Cinema e Arquitetura: "Divergente"

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Dentro do cinema atual existe uma febre pela adaptação de sagas literárias juvenis. "Divergente" faz parte deste âmbito para criar uma série de filmes cada vez mais rentáveis economicamente. A recorrente comparação com "Jogos Vorazes" diminuiu sua originalidade devido a similaridade do seu argumento, entretanto, ambos apresentam características próprias que os tornam únicos e oferecem panoramas muito diferentes quanto seu desenvolvimento. Particularmente, "Divergente" mostra um contexto mais palpável e completo, que nos permite analisá-lo a fundo. 

A trama nos situa em uma realidade daqui a cem anos. Diferentemente das realidades altamente tecnológicas ou apocalípticas que a ficção científica geralmente representa, vemos uma cidade de Chicago congelada no tempo. Seu skyline se mantém firme sobre o horizonte, e nele, vemos os estragos de um conflito marcado na sua estrutura como se fosse uma radiografia. Os caminhos foram destruídos e o grande lago Michigan foi substituído por um deserto que rodeia a cidade até perder-se no horizonte.

Isolada do resto do mundo, observamos uma cidade pós-moderna, que tanto por necessidade como por ideologias tornou-se sustentável com seu entorno, cumprindo com sonhos utópicos do século XX. Seu céu está cheio de contaminação e suas ruas livres de veículos. A dependência em relação aos combustíveis fosseis foi substituída graças as inúmeras turbinas conectadas aos arranha céus.

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Sobre este autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "Divergente"" [Cine y Arquitectura: "Divergente"] 27 Mar 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/764317/cinema-e-arquitetura-divergente> ISSN 0719-8906

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