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El Alto: O mais recente de arquitetura e notícia

Documentário sobre Freddy Mamani explora a conexão entre arquitetura e identidade cultural

No dia 4 de outubro, o Festival de Cinema de Arquitetura de Roterdã foi palco da estreia mundial do documentário Cholet: The Work of Freddy Mamani. Do diretor Isaac Niemand, o filme conta a história do improvável fenômeno da arquitetura da Bolívia, que figurou na lista do ArchDaily de líderes, projetos e personalidades mais inspiradores da arquitetura em 2015.

Freddy Mamani e o surgimento de uma nova arquitetura andina na Bolívia

Resgatada pela arquiteta Elisabetta Andreoli e pela artista Ligia D’andrea no livro “Arquitetura andina da Bolívia”, a invasão midiática desta arquitetura, com a mão de Freddy Mamani -um ex-pedreiro que se tornou engenheiro e construtor- converteu-se na desculpa perfeita para falar sobre tudo no país altiplano: as carências e luxos de uma rápida expansão urbana dispersa no El Alto, a cidade mais jovem da Bolívia; o nascimento de uma nova burguesia aimara diante da indiferença da elite branca; e o nascimento de uma identidade arquitetônica contemporânea que incomoda puristas e enche de orgulho os aimaras, mas que é rejeitada pelas escolas locais de arquitetura.

Confira a seguir o artigo sobre esta nova arquitetura, juntamente com as fotografias de Alfredo Zeballos.

New Yorker publica série de fotografias das obras de Freddy Mamani

Apesar de não ter um escritório, usar computador ou desenhar sobre o papel, o arquiteto boliviano Freddy Mamani Silvestre e sua equipe já construíram mais de 60 projetos em El Alto, a cidade mais alta do mundo. Assim como a maior parte de seus clientes e colegas cidadãos, Mamani é um Aymara e sua obra é caracterizada por fachadas muito detalhadas e coloridas inspiradas no vestuário de seu povo. À luz de seu trabalho visualmente estimulante, o jornal New Yorker divulgou uma impressionante série de fotografias feitas por Peter Granser, com uma introdução escrita por Judith Thurman, mostrando algumas das construções coloridas de Mamani na Bolívia.

Freddy Mamani: "Não é arquitetura exótica, mas uma arquitetura andina que transmite identidade"

Freddy Mamani, arquiteto boliviano, focou sua carreira na construção. Quando criança, passava suas férias brincando com os montes de brita. cimento e areia com os quais trabalhava seu pai. De pedreiro, interessou-se em dar um passo além e acabou estudando engenharia, construção e, recentemente, arquitetura. Aos 42 anos, já ergueu mais de 60 obras em El Alto, local onde mora e é reconhecido por aquilo que denomina "arquitetura andina", uma incipiente definição marcada pela presença de cores vibrantes e elementos geométricos tomados emprestados da cultura Tiahuanaco, antecedente do Império Inca.

Na ocasião do Mês do Desenho, organizado pelo Consejo Nacional de la Cultura y las Artes, conversamos com Freddy Mamani, que nesta entrevista explica as principais referências na construção dessa linguagem local e argumenta contra as críticas do establishment boliviano, incluindo universidade e grêmios.

Freddy Mamani: Não é arquitetura exótica, mas uma arquitetura andina que transmite identidadeFreddy Mamani: Não é arquitetura exótica, mas uma arquitetura andina que transmite identidadeFreddy Mamani: Não é arquitetura exótica, mas uma arquitetura andina que transmite identidadeFreddy Mamani: Não é arquitetura exótica, mas uma arquitetura andina que transmite identidade+ 5

La Paz e o teleférico urbano mais alto do mundo

Em maio deste ano foi inaugurada a primeira das três linhas do Mi Teleférico, o novo transporte público que une La Paz com El Alto, a maior população urbana da Bolívia, que totaliza 1,6 milhões de habitantes.

A mais de 4.000 metros de altura e com uma rede de 11 quilômetros – quando as três linhas estiverem em funcionamento – este serviço se tornará o mais alto e extenso do mundo, permitindo realizar deslocamentos em menos tempo - o que diminuirá os congestionamentos que afetam ambas cidades e suprirá 30% da demanda de transporte público.

O projeto, que levou quase quatro décadas para ser implementado, transportará até 18 mil passageiros por hora em um total de 443 cabines.

Conheça mais sobre este projeto a seguir.