Biblioteca de Muyinga. Imagem Cortesia de BC Architects
Em seu ensaio clássico de 1983 Por um regionalismo crítico: seis pontos para uma arquitetura de resistência, Kenneth Frampton discutiu uma abordagem alternativa para a arquitetura definida pelo clima, topografia e tectônica como uma forma de resistência à placidez da arquitetura moderna e a ornamentação gratuita do pós-modernismo. Uma atitude arquitetônica, o Regionalismo Crítico propôs uma arquitetura que abraçasse as influências globais, embora firmemente enraizada em seu contexto. O seguinte artigo explora o valor e a contribuição das ideias de Frampton para a arquitetura contemporânea.
De forma muito parecida à cidade de Berlim, Tóquio é uma cidade absolutamente moderna. Muito se deve ao fato de ter sido intensamente bombardeada durante a segunda guerra mundial, destruindo grande parte da cidade e reduzindo a sua população à metade. Mas o Japão ressurgiu e se reergueu durante a segunda metade do século XX. Atualmente, sua arquitetura minimalista e experimental desperta o interesse de arquitetos e arquitetas todo mundo mundo, atraindo um número considerável de turistas todos os anos. Tóquio é o resultado de uma soma de diferentes valores, das novas tecnologias as mais antigas tradições construtivas.
Seguindo a missão de oferecer ferramentas e inspiração para melhorar a qualidade de vida em nosso ambiente construído, os curadores do ArchDaily investigam constantemente as melhores obras de todas as partes do mundo, disponibilizando o melhor da arquitetura aos nossos leitores. Para celebrar estes projetos e agradecer os profissionais que contribuem ativamente com nossa comunidade, reunimos a seguir as 50 melhores obras publicadas em 2019.
O arquiteto finlandês Alvar Aalto foi pioneiro em design e arquitetura modernos a partir de formas orgânicas e materiais naturais. Quando decidiu que seria arquiteto, mudou-se para Helsinque, único lugar do país onde se podia estudar arquitetura na época. Ao longo de sua carreira, ergueu obras em diversos países, deixando um amplo legado para a arquitetura moderna. A seguir, mapeamos 20 de suas obras que deveriam ser visitadas por todo estudante e profissional de arquitetura.
Sou Fujimoto esteve em São Paulo no último mês de março, para dar uma palestra na Expo Revestir 2019. Tivemos a oportunidade de entrevistá-lo e conversamos um pouco sobre sua abordagem projetual, trabalhos passados e futuros, exposições, entre outras coisas. Nascido no ano de 1971, na ilha de Hokkaido, no Japão, ele fundou seu escritório no ano de 2000, em sua cidade de formação. Possui obras em países como Estados Unidos, Reino Unido, China, Espanha, Grécia e Chile, além de diversas obras no Japão. Confira a entrevista a seguir:
ArchDaily e Airbnb foram fundados no mesmo ano, 2008, porém com propósitos muito diferentes. Desde então, o ArchDaily acumulou uma vasta base de dados com milhares de projetos localizados em cidades e países de todo o mundo. O Airbnb, por outro lado, revolucionou a forma como exploramos os países e habitamos os edifícios, mesmo se for por uma única noite.
Localizado a poucos metros do terminal de Naoshima, a ilha japonesa mais conhecida como "Ilha das Artes", o Pavilhão de Sou Fujimoto aparece como um diamante translúcido e leve localizado na orla de Kagawa, visível do terminal de balsas, projetado pelo SANAA, que recebe os visitantes.
O Pavilhão de Naoshima fazia parte da Trienal Setouchi de 2016. Fujimoto o concebeu com uma estrutura de aço inoxidável branca em forma de malha irregular, criando uma sensação de leveza e transparência.
A dupla japonesa SANAA construiu um pequeno terminal na ilha de Naoshima, conhecida por sua impressionante coleção de arte ao ar livre e arquitetura contemporânea de Yayoi Kusama e Tadao Ando, respectivamente.
Ocupando o centro de uma pequena cidade agrícola na Finlândia, a Câmara Municipal de Säynätsalo pode parecer quase monumental demais para o seu contexto. Projetada por Alvar Aalto em 1949, a prefeitura é um estudo em oposição: elementos do classicismo e do monumental misturados com a modernidade e a intimidade para formar um novo ponto central coeso para a comunidade. Estes e outros aspectos do projeto inicialmente se mostraram divisivos, e a Câmara Municipal não esteve fora de controvérsias desde a sua criação.
Alvar Aalto nasceu em Alajärvi, na região central da Finlândia, e cresceu em Jyväskylä. Após a conclusão de seus estudos na Universidade de Tecnologia de Helsinki, fundou seu próprio escritório em Jyväskylä em 1923. Embora muitos de seus primeiros projetos sejam exemplos do "Classicismo Nórdico", após casar-se com a arquiteta Aino Marsio-Aalto, sua obra assume a estética modernista. De edifícios cívicos a casas de cultura, centros universitários, os dez projetos compilados aqui - construídos entre 1935 e 1978 - celebram a abrangência da obra de Aalto.
Há algumas semanas tive a oportunidade de visitar a Finlândia graças ao convite recebido pelo ArchDaily do Museu de Arquitetura Finlandesa para conhecer as novas obras de arquitetura projetadas e construídas nos últimos anos por jovens arquitetos.
Gostaria de compartilhar com nossos leitores e leitoras alguns dos aspectos dessa experiência, lições de arquitetura que podemos aplicar a nosso métier enquanto arquitetos da latino-americanos.