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Clássicos da Arquitetura: Park Hotel / Lucio Costa

Clássicos da Arquitetura: Park Hotel / Lucio Costa
Clássicos da Arquitetura: Park Hotel / Lucio Costa, Via Wisnik, 2001. Image © Arquivo SPHAN
Via Wisnik, 2001. Image © Arquivo SPHAN

Via Wisnik, 2001. Image © Elaine Ramos Via Wisnik, 2001. Image © Nelson Kon © Costa, 1995 © Costa, 1995 + 22

Por Rafael Saldanha Duarte

O edifício é uma justaposição de volumes prismáticos de diferentes tamanhos e materiais, que abrigam diferentes funções.

Croqui. Image Cortesia de Maria Elisa Costa
Croqui. Image Cortesia de Maria Elisa Costa
Planta 1ᵒ pavimento. Via Wisnik, 2001
Planta 1ᵒ pavimento. Via Wisnik, 2001

O maior volume, de planta em retângulo alongado, estende-se no sentido leste-oeste e mede pouco mais de trinta e um metros por quase cinco metros, incluídos os balanços na fachada sul e nas empenas. É coroado por telhado em meia água pendente a sul, configurando seção transversal trapezoidal. Elevado do solo por estrutura constituída por colunas de toras brutas de eucalipto cuja seção transversal média mede vinte centímetros de diâmetro e cujos eixos verticais distam três metros entre si, esse volume libera o térreo. Abriga oito suítes-padrão, idênticas e dispostas em linha, e duas suítes especiais, idênticas entre si, localizadas nas extremidades opostas da barra.

Via Wisnik, 2001. Image © Nelson Kon
Via Wisnik, 2001. Image © Nelson Kon
Planta térreo. Via Wisnik, 2001
Planta térreo. Via Wisnik, 2001

Todas as unidades são dotadas de sacada voltada para sul, em balanço e delimitada por peitoril em muxarabi azul. A estrutura da coberta do bloco das suítes é também feita de toras brutas de eucalipto, inclinadas em relação ao plano horizontal, cujos eixos longitudinais distam trinta e sete centímetros e meio entre si. As suítes padrão, que ocupam um intercolúnio em largura, compreendem os oito módulos centrais. As suítes especiais, junto às empenas, ocupam um módulo somado a sessenta centímetros de balanço lateral. Sobre essas toras inclinadas, um forro de tábuas de eucalipto esconde a estrutura do telhado de barro.

Via Wisnik, 2001. Image Cortesia de Maria Helena Flores Guinle
Via Wisnik, 2001. Image Cortesia de Maria Helena Flores Guinle

Sob este prisma alongado, um térreo poroso é parcialmente encerrado por planos de vidro com caixilhos a cada setenta e cinco centímetros. O plano voltado para o sul, em parte perimetral à colunata, sofre inflexão ao clarificar e insinuar a escada de acesso social, que se dá através de varanda francamente aberta para o parque, flanqueada por uma área de recreação, a nascente, e pela recepção e restaurante, a poente.

Via Wisnik, 2001. Image © Nelson Kon
Via Wisnik, 2001. Image © Nelson Kon

Anexa à face norte do volume que abriga os quartos, uma barra alongada projeta-se em balanço oposto àquelas sacadas e estende-se por quase todo o comprimento da primeira barra. É um pouco mais baixa e substancialmente mais estreita. Mede apenas um metro e dez centímetros de largura, o suficiente para comportar o corredor de acesso às suítes. Em suas extremidades, estão os banheiros das suítes especiais.

© Nelson Kon
© Nelson Kon

Revestida externamente por tábuas de eucalipto, essa barra delgada é interrompida em sua porção central por volume de pedra que sobe desde o chão. Maciço, esse bloco contém a principal circulação vertical do hotel. É parcialmente interpenetrado por um plano inclinado externo, pendente em direção ao sul, apoiado em dois pilares em V feitos também de tora de eucalipto e coberto com telhas de barro. Trata-se da coberta que protege o ingresso administrativo, a norte. Próximo a ele, um segundo plano inclinado, pendente em direção oposta à coberta anterior, está justaposto ao outro extremo do volume de pedra. Trata-se da coberta que protege uma pequena garagem.

Via Wisnik, 2001. Image © Elaine Ramos
Via Wisnik, 2001. Image © Elaine Ramos

Na porção noroeste do edifício, há um paralelepípedo construído em alvenaria portante, de um pavimento térreo, que abriga os serviços do hotel. Está disposto no mesmo sentido longitudinal do bloco de suítes, porém afastado dele. A cozinha é o ambiente que faz a conexão perpendicular entre ambos os volumes. Visualmente, cozinha e bloco de serviços configuram o mesmo volume, um bloco em L mais baixo e coberto por telhados de meia água.

Via Wisnik, 2001. Image © Nelson Kon
Via Wisnik, 2001. Image © Nelson Kon
Via Wisnik, 2001. Image Cortesia de Maria Helena Flores Guinle
Via Wisnik, 2001. Image Cortesia de Maria Helena Flores Guinle

Fonte das imagens:
Lucio Costa, Lucio Costa: registro de uma vivencia, Empresa das Artes, São Paulo, 1995.
Guilherme Wisnik, Lucio Costa, Cosac & Naify, São Paulo, 2001.

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Cita: Igor Fracalossi. "Clássicos da Arquitetura: Park Hotel / Lucio Costa" 04 Mar 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/763167/classicos-da-arquitetura-park-hotel-lucio-costa> ISSN 0719-8906