte do Acervo de Obras de Arte Itaú Unibanco exibido em conjunto até hoje, a exposição Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos comemora três décadas de existência do instituto dedicadas às artes e à cultura brasileiras e dá visibilidade à cadeia de ações desempenhada pelo instituição desde a sua fundação, em 1987.

A exposição ocupa os mais de 10 mil metros quadrados da Oca, um dos símbolos arquitetônicos de São Paulo, integrante do conjunto de instalações do Parque Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer. Com curadoria de Paulo Herkenhoff, co-curadoria de Thais Rivitti e Leno Veras, realizada em colaboração com as equipes do instituto e expografia de Álvaro Razuk, a mostra apresenta ao público aproximadamente 800 obras.

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

O prédio da Oca, por sua arquitetura específica, no característico formato hemisférico, cria um espaço fluido, sem arestas, e, segundo a curadoria, permite que as diferentes visões criadas a partir dessa coleção possam conviver em pé de igualdade. A espiral que o percurso do prédio sugere ao visitante remete a uma trajetória em que não há ponto de chegada, mas sim uma relação de continuidade entre as temáticas e enfoques abordados.

A mostra não é linear, portanto, cada visitante é convidado a organizar seu percurso como experiência de liberdade e capacidade de conhecimento. Assim surge o norte do projeto expográfico, com o propósito de sugerir caminhos de observação, indicar aspectos especiais, surpreender o olhar do espectador, além de levantar hipóteses e indagações.

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

Piso Térreo

O tema "São Paulo" recebe o público no piso Térreo. Fotos e obras sobre a cidade, desde a sua fundação até trabalhos produzidos em 2017, convidam a um novo entendimento sobre a capital do estado e seus arredores, nos núcleos Esculturas, História, Paisagens, Urbanidade, Urbanismo, Modernismos, Concretistas. Mesclam-se, neste piso, temas como o início da vila, passando pela construção do interior do estado, com obras de Benedito Calixto ou telas sobre a era do café, de Cândido Portinari, e, mais  recentemente, trabalhos de Caio Reisewitz, por exemplo. 

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE
© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

A fim de valorizar o próprio parque como um dos grandes ícones da capital a paulista, a expografia dispõe as paredes numa sequência radial, de forma que as escotilhas do edifício são visíveis e trazem o parque para o interior da exposição. No ponto central está uma escultura de Brecheret que representa os Bandeirantes, fazendo uma alusão ao início da história desta cidade. Além disso, logo na entrada, é possível ver a escultura pública de Ascânio MMM – que foi reconstruída para esta exposição, uma vez que a original foi retirada da Sé para manutenção em 1989 pela prefeitura. Dada como irrecuperável, nunca voltou ao seu lugar original.

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

Subsolo

O subsolo guarda experimentos da arte brasileira, com os núcleos Cibernética Conceitual, Teoria dos Valores, Natureza, Subjetividade, Escritura e Gambiarra. Cildo Meirelles está neste piso, com a litografia sobre papel moeda Zero Cruzeiro. Além destes, o andar reúne um grande número de artistas que vão do pop Antonio Dias ou Antonio Henrique Amaral, a Beatriz Milhazes ou Berna Reale, em subjetividades, passando por Portinari, e os contemporâneos Iran Espírito Santo, Paulo Bruscky, Hélio Oiticia, Lygia Clark.

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

O projeto expográfico traz protagonismo à única obra comissionada para esta exposição, "Fronteira, Fonte, Foz" realizada por Carmela Gross, ao colocá-la num ponto no qual cria-se um diálogo constante com o movimento dos corpos e do olhar pelas rampas do edifício. Além disso, as paredes se desencontram e possibilitam uma variedade de percursos de acordo com o desejo do espectador, trazendo conexões inesperadas entre obras de diferentes contextos. 

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

Primeiro Pavimento

O primeiro andar se situa no pós-guerra (Segunda Guerra Mundial), um momento, segundo os curadores, em que um conjunto de questões aglutinaram os artistas brasileiros em torno das artes visuais. Os núcleos são: Geracional, Bidimensional – Regimes da Cor, Bidimensional – Geometria da Luz, Tridimensional. Estão aqui a primeira geração de cinéticos, como Abraham Palatnik, as cores de Amélia Toledo ou as gravuras de Maria Bonomi, em transversalidades por momentos históricos e ideias conceituais. Além de grandes nomes do neoconcreto, aqui também estão obras de Ana Maria Maiolino, Antonio Manuel, José Resende, Paulo Pasta, Volpi e Maria Martins.

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE
© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

A expografia tira partido dos espaços vazios para distribuir as esculturas de artistas consagrados, como Waltercio Caldas e Amilcar de Castro, possibilitando que sejam vistas no mesmo nível dos espectadores como de outras alturas, quando vistas das rampas ou do pavimento superior, por exemplo. Além disso,  o projeto se apropria da cobertura curva da oca para projetar o "Vídeo Nas Aldeias".

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE
© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

Segundo Pavimento

No segundo piso e último, o passeio segue pela formação social do Brasil: o Barroco e Neo Barroco, tendo, igualmente, foco em duas passagens traumáticas da história brasileira – a escravidão e a conquista das terras indígenas. Aqui tem Aleijadinho e Mestre Valentim, mas também a contemporânea Adriana Varejão; ou, ainda, Albert Eckhout e Alberto da Veiga Guignard. É aqui que se concentra o núcleo afro-brasileiro, com 17 das obras recém adquiridas de artistas como Alcides Pereira dos Santos, Ayrson Heráclito e Jaime Lauriano.

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

O projeto expográfico coloca o painel de Adriana Varejão que desconstrói a obra de Alejaidinho por trás de uma escultura feita pelo artista barroco. É com este contraponto que o espectador se depara no inicio de seu atravessamento perante os contrastes e a força da arte afro-brasileira e indígena.

© FLAGRANTE
© FLAGRANTE

SERVIÇO

Exposição: Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos
Data: de quinta 25 de maio a domingo 13 de agosto de 2017
Aberto: terça a domingo | 9h às 18h
Entrada gratuita

Curadoria: Paulo Herkenhoff, co-curadoria de Thais Rivitti e Leno Veras
Expografia: Álvaro Razuk, Claudia Afonso, Daniel Winnik, Juliana Prado Godoy e Victor Delaqua

Fotografias: FLAGRANTE

Sobre este autor
Equipe ArchDaily Brasil
Autor
Cita: Equipe ArchDaily Brasil. "Exposição "Modos de Ver o Brasil" na Oca" 13 Jul 2017. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/875359/exposicao-modos-de-ver-o-brasil-na-oca> ISSN 0719-8906