O que o Teatro Oficina nos ensina sobre as disputas territoriais urbanas?

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O ano era 1969. Lina Bo Bardi vagava pelo bairro paulistano do Bixiga, que na época mais parecia uma zona de guerra. As clareiras e pilhas de escombros eram resultado de uma urbanização violenta que cortava a região sob a forma do complexo viário leste-oeste de São Paulo.

Nesse contexto, Lina recolhia objetos pessoais encontrados nos entulhos, catava o que havia de mais sórdido, como Zé Celso, diretor e criador do Teatro Oficina, afirmou em entrevista. Essa operação tinha um motivo, compor o cenário da peça Na selva das cidades, desenhado pela própria arquiteta. Nela, conformava-se um palco em forma de ringue de boxe materializado pelos entulhos das demolições ocorridas no entorno do teatro. Uma peça dividida em 11 rounds no qual em cada um deles destrói-se uma instituição até destruir o próprio ringue. No final, os atores retiram o até o piso do teatro e chegam na terra.

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Sobre este autor
Cita: Camilla Ghisleni. "O que o Teatro Oficina nos ensina sobre as disputas territoriais urbanas?" 05 Ago 2023. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/1003916/o-que-o-teatro-oficina-nos-ensina-sobre-as-disputas-territoriais-urbanas> ISSN 0719-8906

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