
A arquitetura, em geral, é entendida como construção positiva, isto é: tectônica, volume, objeto no mundo. E ela é. Contudo, se alteramos a perspectiva do observador – da vista aérea e longínqua para a interna, de quem ocupa aquele volume –, a noção de objeto no mundo se converte em "mundo" para o ocupante. Além disso, também pode se converter em moldura: o que recorta ou direciona o olhar. De fato, a vista é um quesito de valorização arquitetônica, pois destaca um determinado ângulo do que está fora, e convida o ocupante à contemplação. Os projetos da TETRO Arquitetura evidenciam essa alternância entre forma e recorte.
O escritório, situado em Belo Horizonte (MG), foi fundado pelos arquitetos Carlos Maia, Débora Mendes e Igor Macedo. Ativo desde 2001, tem por premissa uma lógica projetual que parte das condicionantes de cada caso: programa de necessidades, terreno, entorno. Logo somam-se a essas condições a linguagem própria do escritório, o espaço vazio, a integração com a paisagem e o uso de materiais naturais. A criação é sempre conjunta, e a ênfase no contexto da futura construção é decisiva.












