No cenário em constante evolução do século XXI, as cidades despontam como modelos de inovação em relação aos objetivos de desenvolvimento sustentável. Criativamente, enfrentam desafios urbanos urgentes, como densidade populacional, transporte, habitação e resiliência. Possuem o potencial de liderar uma agenda climática abrangente, atuando como laboratórios para iniciativas sustentáveis, inovações inter-setoriais e estratégias orientadas para a comunidade. As cidades agem como catalisadoras de revoluções, implementando soluções impactantes que podem ser aplicadas globalmente.
Nova Orleans tem o efeito de ilha de calor urbano mais forte dos EUA, com temperaturas quase 5°C mais altas do que as áreas naturais próximas. A cidade perdeu mais de 200 mil árvores com o furacão Katrina, diminuindo a área sombreada para apenas 18,5%.
A ONG Sustaining Our Urban Landscape (SOUL) fez uma parceria com arquitetos paisagistas da Spackman Mossop Michaels (SMM) para criar um plano de reflorestamento acessível e focado na equidade. O plano fornece um roteiro para alcançar a marca de 24% de área coberta por árvores até 2040. Mais importante, o plano também busca igualar a área sombreada por árvores, de modo que pelo menos 10% de todos os 72 bairros estejam cobertos. Atualmente, mais da metade dos bairros está abaixo da marca de 10%.
A aprovação do pacote de mudanças climáticas do governo Biden, a chamada “Lei de Redução da Inflação”, previsivelmente se dividiu em linhas partidárias, com os republicanos caracterizando o projeto como um ato de gastos imprudentes do governo, que certamente aumentará os impostos e alimentará ainda mais a inflação. Mas será que esse ato realmente significa imprudência nos gastos? A legislação autoriza 430 bilhões de dólares em gastos, sendo a maior parte — mais de 300 bilhões de dólares — destinada a créditos fiscais. Outros gastos e iniciativas destinados a estimular a economia de energia limpa e a redução das emissões de carbono. O projeto de lei também permite que o Medicare negocie preços de alguns medicamentos caros com empresas farmacêuticas. O projeto de lei é parcialmente financiado por um imposto mínimo de 15% sobre grandes corporações e um imposto especial de consumo sobre empresas que recompram suas próprias ações. Dado o escopo do problema e os crescentes custos futuros da inação climática, esta legislação é um primeiro passo extremamente modesto, mas muito necessário.
https://www.archdaily.com.br/br/988786/o-custo-iminente-das-mudancas-climaticasMartin C. Pedersen, Steven Bingler
Projetada por David Adjaye para a Make It Right, uma fundação sem fins lucrativos fundada por Brad Pitt em 2007, a pequena residência da rua Reynes, em Nova Orleans, foi condenada pela defesa civil e deverá ser demolida em breve.
De acordo com notícia divulgada pela NOLA.com, a defesa civil da cidade de Nova Orleans interditou o edifício e colou um “aviso de demolição” na placa da obra da rua Reynes, número 1826, logo após a publicação de uma nota oficial dizendo que o edifício “está em iminente perigo de colapso”.
Nova Orleans é uma cidade diferente de qualquer outra. Marcada por uma rica herança cultural, é definida pela geografia do Delta do Mississippi e pelo clima local. Após a destruição causada pelo furacão Katrina em 2005, designers e arquitetos voltaram sua atenção para a cidade, buscando soluções para garantir um futuro melhor para as comunidades que lá vivem.
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Alliance Theatre. Imagem Cortesia de Trahan Architects
O escritório Trahan Architects, de Nova Orleans, revestiu o interior do Teatro Alliance, em Atlanta, em carvalho flexionado a vapor. Trabalhando com a FARO e os fabricantes CW Keller, a equipe se inspirou no estilo do artista e designer de móveisMatthias Pliessnig. Liderada pelo fundador Victor F. "Trey" Trahan eo sócio Leigh Breslau, a renovação criou uma peça exclusiva de arquitetura cultural para Atlanta.
Há algum tempo publicamos as 7 ideias que a urbanista Helen Leung desenvolveu para que os cidadãos possam recuperar de maneira rápida e econômica lugares abandonados das cidades antes que as autoridades decidam o que fazer com eles.
Mostramos agora como trabalham quatro organizações cidadãs dos Estados Unidos que se dedicam a difundir onde estão esses lugares e quais são suas características, visando recuperá-los através das ações e ideias das comunidades locais. Dessa forma, buscam fazer uma ponte entre quem vive próximo a esses espaços e aqueles que têm propostas para transformá-los em novos espaços públicos.
Conheça, a seguir, essas organizações e o modo como trabalham.