1. ArchDaily
  2. Centro de dados

Centro de dados: O mais recente de arquitetura e notícia

Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários

A arquitetura tem sido tradicionalmente descrita como uma disciplina voltada ao espaço, à forma e à materialidade. No entanto, essa compreensão se mostra cada vez mais limitada diante das condições que moldam a construção contemporânea. Os edifícios já não surgem de uma relação estável entre lugar, programa e matéria. Em vez disso, são produzidos dentro de uma densa rede de sistemas tecnológicos que operam em escalas territoriais, ecológicas e temporais. Redes de energia, infraestruturas de dados, processos de extração e cadeias logísticas globais passam a influenciar a arquitetura de maneira tão decisiva quanto o clima ou o contexto urbano.

Sob essa perspectiva, a arquitetura deixa de ser um objeto isolado e passa a ser entendida como um momento dentro de um campo técnico mais amplo. Cadeias de suprimento, sistemas de dados, manutenção automatizada e redes energéticas não estão “por trás” do ambiente construído — elas o constituem. De certo modo, determinam o que pode ser construído, o que é economicamente viável, como os edifícios se comportam ao longo do tempo e que tipos de resíduos produzem. Quando a arquitetura é analisada principalmente pela forma, corre-se o risco de ignorar os sistemas que condicionam sua produção e seu pós-uso.

Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários - Image 1 of 4Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários - Image 2 of 4Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários - Image 3 of 4Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários - Image 4 of 4Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários - Mais Imagens+ 30

A computação tem peso: a infraestrutura da IA e a arquitetura da cidade

À medida que a inteligência artificial continua transformando setores da economia e reconfigurando indústrias inteiras, instituições e indivíduos se veem obrigados a se preparar — e a se adaptar rapidamente — às mudanças que essas tecnologias parecem impor. No entanto, a pressão mais precisa não está apenas na forma como a IA altera o modo de trabalhar e viver, mas nos modelos de negócio e nas lógicas de investimento das empresas que a desenvolvem: a concentração de capital, as novas demandas por capacidade computacional, a corrida por talentos altamente especializados e a infraestrutura necessária para sustentar esse ecossistema. Na Grande Baía — ancorada por Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong — essa dinâmica é particularmente evidente. Iniciativas governamentais vêm acelerando o crescimento do setor, com políticas e instrumentos de planejamento começando a traduzir um campo aparentemente intangível em forma física: revisões de zoneamento, destinação de terrenos e o surgimento de tipologias arquitetônicas voltadas à IA, de laboratórios de pesquisa a grandes centros de dados.

A computação tem peso: a infraestrutura da IA e a arquitetura da cidade - Image 1 of 4A computação tem peso: a infraestrutura da IA e a arquitetura da cidade - Image 2 of 4A computação tem peso: a infraestrutura da IA e a arquitetura da cidade - Image 3 of 4A computação tem peso: a infraestrutura da IA e a arquitetura da cidade - Image 4 of 4A computação tem peso: a infraestrutura da IA e a arquitetura da cidade - Mais Imagens+ 23

Explorando a nuvem tecnológica dos data centers: pavilhão de Israel na Bienal de Veneza 2023

O Pavilhão de Israel apresenta Cloud-to-ground, uma instalação imersiva que explora a natureza das redes de comunicação modernas na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A exposição, que tem curadoria do arquiteto Oren Eldar e das arquitetas Edith Kofsky e Hadas Maor, tem como objetivo iniciar uma discussão ampla sobre os aspectos físicos das redes virtuais: os centros de dados (data centers) e as centrais telefônicas comumente referidas como "caixas-pretas". O tema escolhido é relevante para Israel devido à sua localização estratégica no cruzamento de continentes e culturas. O pavilhão nos Giardini permanecerá aberto para visitantes até 26 de novembro de 2023.

Explorando a nuvem tecnológica dos data centers: pavilhão de Israel na Bienal de Veneza 2023 - Image 1 of 4Explorando a nuvem tecnológica dos data centers: pavilhão de Israel na Bienal de Veneza 2023 - Image 2 of 4Explorando a nuvem tecnológica dos data centers: pavilhão de Israel na Bienal de Veneza 2023 - Image 3 of 4Explorando a nuvem tecnológica dos data centers: pavilhão de Israel na Bienal de Veneza 2023 - Image 4 of 4Explorando a nuvem tecnológica dos data centers: pavilhão de Israel na Bienal de Veneza 2023 - Mais Imagens+ 14

Arquitetura da nuvem: a pegada do data center

No contexto contemporâneo, como já foi dito inúmeras vezes, parece que vivemos no que se chama de uma era digital. Uma pandemia global aumentou a popularidade dos meios digitais de comunicação — como o Microsoft Teams e o Zoom, e o aplicativo de mensagens multiplataforma WhatsApp com mais de 2 bilhões de usuários ativos. Do ponto de vista ambiental, vemos a migração dos negócios para a “nuvem” como uma vitória da sustentabilidade. Em termos simplificados e para citar um exemplo específico, as empresas podem abster-se de armazenar dados em discos rígidos externos, e armazenar seus dados em serviços de hospedagem de arquivos online.

Arquitetura da nuvem: a pegada do data center - Image 1 of 4Arquitetura da nuvem: a pegada do data center - Image 2 of 4Arquitetura da nuvem: a pegada do data center - Image 3 of 4Arquitetura da nuvem: a pegada do data center - Image 4 of 4Arquitetura da nuvem: a pegada do data center - Mais Imagens+ 3

Paisagens desumanizadas: arquiteturas construídas para as máquinas

Centros de processamento de dados, linhas de produção automatizadas, torres de telefonia e depósitos são algumas das principais tipologias utilitárias que povoam o nosso ambiente construído, infra-estruturas cada vez mais importantes para o desenvolvimento da vida cotidiana. Ainda que estejam longe de tangenciar o interesse da maioria dos arquitetos e arquitetas, estas tipologias estão se fazendo cada dia mais presentes em nossas vidas e, consequentemente, no discurso arquitetônico — levantando questões sobre como podemos dar um novo significado à estas estruturas que sustentam as engrenagens da nossa atual sociedade.

Paisagens desumanizadas: arquiteturas construídas para as máquinas - Cinema E ArquiteturaPaisagens desumanizadas: arquiteturas construídas para as máquinas - Cinema E ArquiteturaPaisagens desumanizadas: arquiteturas construídas para as máquinas - Cinema E ArquiteturaPaisagens desumanizadas: arquiteturas construídas para as máquinas - Cinema E ArquiteturaPaisagens desumanizadas: arquiteturas construídas para as máquinas - Mais Imagens+ 5

Mecanoo propõe um "farol digital" para o novo Qianhai Data Center em Shenzhen

Embora a sua proposta tenha ficado em segundo lugar no concurso internacional de projetos para o Qianhai Data Center em Shenzhen, na China, o Mecanoo divulgou em seu site todas as informações sobre o projeto. O edifício de 63.000 metros quadrados, concebido como uma espécie de farol urbano, consiste em uma torre opaca que se ergue sobre um pódio desconstruído em forma de patamares, aonde encontram-se os escritórios e outros espaços de apoio.

O “farol digital” com seus 113 metros de altura foi projetado para ser construído no contexto da Zona de Desenvolvimento Livre Qianhai, uma área central de quinze quilômetros quadrados, no ponto específico que marca a porta de entrada do novo distrito de Qianhai, simbolizando sua tendência à inovação e a modernidade.

Mecanoo propõe um "farol digital" para o novo Qianhai Data Center em Shenzhen - Image 1 of 4Mecanoo propõe um "farol digital" para o novo Qianhai Data Center em Shenzhen - Image 2 of 4Mecanoo propõe um "farol digital" para o novo Qianhai Data Center em Shenzhen - Image 3 of 4Mecanoo propõe um "farol digital" para o novo Qianhai Data Center em Shenzhen - Image 4 of 4Mecanoo propõe um farol digital para o novo Qianhai Data Center em Shenzhen - Mais Imagens+ 8

"O corpo e cérebro das cidades do futuro": Snøhetta projeta data center sustentável

O escritório Snøhetta divulgou imagens conceito de seu data center sustentável, The Spark. O projeto busca abordar a tipologia tradicional de edifícios de data center, alto consumidor de energia, e transformar em um edifício "produtor de recursos para as comunidades poderem gerar seu próprio poder".

A proposta é adaptável para uma vasta possibilidades de contextos e pode ser locada em qualquer local pelo mundo, conectando cidades a partir de sua geração de energia devido ao excesso de calor. 

"O corpo e cérebro das cidades do futuro": Snøhetta projeta data center sustentável - Image 1 of 4"O corpo e cérebro das cidades do futuro": Snøhetta projeta data center sustentável - Image 2 of 4"O corpo e cérebro das cidades do futuro": Snøhetta projeta data center sustentável - Image 3 of 4"O corpo e cérebro das cidades do futuro": Snøhetta projeta data center sustentável - Image 4 of 4O corpo e cérebro das cidades do futuro: Snøhetta projeta data center sustentável - Mais Imagens

Noruega divulga o projeto do maior e mais seguro centro de dados do mundo

A empresa americana-norueguesa Kolos divulgou uma proposta para construir o maior centro de dados do mundo - dimensão estimada na quantidade de energia elétrica usada para suprir seus bancos de servidores e instalações de resfriamento. Localizado em um fiorde em Ballangen, na Noruega, o terreno proposto fica dentro do Círculo Ártico e aproveitaria o clima frio, a baixa umidade e a disponibilidade de energia hidroelétrica na região.