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Clássicos da Arquitetura: Kubuswoningen (Casas Cubo) / Piet Blom

Clássicos da Arquitetura: Kubuswoningen (Casas Cubo) / Piet Blom
Clássicos da Arquitetura: Kubuswoningen (Casas Cubo) / Piet Blom, © Dirk Verwoerd
© Dirk Verwoerd

Uma atração turística popular e uma experiência arquitetônica bizarra, as Casas Cubo (Kubuswoningen) localizam-se no Oude Haven, a parte mais histórica do porto de Roterdã. Após sua destruição durante a Segunda Guerra Mundial, o arquiteto Piet Blom foi convidado a reconstruir a área com uma arquitetura de destaque, apresentando-lhe a oportunidade de aplicar a sua exploração de habitações cúbicas anterior em Helmond para um contexto mais urbano. Conhecido por seu desejo de desafiar convenções, Blom não queria que o Kubuswoningen se assemelhasse a uma habitação típica; ele esforçou-se para dissolver a atitude de que "um edifício tem de ser reconhecido como uma casa para que possa ser qualificado como habitação." Durante uma época em que a reconstrução de Roterdã era fundamental, Kubuswoningen serviu como um precedente influente para o desenvolvimento arquitetônico progressivo e inovador.

© Dirk Verwoerd © Dirk Verwoerd © Dirk Verwoerd © Dirk Verwoerd + 35

Poucos edifícios sobreviveram ao bombardeio de 1940 do Oude Haven. Como resultado de uma mudança governamental em 1974, a regeneração urbana e habitacional tornaram-se as principais prioridades do conselho municipal. Hans Mentink, o político encarregado do planejamento urbano da época, estava cansado da arquitetura utilitária que estava cada vez mais presente e acreditava que Roterdã estava "precisando de uma arquitetura com alguma vida".

© Dirk Verwoerd
© Dirk Verwoerd

Impressionado pelas casas cúbicas de Blom em Helmond, Mentink concedeu-lhe o contrato para criar um plano de desenvolvimento para a área de Oude Haven. Não tendo trabalhado desde o projeto em Helmond, Blom estava entusiasmado e motivado para fazer seu melhor trabalho para a cidade de Roterdã. No entanto, ele também estava impactado pelos desafios, importância e escala do projeto. Querendo evitar uma intervenção dominante, disse ao seu cliente que iria projetá-lo "para que não fosse possível dizer que havia sido projetado por um arquiteto." Este objetivo levou Blom a dividir o empreendimento habitacional em três projetos distintos: Blaaktoren, uma torre de apartamentos hexagonal com 13 pavimentos que se assemelha à forma de um lápis; Spaanse Kade, um complexo de edifícios em terraços que rodeia um pátio interno; e o Kubuswoningen, uma exploração sucessiva de casas cúbicas em uma grade em grande escala. O conselho municipal apreciou isso, pois acreditava que Roterdã precisava de mais do que apenas habitações cúbicas. Todo o empreendimento contém 270 moradias, 1.000 metros quadrados de restaurantes e lojas, e estacionamentos para 300 carros.

© Dirk Verwoerd
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Fascinado por planejamento urbano, Blom acreditava que as comunidades urbanas deveriam lembrar vilas. Por esta altura em sua carreira ele havia começado a duvidar da prática de empilhar residências. Lamentavelmente, Blaaktoren e Spaanse Kade precisaram utilizar tal recurso para atingir a densidade de habitação necessária de 205 habitações por hectare. Por outro lado, este compromisso filosófico lhe permitiu a liberdade de não sacrificar seus ideais nas Kubuswoningen. Metaforicamente, considerou a experiência de viver nas árvores; Cada cubo elevado representava uma árvore e, portanto, eles representavam coletivamente uma floresta. Blom percebeu que elevar as massas habitáveis em troncos estreitos maximizaria o espaço público abaixo, criando vistas ideais desde o topo, um conceito que foi inspirado na obra Le Corbusier.

© Dirk Verwoerd
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O desenvolvimento cúbico habitacional enfrentou diversos desafios e complicações durante o projeto e construção. O projeto abrange a Blaak, via com sete pistas, uma grande arterial de tráfego, e serve como uma ponte de pedestres que conecta o mercado próximo ao porto. O Blaak e um túnel subterrâneo de metrô representaram significativos desafios, exigindo precisão absoluta na construção das fundações. Outras complicações que não poderiam ter sido previstas incluíram a descoberta de vestígios históricos que não puderam ser removidos, a demissão de um empreiteiro, um problema com o sistema de aquecimento urbano que reduziu a área edificável do conjunto e uma recessão econômica que retardou os esforços de reconstrução.

© Dirk Verwoerd
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A ponte de pedestres de Kubuswoningen apresenta um passeio com espaços comerciais, inspirada na Ponte Vecchio, em Florença. Além dos cubos residenciais, há também dois "supercubos" maiores. O supercubo mais ao sul foi desenvolvido como uma escola de arquitetura enquanto o supercubo ao norte foi destinado para funções comerciais, mas nunca foi inteiramente acabado. As casas cúbicas acima são suportadas cada uma por um volume hexagonal construído unindo três pilares de concreto com seis paredes celulares do tijolo. Estes volumes cercam o espaço de armazenamento do nível do promenade para os residentes. Cada cubo tem um espaço total de 106 metros quadrados, divididos em três níveis. O piso inferior serve como um espaço de estar, com uma cozinha em um canto e um banheiro e espaço de estudo em outro. O piso intermediário contém dois dormitórios e um banheiro. O pavimento superior é um pequeno espaço na forma de uma pirâmide triangular, muitas vezes usado como um dormitório de criança ou um solário.

© Dirk Verwoerd
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Cada cubo é construído como um esqueleto com uma armação de madeira (sistema timber-frame), isolado com lã de rocha e revestido com placas comentícias. Devido à complexidade da construção, o empreiteiro construiu uma maquete completa de uma unidade. O nível de ruído 70 dB do Blaak significava que as poucas janelas que o faceavam não poderiam ser operáveis. Felizmente, a geometria e a orientação das habitações acabaram por proporcionar muitas oportunidades para janelas operáveis e ventilação.

© Dirk Verwoerd
© Dirk Verwoerd

Desde a conclusão das Casas Cubo, em 1984, algumas mudanças ocorreram. A renovação de 1998 incluiu a adição de novos telhados de zinco, que foram instalados sobre as telhas originais para aumentar o isolamento térmico. Os espaços de comércio originais revelaram-se impraticáveis devido ao baixo tráfego de pedestres e, desde então, foram reutilizados como espaços de estúdio para pequenos escritórios, criando efetivamente uma comunidade de trabalho no conjunto. Um cubo residencial foi aberto ao público como uma resposta aos turistas curiosos, de modo que os visitantes podem experimentar o espaço do volume original. Recentemente, dois dos supercubos foram convertidos: a escola de arquitetura em um albergue da juventude, e o espaço comercial não resolvido em habitação social de transição.

Planta de Cobertura
Planta de Cobertura
Fachada Nordeste
Fachada Nordeste

Após a construção subsequente de restaurantes e bares, o Oude Haven tornou-se uma das áreas de vida noturna mais vibrante da cidade. Esta evolução não é uma surpresa, considerando que a arquitetura de Blom, especialmente a Kubuswoningen, foi concebida para capturar a essência moderna e metropolitana de Roterdã. Mais conhecido por suas construções cúbicas, Piet Blom não teve uma prolífica carreira como arquiteto, pois raramente estava disposto a comprometer seus ideais não convencionais. Como um importante pioneiro do movimento estruturalista, sua atenção à forma, estética e experiência espacial em oposição à funcionalidade, abriu o caminho para os futuros designers holandeses coletivamente construírem uma reputação internacional para projetos inovadores e experimentais.

© Dirk Verwoerd
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Referência:

Hengeveld, Jaap. Piet Blom (Amersfoort, the Netherlands: Jaap Hengeveld Publications, 2007).

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Piet Blom
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Cita: Pascucci, Denim. "Clássicos da Arquitetura: Kubuswoningen (Casas Cubo) / Piet Blom" [AD Classics: Kubuswoningen / Piet Blom] 24 Abr 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/869842/classicos-da-arquitetura-kubuswoningen-casas-cubo-piet-blom> ISSN 0719-8906