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Quinta Monroy / ELEMENTAL

Quinta Monroy / ELEMENTAL
Quinta Monroy / ELEMENTAL, © Cristobal Palma / Estudio Palma
© Cristobal Palma / Estudio Palma

Courtesy of ELEMENTAL Courtesy of ELEMENTAL © Cristobal Palma / Estudio Palma Courtesy of ELEMENTAL + 20

  • Engenharia

    Juan Carlos de la Llera & José Gajardo.
  • Tempo de Execução

    9 meses
  • Cliente

    Governo regional de Tarapacá / Programa Chile-Barrio do governo chileno
  • Construtora e Serviços

    Proingel, Abraham Guerra, Constructora Loga S.A.
  • Orçamento

    US$204 / m²
  • Materiais

    Concreto e blocos de cimento
  • Área Construída

    3500 m²
  • Mais informações Menos informações
© Cristobal Palma / Estudio Palma
© Cristobal Palma / Estudio Palma

Descrição enviada pela equipe de projeto. O governo chileno pediu-nos para resolver uma equação difícil:

Radicar 100 famílias que durante os últimos 30 anos estiveram ocupando ilegalmente um terreno de 0,5 hectares no centro de Iquique, uma cidade no deserto do país. Apesar do custo do terreno –3 vezes maior que a habitação social normalmente pode pagar pelo solo– o que se queria evitar era erradicação destas famílias para a periferia (Alto Hospício).

Emplazamiento Planta Tercer Nivel Cortes Transversales Elevación + 20

Devíamos trabalhar dentro do quadro de um programa específico do Ministério de Habitação, chamado Vivenda Social Dinâmica sin Deuda (VSDsD)-Habitação Social Dinâmica sem Dívida-que visa a classe mais pobre da população, aqueles sem capacidade de endividamento, e que consiste em um subsidio de US$ 7500 por família, com o qual se deve financiar a compra do terreno, os trabalhos de infra-estrutura e o de arquitetura. 

Este escasso recurso permite construir apenas 30m2. Isto, então, obriga os proprietários a transformarem “dinamicamente” essa simples solução habitacional em uma casa.

Courtesy of ELEMENTAL
Courtesy of ELEMENTAL

Se para resolver a equação pensássemos em uma casa por lote, ainda que utilizássemos os pequenos lotes do padrão da habitação social, conseguiríamos alocar somente 30 famílias no terreno. Isto porque com a tipologia de casas separas, o uso do solo é extremamente ineficiente; a tendência, portanto, é buscar terrenos que custem pouco.

Estes terrenos estão, normalmente, nas periferias, marginalizados e distantes das redes de oportunidades que uma cidade oferece. Se para fazermos um uso mais eficiente do solo, reduz-se o tamanho do lote até igualar-lo com a área da casa, o que obtemos, mais que eficiência, é amontoamento.

Se para obtermos densidade, verticalizamos, os edifícios resultantes não permitem que as habitações possam crescer. E neste caso, necessitamos que cada moradia amplie-se ao menos o dobro de sua área original.

© Tadeuz Jalocha
© Tadeuz Jalocha

O que fazer então?

O primeiro que fizemos foi mudar a forma de pensar o problema: em vez de projetar a menor unidade possível, de US$ 7500 e multiplicar-la 100 vezes, nos perguntamos qual é o melhor edifício, de US$7500, capaz de abrigar 100 famílias e suas respectivas ampliações.

Vimos que um edifício bloquearia o crescimento das habitações. Isto é certo, exceto no térreo e no ultimo andar; o térreo poderá sempre crescer horizontalmente sobre o terreno que tem ao seu redor e, o último pavimento sempre poderá crescer verticalmente até o céu. O que fizemos então foi projetar um edifício que tivesse, somente, o térreo e o último andar.

Courtesy of ELEMENTAL
Courtesy of ELEMENTAL

Courtesy of ELEMENTAL Courtesy of ELEMENTAL Courtesy of ELEMENTAL © Cristobal Palma / Estudio Palma + 20

Qual é o nosso ponto?

Propusemos deixar de pensar o problema da habitação como um gasto e começar a ver-lo como investimento social. Trata-se de garantir que a habitação subsidiada, que recebem as famílias, valorize-se a cada dia que passa. Todos nós quando compramos uma residência esperamos que esta valorize-se com o tempo; sendo os bens imobiliários quase que sinônimo de uma investimento seguro. No entanto, neste momento, a habitação social, em uma porcentagem inaceitavelmente alta, é mais equivalente a comprar um carro do que uma casa; cada dia que passa, as moradias valem menos. 

E isto é muito importante corrigir, porque, a uma escala nacional, gastaremos 10 bilhões de dólares nos próximos 20 anos (se projetarmos de acordo com a premissa do atual Ministério de Habitação). Mas, quanto a uma família pobre, é chave entender que a habitação subsidiada será, de longe, a ajuda mais importante que receberão, uma única vez na vida, por parte do Estado; e é justamente esse subsidio o qual deveria transformar-se em capital, e a habitação, em um meio que permita às famílias superar a pobreza e não somente proteger-se das intempéries.

Diagrama
Diagrama

Este projeto conseguiu identificar um conjunto de diferentes desenhos arquitetônicos que permitem esperar que a habitação valorize-se com o tempo.

Em primeiro lugar, desenvolvemos uma tipologia que nos permitiu alcançar uma densidade suficientemente alta, para ser possivel pagar pelo terreno que estava muito bem localizado na cidade, imerso na rede de oportunidades que a cidade oferecia (trabalho, saúde, educação, transporte). A boa localização é a chave para que a economia de cada família conserve-se e para a valorização da propriedade.

© Cristobal Palma / Estudio Palma
© Cristobal Palma / Estudio Palma

Em segundo lugar, decidimos introduzir entre o espaço público (as ruas e calçadas) e o privado (de cada moradia) o espaço coletivo: uma propriedade comum, mas de acesso restrito, que dá lugar à sociabilização, atividade chave para o êxito de entornos frágeis. Ao reagrupar as 100 famílias em quatro grupos menores, de 20 famílias cada um, conseguimos uma escala urbana suficientemente pequena para permitir aos vizinhos colocarem-se de acordo, porém, não tão pequena que eliminasse as redes sociais existentes.

Em terceiro lugar, dado que 50% do m2 dos conjuntos serão auto-construídos, este edifício devia ser permeável, o suficiente, para que os crescimentos acontecessem dentro de sua estrutura. Por um lado, queríamos emoldurar (mais do que controlar) a construção espontânea, a fim de evitar a deteriorização do entorno urbano com o tempo, e por outro, buscávamos fazer o processo de ampliação o mais fácil possível.

Courtesy of ELEMENTAL
Courtesy of ELEMENTAL

Por último, ao invés de fazer uma moradia pequena (em 30m2 tudo é minúsculo), optamos por projetar uma habitação de classe média, a qual podemos entregar, por agora (dados os recursos disponíveis), somente uma parte. Neste sentido, as partes difíceis da casa (banheiros, cozinha, escadas e paredes divisórias) estão projetadas para o estado final (uma vez ampliado), quer dizer, para uma habitação de 70m2.

Em resumo, quando se tem fundos para fazer somente metade do projeto, qual se faz? Optamos por fazer aquela metade que uma família, individualmente, nunca poderá alcançar, por mais tempo, esforço e dinheiro que se invista. E é dessa forma que procuramos responder com ferramentas próprias da arquitetura a uma pergunta não-arquitetônica: como superar a pobreza.

Courtesy of ELEMENTAL
Courtesy of ELEMENTAL

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Quinta Monroy / ELEMENTAL" [Quinta Monroy / ELEMENTAL] 06 Fev 2012. ArchDaily Brasil. (Trad. Delaqua, Victor) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/28605/quinta-monroy-elemental> ISSN 0719-8906