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Clássicos da Arquitetura: Capela de São Pedro / Paulo Mendes da Rocha

Clássicos da Arquitetura: Capela de São Pedro / Paulo Mendes da Rocha
Clássicos da Arquitetura: Capela de São Pedro / Paulo Mendes da Rocha, © Leo Giantomasi
© Leo Giantomasi

© Leo Giantomasi © Leo Giantomasi © Leo Giantomasi © Leo Giantomasi + 33

As sombras quase não deixam ver o único pilar central do edifício. A laje de cobertura parece se apoiar apenas nos caixilhos dos vidros alinhados ao seu perímetro irregular. A altura visível da laje é similar à altura livre do nível de entrada: dois metros e cinco centímetros versus dois metros e vinte centímetros, respectivamente. A massa de concreto armado aparente sobre uma retícula envidraçada.

Corte A. Via Sprio, 2001
Corte A. Via Sprio, 2001

O edifício posiciona-se num desnível de três metros. Entra-se pela parte mais alta, onde os planos de vidro têm menos altura. A laje emoldura as montanhas ao fundo. Do lado oposto, na parte inferior do desnível, os planos transparentes descem até o solo, e definem o piso interior do edifício: um espelho d’água contínuo. A relação com o peso da laje se modifica. Uma retícula transparente que pousa sobre a água.

© Leo Giantomasi
© Leo Giantomasi

O perímetro do edifício, definido pela laje de cobertura, inscreve-se num retângulo cujos lados medem dezesseis metros e quarenta centímetros, e vinte e três metros. A relação entre os lados é de um para raiz quadrada de dois (aproximando-se vinte centímetros no lado maior). O pilar central apresenta uma seção circular cujo raio mede três metros e trinta centímetros. Seu centro está localizado na mediatriz do lado maior, e deslocado dois metros e oitenta centímetros a Nordeste da mediatriz do lado menor.

Planta nível principal. Via Sprio, 2001
Planta nível principal. Via Sprio, 2001

O edifício pode ser resumido em quatro elementos estruturais: o pilar cilíndrico central, a laje plana sustentada por vigas invertidas, a nave e altar, e o coro; e quatro elementos compositivos: o altar fixo, o sacrário, a base da pia batismal, e a escada que conecta altar e batistério. Todos em concreto aparente. Estão inscritos num segundo retângulo, semelhante e interno ao primeiro, cujos lados medem doze metros e quinze centímetros, e dezessete metros e vinte centímetros. O afastamento do retângulo menor forma um quadrado cujo lado mede dois metros e trinta centímetros localizado no vértice Leste do retângulo maior. Esse vértice é o único que coincide com um vértice da laje de cobertura: um dos segmentos é ortogonal aos eixos do edifício, e o segundo alinha-se à direção Leste-Oeste: deixa marcado, portanto, no próprio edifício seu deslocamento angular em relação aos pontos cardeais. Um segundo quadrado, menor, cujo lado mede oitenta centímetros, surge nesse mesmo vértice do retângulo menor: a pia batismal.

© Leo Giantomasi
© Leo Giantomasi

Do pilar central partem três vigas, em níveis diferentes, e alinhadas sob um mesmo eixo SO-NE. Cada viga sustenta vigas secundárias perpendiculares, que por sua vez sustentam as lajes de cada elemento. A laje de cobertura forma um teto plano contínuo no interior do edifício. Suas vigas não são visíveis, à exceção das vigas de bordo, porém que compõe visualmente o volume único da laje. A nave e o coro localizam-se em lado opostos do pilar em relação ao eixo perpendicular às vigas principais. Ambos estão levemente afastados do pilar.

© Leo Giantomasi
© Leo Giantomasi

O piso da nave e altar formam um volume único escalonado em plataformas descendentes que circundam o pilar central. Depois de descer os seis degraus da nave, o piso volta a subir levemente em rampa até o altar. O coro é acessado através do primeiro degrau da nave. Está em nível pouco mais elevado. Um pequeno volume trapezoidal justaposto à borda do degrau da nave faz-se de degrau ao coro. Sua forma é dada por uma viga em L que se apoia na viga transversal que leva ao pilar.

© Leo Giantomasi
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© Leo Giantomasi
© Leo Giantomasi

Ao lado do altar uma escada leva ao batistério mais abaixo. Seus primeiros cinco degraus desenvolvem-se em um quarto de circunferência subtraída do volume do piso do altar, como um baixo relevo. Os degraus seguintes desenvolvem-se em linha reta, primeiramente como uma pequena passarela e logo com quatro degraus contínuos. Configuram um volume independente que parece não tocar nem o volume elevado do altar nem o piso do batistério sobre a água.

© Leo Giantomasi
© Leo Giantomasi

Do batistério, um piso estreito como uma passarela leva à sacristia escondida atrás do muro de arrimo. O percurso é espiral: desde o coro à sacristia.

Referência dos desenhos
Annette Sprio, Paulo Mendes da Rocha: bauten und projekte = works and projects, Braun Publish,Csi, 2001.

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Sobre este escritório
Cita: Igor Fracalossi. "Clássicos da Arquitetura: Capela de São Pedro / Paulo Mendes da Rocha" 07 Out 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/774776/classicos-da-arquitetura-capela-de-sao-pedro-paulo-mendes-da-rocha> ISSN 0719-8906

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