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Posso conduzi-los à margem de um lago de montanha? O céu é azul, a água verde e tudo descansa em profunda paz. As montanhas e as nuvens se refletem no lago, e assim as casas, casarios e ermidas. Não parecem criadas pela mão humana. Estão como saídas da oficina de Deus, como as montanhas e as árvores, as nuvens e o céu azul. E tudo respira beleza e silêncio...
Ei, o que é aquilo! Uma nota dissonante nessa paz. Como um ruído desnecessário. Em meio às casas dos camponeses, que não foram feitas por eles senão por Deus, há uma vila. Projeto de um bom ou de um mau arquiteto? Não sei. Só sei que já não há paz, nem silêncio, nem beleza.
Porque diante de Deus não há bons ou maus arquitetos. Junto a seu trono, todos os arquitetos são iguais. Nas cidades, onde reina Belial, há finas nuances, como costuma suceder com as classes de vícios. E por isso pergunto: como é que todo arquiteto, bom ou mau, desonra o lago?
