Imagem da Orla de Santos. Image via Reportagem de Altair Santos
Na década de 1970 edifícios da Orla de Santos, em São Paulo, começaram a entortar, causando curiosidade nos moradores e visitantes da cidade. Esse fenômeno pode ser visto como resultado de um processo de urbanização rápida e desregulada, que se manifesta em uma questão técnica da construção dos edifícios.
Santos, uma das maiores cidades do litoral paulista, com uma população estimada de mais de 430 mil habitantes (IBGE 2020), localizada na região metropolitana da Baixada Santista e próxima à cidade de São Paulo, foi uma das primeiras vilas a serem desenvolvidas após a colonização portuguesa do século XVI. Antes disso, porém, seu território era intensamente tomado pelo bioma da Mata Atlântica e ocupado por povos indígenas, como os Guarani Mbya e Tupi-Guarani.
Com 832 quilômetros de costa voltada para o Oceano Atlântico, Portugal tem uma longa e profunda relação com o mar, que por séculos foi considerado a principal porta de comunicação do país com o restante do mundo. Hoje, a costa portuguesa atrai anualmente milhões de turistas vindos de outras partes da Europa e de todo o mundo, que chegam em busca de clima quente e belas paisagens à beira-mar. O principal alvo são as praias do sul, com temperaturas médias mais altas que as da região norte, entretanto, o aumento do número de turistas na última década é visivel em todas as partes do país.
No debate da arquitetura, muito se discute sobre a influência do meio onde se insere o edifício, seja pela incorporação de elementos do entorno durante o processo de desenho, seja pela negação ou superação de características indesejadas desses locais. Algumas situações evidenciam mais essa negociação do que outras, sobretudo quando o entorno natural é dominante. Nesses casos, observa-se a todo momento o confronto entre a preexistência natural e as intervenções humanas, e as formas possíveis de atingir a harmonia entre ambas.
O espaço que margeia um rio, lago, lagoa ou costa marítima representa uma zona de transição entre a água e a terra. Por isso, a conversão das margens dos corpos d’água em espaços públicos ativos e atrativos busca delinear um certo equilíbrio entre a rigidez do espaço construído e a fluidez da água.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local, isso pode representar uma dificuldade ao lidar com condições extremas sendo necessário usar materiais isolantes que se adaptam às mudanças. No entanto, quando se fala do México e do seu clima privilegiado, trata-se de um ponto a favor dos arquitetos, permitindo a criação de microclimas e espaços que se desvanecem na transição do que se revela dentro e fora.