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Ciência: O mais recente de arquitetura e notícia

Fachada de tijolos assentados por robôs: o projeto de Carlos Ratti para o campus de ciência de Milão

A Carlo Ratti Associati acaba de divulgar os detalhes de seu projeto para o novo Campus de Ciências da Universidade de Milão. Fachadas de tijolos serão construídas por equipamentos mecânicos programados digitalmente, criando uma série de área comuns permeáveis que funcionarão como um oásis natural em meio à nova sede da tradicional universidade milanesa. Desenvolvida em parceria com o grupo australiano Lendlease, a proposta chamada de “Ciência para os Cidadãos” deverá ser implantada no novo Distrito de Inovação da cidade de Milão, aonde foi realizada a Expo Milano de 2015.

Quanto estiver pronto, o novo Distrito de Inovação deverá receber mais de 18.000 estudantes e 2.000 pesquisadores todos os dias. A proposta desenvolvida pelo escritório de Carlo Ratti procura “criar um campus aberto, um espaço para a experimentação e inovação, promovendo um intercâmbio diário entre a universidade, a cidade de Milão e seus habitantes”.

Donghua Chen & Partners projeta uma "ilha das ciências" na Lituânia

Donghua Chen & Partners divulgou detalhes de sua proposta para o Centro Nacional de Ciência e Inovação da Lituânia, uma iniciativa conhecida como “Ilha da Ciência”. A competição contou com 144 equipes, tornando-se o maior concurso de arquitetura já realizado na Lituânia. A Donghua Chen & Partners foi uma das três finalistas para a competição, com SMAR Architecture Studio sendo finalmente escolhido para realização.

A proposta de Donghua Chen & Partners chamada “Science Loop” considera uma série de sistemas, incluindo estruturas sociais, skyline, circulação, devolução e reciclagem, organizadas como uma rede integrada.

Cortesia de Donghua Chen & Partners Cortesia de Donghua Chen & Partners Cortesia de Donghua Chen & Partners Cortesia de Donghua Chen & Partners + 22

II Jornada Ciência, Tecnologia e Sociedade: geopolítica do conhecimento, dependência e colonialidade na América Latina

A II Jornada Ciência, Tecnologia e Sociedade, a ser realizada na UNILA/Foz do Iguaçu, nos proximos dias 24 e 25 de maio, tem como eixo temático a geopolítica do conhecimento, dependência e colonialidade na América Latina. Em outras palavras, procuraremos aproximar, na Jornada, o Pensamento Latino-Americano em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PLACTS) da perspectiva decolonial, por entendê-la como uma expressão teórica feita pelo Sul e para o Sul, especialmente voltada às temáticas mais pertinentes à América Latina. O pensamento decolonial compreende o mundo através de suas interioridades, de seu espaço geográfico e de seus corpos dissidentes, numa denúncia contundente

Bernard Tschumi vence concurso para Complexo de Pesquisa Universitária em Paris

Bernard Tschumi Architects foi premiado com uma das maiores comissões  na França, com o projeto e a construção de um centro de educação e pesquisa de última geração, de € 283 milhões (U$ 350 milhões) na Université Paris-Sud em Saclay, sul da capital francesa. O “METRO Centre” fará parte da ala de biologia, farmácia e química da universidade, compreendendo seis prédios conectados por passarelas elevadas, com instalações de ensino, laboratórios de pesquisa, escritórios, restaurantes e áreas de logística.

Tendo vencido um concurso contra equipes como Herzog & De Meuron e MVRDV, Bernard Tschumi trabalhará em colaboração com Bouygues Construction, Groupe-6 e BE para a realização e operação do esquema.

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SMAR selecionado como vencedor do concurso para Ilha das Ciências, na Lituânia

A prefeitura de Kaunas anunciou SMAR Architecture Studio como os vencedores do Concurso Internacional de Projeto da Ilha das Ciências para o novo Centro Nacional de Ciência e Inovação da Lituânia. O projeto da SMAR foi o mais bem classificado entre os três vencedores do Concurso, o mais popular na história da Lituânia, atraindo 144 equipes de 44 países.

O que podemos aprender sobre arquitetura a partir do rastreamento ocular das pessoas

Este artigo foi publicado originalmente pela Common Edge como "Game-Changing Eye-Tracking Studies Reveal How We Actually See Architecture."

Enquanto muitos arquitetos tem se agarrado por muito tempo ao velho ditado de que "a forma segue a função", a forma segue a função do cérebro pode ser o lema dos anunciantes e fabricantes de automóveis de hoje, que cada vez mais usam ferramentas de alta tecnologia para entender os comportamentos humanos ocultos e, em seguida, projetar seus produtos para atendê-los (sem nunca terem pedido nossa permissão!)

Ferramentas biométricas como um EEG (eletroencefalograma) que mede ondas cerebrais, software de análise de expressão facial que segue as mudanças de nossas expressões, e o rastreamento ocular, que nos permite gravar movimentos oculares "inconscientes", são onipresentes em todos os tipos de publicidade e desenvolvimento de produtos hoje — além da psicologia ou dos departamentos médicos onde você pode esperar vê-los. Nos dias de hoje, você também os encontrará instalados nos laboratórios de pesquisa comportamental e experiência do usuário em escolas de negócios, como a Universidade Americana (American University) no Distrito da Columbia e o Instituto Politécnico de Worcester (Worcester Polytechnic Institute - WPI) em Massachusetts.

O que acontece quando você aplica uma medida biométrica como o rastreamento ocular para a arquitetura? Mais do que esperávamos...

Projetistas não entendem de ciência (e isso é perigoso)

Os projetistas hoje em dia parecem amar as novas idéias oriundas da ciência. Eles as assimilam como analogias, metáforas e, em alguns casos, ferramentas para gerar novos projetos surpreendentes. (Algoritmos de informática e formas virtuosas são exemplos disto). No entanto, metáforas sobre a complexidade da cidade e suas estruturas adaptáveis não são a mesma coisa que a complexidade real da cidade.

O problema é que esta confusão pode causar resultados desastrosos. Pode inclusive contribuir para o lento colapso de toda uma civilização. Podemos pensar que a diferença entre metáfora e realidade é tão óbvia que nem vale a pela mencionar. Mas ainda assim tal confusão permeia o mundo atual do design e arquitetura, e se espalha a partir daí para a cultura geral. Ela desempenha um papel fundamental na expectativa delirante de que as metáforas poderiam dar origem a realidade.

Psiquiatras falam disso como sendo uma confusão conhecida como "pensamento mágico": se nossos símbolos forem bons o suficiente, então a realidade os acompanhará. Nas mãos de projetistas isto se torna algo muito perigoso.

Mais após o intervalo...