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Cinema e Arquitetura: "Casa Vazia"

Cinema e Arquitetura: "Casa Vazia"
Cinema e Arquitetura: "Casa Vazia", © Vía Film Captures
© Vía Film Captures

Essa semana apresentamos o filme coreano "Casa Vazia" (título original Bin-jip - "Empty Houses"), do diretor Kim Ki-duk. Este não é um filme que declara desde o início uma relação direta com a arquitetura, mas definitivamente há uma ligação muito forte com ela. Através de poucos diálogos e um silêncio tórrido, o filme nos faz pensar sobre como habitamos nossos espaços privados hoje em dia, e, como esses parecem perder todo seu sentido ao estar completamente vazios. O protagonista percorre a cidade habitando casas vazias, enquanto os seus habitantes não estão nelas. Ele ocupa os espaços e artefatos, conserta alguns deles e, em seguida, deixa tudo intacto e parte em busca de um novo lar.

Durante as últimas décadas temos construído nossas cidades a partir de uma soma de espaços privados que parecem pertencer-nos, e parecem ser nosso lugar no mundo. Porém, esse filme nos apresenta uma interrogação: eles realmente são nossos? A propriedade privada é uma ilusão que nos separa de nossos vizinhos e nos faz habitantes invisíveis da cidade?

Mais detalhes e sinopse, a seguir.

© Vía Film Captures
© Vía Film Captures

FICHA TÉCNICA

Direção e Roteiro: Kim Ki-duk
País: Coréia do Sur
Ano: 2004
Duração: 95 min.
Gênero: Drama
Música: Slvian

© Vía Film Captures
© Vía Film Captures

SINOPSE

Deixo minha casa. Enquanto eu estiver fora, alguém entra nela vazia e instala-se. Come a comida de minha geladeira, dorme na minha cama, assiste minha TV. Talvez porque se sente culpado, conserta o meu despertador quebrado, lava a roupa, arruma tudo e, em seguida, desaparece. Como se ninguém estivesse lá...

© Vía Film Captures
© Vía Film Captures

Um dia eu entro numa casa vazia. Parece que ninguém jamais esteve ali, então fico nu, tomo banho, preparo a comida, lavo a roupa, conserto uma balança de banheiro e jogo golfe no jardim da casa. Na casa há uma mulher desanimada, assustada e ferida, que nunca sai e que chora. Eu mostro a minha solidão. Nos entendemos um ao outro, sem dizer uma palavra, e saímos sem dizer uma palavra.

© Vía Film Captures
© Vía Film Captures

Enquanto nós escolhemos uma casa para morar, nos sentimos cada vez mais livres. No momento, parece que nossa sede de liberdade diminuiu, ficamos presos em uma casa escura. Um dos dois fica em uma casa feita de nostalgia. O outro aprende a tornar-se um fantasma para esconder-se no mundo da nostalgia.

© Vía Film Captures
© Vía Film Captures

Agora eu sou um fantasma, já não sinto vontade de encontrar uma casa vazia. Agora me sinto livre para ir à casa em que vive minha amada e beijá-la. Ninguém sabe que eu estou ali. Exceto a pessoa que espera por mim ... alguém sempre vem para a pessoa espera ... vem, com certeza ... mesmo para a pessoa esperando ...

Este dia, do ano de 2004, alguém abre a fechadura que bloqueia minha porta e me liberta. Confiarei cegamente nessa pessoa e a seguirei aonde seja sem se importar com o que pode acontecer... Rumo a um novo destino...

É difícil saber se o mundo em que vivemos é sonho ou realidade. (Kim Ki-duk, diretor e roteirista)

* Este filme foi recomendado por um de nossos leitores.  Toda boa sugestão para complementar nossa seção Cinema e Arquitetura será muito bem-vinda!

Cita: Franco, José Tomás. "Cinema e Arquitetura: "Casa Vazia"" [Cine y Arquitectura: "Hierro 3"] 13 Dez 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/160035/cinema-e-arquitetura-casa-vazia> ISSN 0719-8906