O Instituto Americano de Arquitetos (AIA) nomeou 18 projetos arquitetônicos e de interiores como premiados do 2017 Institute Honor Awards, o maior reconhecimento da profissão nos EUA.
De acordo com o AIA, "o programa de arquitetura 2017 celebra a melhor arquitetura contemporânea, independentemente do orçamento, dimensões, estilo ou programa. Estes projetos deslumbrantes mostram ao mundo a gama de trabalhos que arquitetos criam e destacam as muitas formas que edifícios e espaços podem melhorar nossas vidas."
Os projetos premiados foram selecionados de quase 700 submissões. Os vencedores serão homenageados na Convenção Nacional 2017 da instituição em Orlando.
Shigeru Ban, nascido em 5 de agosto de 1957, é um arquiteto japonês vencedor do Prêmio Pritzker 2014 por sua significativa contribuição às inovações na arquitetura e filantropia. Sua habilidade de em aplicar conhecimentos convencionais em diferentes contextos resultou uma obra caracterizada pela sofisticação estrutural e uso de técnicas e materiais pouco convencionais.
O escritório Shigeru Ban Architects divulgou imagens de seu primeiro protótipo do abrigo emergencial projetado para o Nepal. Planejado para sem construído no final deste mês, o abrigo foi projetado para ser facilmente construído por qualquer pessoa. Usando estruturas modulares de madeira que se conectam, tijolos de borracha reciclada são usados para preencher as cavidades das paredes ao passo que tesouras de tubos de papelão apoiam a cobertura. Isso, comenta Shigeru Ban, permitirá uma "rápida construção e ocupação imediata."
Ocupando um lote no centro de Zurique, a sede da Tamedia, projetada por Shigeru Ban Architects, se destaca por sua impressionante estrutura em madeira. Além dos benefícios ambientais de empregar a madeira como principal material estrutural, sua visibilidade "rende um caráter muito especial e grande qualidade espacial aos ambientes de trabalho", de acordo com Ban. Assista ao vídeo acima, produzido pelo Spirit of Space, para sentir a atmosfera dos espaços internos do edifício.
O escritório Shigeru Ban Architects, juntamente com a Voluntary Architects' Network (VAN), anunciou planos de enviar abrigos e equipamentos emergenciais para ajudar as vítimas do terremoto no Nepal que ocorreu dia 25 de abril. O plano é dividido em três etapas e prevê, primeiramente, o envio e montagem de tendas com repartições de plástico conseguidas através de doações para p,oferecer abrigo imediato às vítimas. Alguns meses depois, o escritório japonês, através de uma colaboração com arquitetos e estudantes locais, construirá habitações temporárias com materiais disponíveis na região.
Habitações permanentes fazem parte da terceira fase do plano, no entanto, poucos detalhes sobre isso foram divulgados até o momento. Para ajudar a iniciativa liderada por Ban, clique aqui.
O mais recente laureado do Prêmio Pritzker, Shigeru Ban, venceu um concurso internacional para projetar o futuro Museu de Belas Artes de Tainan. Com uma agenda que promoverá as artes, cultura e turismo na capital cultural de Taiwan, o museu fomentará a pesquisa no campo das artes, literatura e história, e, ao mesmo tempo, contará com espaços de exposição para talentos locais.
Volumes em cascata contendo um auditório, salas de aula e galerias de exposição serão cobertos por uma cobertura pentagonal e contarão com exuberantes terraços jardins. Um parque da escultura e uma área pública recreacional permitirão que o conteúdo interno do museu se espalhe, ativando a cidade.
O último volume da Taschen reúne os desconhecidos arquitetônicos que, apesar de sua forma minuciosa e excêntrica, estão definindo novas tendências em relação ao projeto.
Quando a economia falha e a construção pára, o que acontece com a arquitetura? Ao invés de projetos pessoais indulgentes, a carência por espaços pequenos e perfeitamente concebidos está se tornando uma necessidade econômica, forçando designers a irem cada vez mais longe com menos. Em seu novo volume Small: Architecture Now!, a Taschen reuniu casas de chá, cabines, saunas e casas de bonecas que definem as tendências para o pequeno, sensível e sustentável, com projetistas que vão desde o laureado do Pritzker , Shigeru Ban, a escritórios jovens emergentes.
Recentemente, Patrik Schumacher, o braço direito de Zaha Hadid, tentou impor os limites da arquitetura em um post no Facebook digno de um Millenial. O tom era prescritivo e caracterizado por uma aplicação liberal do caps lock . Em um mundo ideal, poderia ter sido ignorado coletivamente, mas a discussão se estendeu por vários segmentos do Facebook e inspirou uma resposta da mídia. Aqui está um resumo: a contribuição da arquitetura para a sociedade é a forma, não o politicamente correto e não a arte, que não tem uma função para além de si. Com mais que apenas uma pitada de indignação, ele denuncia especificamente os vencedores da Bienal de Veneza 2012. Ele não estava na lista. Egos feridos à parte, o comentário abriu espaço para uma questão profunda e onipresente dentro da nossa disciplina: O que os arquitetos oferecem que ninguém mais pode oferecer?
https://www.archdaily.com.br/br/01-188729/ban-vs-schumacher-os-arquitetos-deveriam-assumir-responsabilidades-sociaisRennie Jones
Shigeru Ban Architects compartilharam conosco o vídeo em timelapse da sua mais recente construção, o Pavilhão IE Paper. Feito com 173 tubos de papel, esta estrutura temporária se localiza no campus do IE de Madri e será usada para abrigar eventos de formação executiva e outras atividades. O projeto estrutural é extremamente eficiente, levou apenas duas semanas para ser construído e se baseia em princípios de sustentabilidade. Outra condicionante de projeto é que a estrutura deveria ser temporária. Para mais informações sobre o projeto, clique aqui.
A Catedral de Papelão de Shigeru Ban está oficialmente aberta ao público apenas dois anos após o terremoto de 6.3 pontos de magnitude atingir a cidade de Christchurch na Nova Zelândia. Com vida útil prevista em 50 anos, a catedral temporária servirá como substituta à icônica catedral Anglicana construída em 1864 - um dos edifícios mais valorizados de Christchurch - até que uma estrutura permanente seja construída.
Desapontado com o fato de grande parte da arquitetura ser feita para os privilegiados, e não para a sociedade, Shigeru Bandedicou boa parte de sua carreira na concepção e construção de arquiteturas baratas e de qualidade, além de projetos para abrigos de emergência para regiões que sofreram com algum desastre. Segundo TED:
Muito antes de sustentabilidade se tornar um chavão, o arquiteto Shigeru Ban já havia começado seus experimentos com materiais construtivos menos agressivos ao meio ambiente, como tubos de papelão e papel. Suas impressionantes estruturas são muitas vezes concebidas como habitações temporárias, projetadas para ajudar nações atingidas por desastres como o Haiti, Ruanda ou o Japão. Entretanto, muito frequentemente estes edifícios permanecem como elementos benquistos na paisagem por muito tempo após terem servido aos seus propósitos.
Intrigado pela planta hexagonal e pela estrutura complexa do projeto de Shigeru Ban para o Centre Pompidou Metz, na França, os artistas visuais de ANTIVJ, Simon Geilfus e Yannick Jacquet, e o compositor Thomas Vaquié transformaram a fachada ondulada do edifício em plataforma para uma intervenção digital, por meio de um show luminotécnico que "anula a noção de escala ao contrastar a micro-arquitetura com a construção do homem". A obra foi inspirada na pesquisa sobre o fundo do mar de Peter A. Rona, cujo trabalho explora as marcas fascinantes deixadas pelo desconhecido, uma criatura marinha de forma hexagonal chamada Paleodictyon Nodosum, a qual Rona acredita que tenha se desenvolvido para cultivar bactérias.
Já apresentamos o Edifício Comercial Tamedia, desenhado por Shigeru Ban Architects. A obra, composta totalmente com base nas secções pré-fabricadas de madeira, propõe um complexo e arriscado sistema de uniões com base em cortes e montagens prolixamente executados. Com o fim de se aprofundar um pouco mais nesta característica e abordar seus componentes estruturais, revisamos detalhadamente o processo de projeto e construção de uma estrutura portante que é capaz de prescindir de pregos, parafusos e qualquer outro tipo de união.
Na semana passada tivemos a oportunidade de entrevistar o ganhador do Prêmio Pritzker deste ano 2014, Shigeru Ban, dentro do seu Metal Shutter Houses em Nova York. O arquiteto japonês, que foi um membro do júri Pritzker,no período 2006-2009, nos deu sua inspiradora e humilde resposta ao receber o mais prestigiado prêmio de arquitetura, dizendo: "é um incentivo para eu continuar trabalhando para fazer grande arquitetura, bem como trabalhando em áreas de desastre ".
Quando perguntamos como ele se mantém tão comprometido com os esforços humanitários, equilibrando-os com os outros encargos, ele explicou: "Eu também gosto de fazer monumentos porque os monumentos podem ser tesouros maravilhosos para uma cidade, mas também sabia que muitas pessoas sofriam após desastres naturais, e os governos lhes proporcionam instalações de evacuação e alojamentos temporários muito precários. Eu acredito que posso fazê-los melhor. Este é realmente um papel importante para mim: continuar trabalhando em áreas de desastres."