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Estudo confirma que arquitetos pensam o espaço de modo diferente das outras pessoas

Estudo confirma que arquitetos pensam o espaço de modo diferente das outras pessoas
Estudo confirma que arquitetos pensam o espaço de modo diferente das outras pessoas , © Flickr de neilconway. Licença CC BY 2.0
© Flickr de neilconway. Licença CC BY 2.0

Arquitetos, bem como pintores e escultores, pensam e descrevem os espaços de forma diferente de outras pessoas, é o que aponta um novo estudo da UCL e da Universidade de Bangor. Embora a conclusão possa parecer um pouco óbvia, o estudo apresenta evidências de que a profissão escolhida por uma pessoa pode afetar a maneira como o seu cérebro opera.

O estudo, intitulado Sculptors, Architects, and Painters Conceive of Depicted Spaces Differently, convidou 16 pessoas destas três profissões (arquitetura, escultura e pintura) com pelo menos 8 anos de experiência em seus campos, para serem comparadas com 16 outros participantes. A cada participante foram apresentadas três imagens, uma imagem do Google StreetView de Londres, uma pintura da Basílica de São Pedro e um ambiente surreal gerado por computador. Foram então feitas uma série de perguntas:

  • Você poderia descrever o ambiente que vê nesta imagem?
  • Como você exploraria o espaço nesta imagem? Onde você iria?
  • Se você pudesse, como mudaria o ambiente nesta imagem?

As respostas foram então analisadas usando uma técnica chamada Análise de Discurso Cognitivo (desenvolvida pela co-autora do estudo, a Dra. Thora Tenbrink), que visa mapear o processo subconsciente de pensamento ligado às escolhas linguísticas de quem fala.

"Ao observar a linguagem de forma sistemática, encontramos alguns padrões consistentes que se mostraram bastante reveladores", disse a Dra. Tenbrik.

No estudo, percebeu-se que os arquitetos descreviam os limiares e os limites do espaço percebido, falando sobre a cena como se fosse uma realidade tridimensional habitável, em vez de uma composição bidimensional. Além disso, enquanto os pintores se referiam a elementos na parte posterior das imagens como "fundos", os arquitetos preferiam usar o termo mais dinâmico "fim", como se o espaço pudesse ser visto ao longo de um caminho visual (por exemplo, "fim da estrada" em vez de "fundos da estrada"). Arquitetos também passaram mais tempo discutindo a materialidade dos espaços apresentados.

As descobertas podem ajudar a determinar a forma como a profissão afeta a cognição espacial e como reconhecer essas diferenças pode melhorar a comunicação entre arquitetos e clientes.

"Em seu trabalho cotidiano, artistas e arquitetos têm uma maior consciência de seus arredores, o que parece ter uma profunda influência na forma como eles concebem o espaço", disse a autora do estudo, Claudia Cialone. "Esperamos que nossa pesquisa leve a outros estudos sobre a cognição espacial de outros campos profissionais, o que poderia ajudar a criar novas formas de entender, representar e comunicar o espaço para nós mesmos".

Leia o estudo completo aqui.

Via Science Daily.

Pesquisa revela que 25% dos estudantes de arquitetura do Reino Unido buscam tratamento para problemas de saúde mental

Estariam o rigor e as dificuldades da formação em arquitetura causando sérios impactos na saúde mental dos estudantes? Uma recente pesquisa conduzida pelo Architect's Journal revelou que mais de um quarto dos estudantes de arquitetura do Reino Unido buscam ou já buscaram tratamento para problemas relacionados à saúde mental e outros 25% preveem que precisarão de tratamento no futuro.

Sobre este autor
Patrick Lynch
Autor
Cita: Lynch, Patrick. "Estudo confirma que arquitetos pensam o espaço de modo diferente das outras pessoas " 11 Jul 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/875354/estudo-confirma-que-arquitetos-pensam-o-espaco-de-modo-diferente-das-outras-pessoas> ISSN 0719-8906