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Space Popular: O mais recente de arquitetura e notícia

Da faculdade à prática: o caminho percorrido por arquitetos famosos e emergentes

A escola de arquitetura é, acima de tudo, um território de experimentação e descobertas, um lugar onde futuros profissionais começam a desenvolver suas principais ideias e a pavimentar o seu próprio caminho. Ao longo de seus anos de estudo, os futuros arquitetos e arquitetas aprendem a lidar com problemas e assuntos complexos, a confrontar-se com os principais desafios da vida profissional. Isso significa que é neste momento que os alunos começam a construir sua própria identidade como arquitetos, a cristalizar seus próprios valores e a desenhar o rumo que a sua carreira irá tomar. Neste artigo nos perguntamos como o aprendizado e as experiências vividas dentro da universidade se refletem na carreira de um arquiteto? Fazendo uma viagem no tempo, visitamos o passado de alguns importantes nomes da arquitetura contemporânea para melhor entender como se deu a sua transição da escola para a prática, verificando as reverberações de sua formação em seus primeiros projetos profissionais e no futuro desenvolvimento de suas carreiras.

Hilma af Klint Museum proposal. Image © Space Popularthe Dutch Parliament Extension. Image Courtesy of OMAAbsolute Towers by MAD Architects. Image © Iwan BaanThe Glass Chain by Space Popular. Image © Ben Blossom+ 8

Por uma arquitetura de luz, cor e experiências virtuais

Este ensaio publicado pela Space Popular refere-se a uma instalação atualmente em exibição na Sto Werkstatt, em Londres. É possível experienciá-la em realidade virtual, aqui.

A Glass House não tinha outra finalidade além da estética. Destinava-se a ser puramente um espaço expositivo e uma bela fonte de ideias para a arquitetura "duradoura". De acordo com o poeta Paul Scheerbart, a quem a casa foi dedicada, ela deveria desiludir aquela compreensão mais restrita a respeito do espaço da arquitetura e introduzir os propósitos e as possibilidades que o vidro proporcionaria para o mundo da arquitetura.

Bruno Taut [acima] assim descreveu sua Glashaus para a Exposição Mundial de 1914 em Colônia, na Alemanha, como um "pequeno templo da beleza"; como "reflexos de luz cujas cores começam na base com um azul escuro e sobem passando pelo verde de musgo e dourado culminando, na parte superior, em um amarelo luminoso e pálido". [1] O Pavilhão de Vidro, projetado com base nos potenciais efeitos sobre aqueles que o percebem, deveria proporcionar intensas experiências. O espaço deveria ser criado dentro da mente humana.

The Glass Chain / Space Popular (Sto Werkstatt, London). Image © Space PopularThe Glass Chain / Space Popular (Sto Werkstatt, London). Image © Space PopularThe Glass Chain / Space Popular (Sto Werkstatt, London). Image © Space PopularThe Glass Chain / Space Popular (Sto Werkstatt, London). Image © Space Popular+ 15

Space Popular cria instalação que amplia as possibilidades do uso do vidro

"Glass Chain" (Die Gläserne Kette, em alemão) foi uma troca de cartas iniciadas por Bruno Taut em novembro de 1919. A correspondência durou apenas um ano e incluiu Walter Gropius, Hans Scharoun e Paul Gösch. As cartas de Glass Chain - treze ao total - especulam e fantasiam sobre as possibilidades do uso do vidro, imaginando, nas palavras de Fredrik Hellberg e Lara Lesmes (Space Popular), "follies de vidro fluídos e orgânicos e catedrais de cristal coloridas cobrindo cadeias de montanhas inteiras até chegarem ao espaço."

© Ben Blossom© Ben Blossom© Ben Blossom© Ben Blossom+ 18