Igreja em Belém de São Francisco, Pernambuco. Foto de Oliver de Luccia, 2019
As viagens fluviais têm o intuito da pesquisa, registro e coleta de informações in loco tendo como assunto os rios. São realizadas por membros pesquisadores do Grupo Metrópole Fluvial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), coordenado pelo Professor Alexandre Delijaicov. Cada um traça seu percurso de acordo com seus interesses pessoais, mas com um objetivo comum: reunir referências de projeto de arquitetura de infraestrutura fluvial para expandir o imaginário e repertório do grupo de pesquisa. A pergunta que motiva os pesquisadores é: como as pessoas se relacionam com as águas fluviais que correm em suas metrópoles, cidades ou vilas, no espaço construído ao longo dos rios? A linha definida pelos elementos terra e água é o eixo de partida dessa observação.
Cortesia de Bruno Pinheiro e Carlos Diego. Via Águas
O impressionante mapa colorido como o arco-íris (acima) mostra o padrão de rede dos caminhos feitos por cada corpo hídrico brasileiro, registrados em todos os 27 Estados utilizando bases públicas de dados.
O maior conjunto identificado em azul é a Bacia do Rio Amazonas, na região norte do país. Representadas em outras cores, podemos ver as outras oito bacias que compõe a hidrografia brasileira, a partir das quais a Agência Nacional de Águas (ANA) entende a gestão e regulação dos recursos hídricos no Brasil, criando as bases para leis e demais regulações pertinente à todos.
https://www.archdaily.com.br/br/802719/as-veias-do-brasil-arco-iris-das-bacias-hidrograficas-do-territorio-nacionalCarlos Diego
Existe muita área verde em São Paulo. Em 2013, segundo o Observa Sampa[1], havia 14,07m² de cobertura vegetal pública por habitante, uma proporção que supera o mínimo de 12,00m² recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O mesmo instituto indicava também que neste ano 40,79% da área que ocupa a cidade era verde, índice reduzido em 5,78% em relação ao ano anterior. Se considerarmos a metrópole de São Paulo, essa proporção aumenta, pois são incorporadas vastas áreas rurais e de mata atlântica.
O 3º Prêmio {CURA} dá continuidade à proposta de realização de concursos de ideias com temas que se alinham às discussões atuais da cidade, buscando aprofundar-se na discussão sobre o desenho urbano. Para o 3º Prêmio {CURA}, o tema do concurso está na pergunta: Como as cidades têm tratado seu rios? A pergunta provoca e confronta as estratégias de ocupação que ignoram a importância dos rios para o meio ambiente e, por consequência, provocam uma série de prejuízos para nossas cidades. Felizmente, diversas cidades ao redor do mundo tem promovido a reconciliação desejada entre o meio urbano e o fluvial. Na maioria das vezes, por notarem a necessidade de se reduzir o espaço dedicado aos carros. Por esse motivo, as propostas para o concurso deverão ter os pedestres, ciclistas e outros modais ativos (skate, patins, carroças de reciclagem, etc) como prioridade. Para estimular o debate de modo mais amplo possível, o edital é simples, tornando cada escolha feita critério de avaliação, como o local de intervenção, situação atual do rio, entre outras decisões. Não abriremos seções de perguntas e respostas, portanto, caso não esteja escrito no edital, arrisque.
O Concurso Internacional de Design Paisagístico para o Rio Han, na cidade de Da Nang, foi promovido pelo Comitê Popular da Cidade de Da Nang, co-organizado pelo Departamento de Construção de Da Nang e pelo Instituto Nacional de Arquitetura de Vietnã. O concurso procura exercer um conceito global de projeto paisagístico, bem como soluções para a área ribeirinha no centro da cidade.
Esta competição buscou as melhores ideias e soluções de planejamento e urbanismo paisagístico para o rio Han, a fim de trazer uma nova vitalidade para a cidade e construir seus valores em harmonia com a natureza, ambientalmente amigável, boa qualidade de vida, vitalidade econômica e cultural .
No final de 2014 foi divulgada a notícia de que as obras do monotrilho da Zona Leste de São Paulo foram paralisadas porque durante a sua execução os engenheiros descobriram a existência do córrego da Mooca, uma das dezenas de corpos d’água retificados, tubulados e enterrados sob o solo paulistano.
Sintomático da pouca importância conferida à base natural da cidade, o episódio faz lembrar que uma vez tamponados, os córregos partilham do mesmo destino que toca às demais infraestruturas urbanas. Se sua transformação acontece com algum planejamento e projeto, depois da execução muito raramente é gerado registro que possa ser consultado com facilidade por outros projetistas (e muito menos pela sociedade como um todo).
De alguns anos para cá, a maior cidade brasileira tem chamado a atenção da mídia pelas iniciativas públicas que visam melhorar as condições de mobilidade urbana. São Paulo ganhou recentemente 200 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus, com ainda outros 150 a serem implementados, e até o final de 2016 a cidade terá criado 400 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. As cifras parecem altas, mas não chegam nem perto da quantidade de rios cobertos que há na cidade: cerca de 3,5 mil quilômetros de cursos d’água sob o concreto e asfalto da metrópole.
O antigo porto Inner Harbor é um dos principais destinos turísticos da cidade de Baltimore, EUA. Construído há mais de 200 anos, hoje este espaço é considerado um exemplo de renovação urbana, transformando-se num novo lugar de passeio e estar para os cidadãos, sem deixar de lado seu passado industrial.
No entanto, um dos problemas que a cidade encontrou no lugar é a contaminação do rio Patapsco que desemboca no porto. Para solucionar a questão, há alguns meses foi instalada uma roda d’água que recolhe os dejetos e que funciona através da energia mecânica do rio e de energia solar.
Saiba mais sobre essa estratégia de descontaminação, a seguir.
Arquitetos: Sasaki Associates, Ross Barney Localização: Chicago, Illinois, EUA Ano de Projeto: 2009 Área: 14.000 m² Orçamento: U$90.000.000 – 100.000.000
As cidades com bordas de mares ou rios quase sempre possuem uma dívida histórica com o tratamento das mesmas, sendo que executar projetos urbanos nestas áreas é uma tendência recente. Nas cidades que possuem somente o oceano ou um rio, os projetos ocorrem naturalmente em tais áreas. Entretanto em cidades que possuem ambas, a orla marítima é, em geral, preferida, transformando o rio em um esgoto ou um lugar vago em meio à cidade. Este artigo mostra um projeto que busca recuperar "a segunda Costa" de Chicago e transformá-la num espaço urbano.