Na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, o Centro Cultural Europeu (ECC) apresentou a sexta edição de sua extensa exposição de arquitetura intitulada Time Space Existence. A edição de 2023 da mostra coletiva chama a atenção para as expressões de sustentabilidade em suas várias formas, abrangendo desde o foco no meio ambiente e paisagem urbana até debates sobre inovação, reuso, comunidade e inclusão. 217 projetos de participantes renomados como Snøhetta ou MADWORKSHOP e profissionais emergentes como Urban Radicals ou ACTA estão atualmente em exibição até 26 de novembro de 2023, nos Palazzos Bembo e Mora, e nos Jardins de Marinaressa em Veneza.
Em resposta às mudanças climáticas, as instalações apresentadas investigam novas tecnologias e métodos de construção que reduzem o consumo de energia por meio de design circular e desenvolvem materiais de construção inovadores, orgânicos e reciclados. Os participantes também abordam a justiça social ao apresentar soluções habitacionais idealizadas para comunidades deslocadas e minorias, enquanto outros examinam as tensões entre o ambiente urbano construído e a natureza que o cerca para identificar oportunidades de coexistência.
O manejo do terreno junto ao mar tornou-se um fenômeno popular no desenvolvimento costeiro. É a solução mais comum para suprir a necessidade de terra em áreas costeiras e foi implementada para vários tipos de uso, incluindo controle de inundação e agricultura. Hoje em dia, tornou-se uma conhecida resposta para o rápido aumento da urbanização costeira, da atividade econômica e para o aumento da população mundial. Países como a China e os Países Baixos lideram a lista em área. No entanto, a maioria dos projetos ocorrem dentro de centros urbanos no sul global. Cidades na África Ocidental, Leste Asiático e Oriente Médio criam essas novas porções de terra para impulsionar a economia industrial ou para gerar espaço para projetos residenciais de luxo.
Mas a relação entre o design do aumento da faixa de terra e a resposta da água em ambientes oceânicos é complexa. Requer uma relação simbiótica com corpos d'água para estabilidade, mas pode provocar forças naturais quando negligenciado no mar. Comportamentos da água do oceano, incluindo acúmulo de maré, aumento do nível do mar, conexão com áreas úmidas e biodiversidade aquática, podem questionar o sucesso ou fracasso dos projetos em diferentes contextos.
Pedrógão Grande, município português localizado a cerca de 55 quilômetros de Coimbra, inaugurou na última semana o Memorial de Homenagem às Vítimas dos Incêndios Florestais de 2017, tragédia que tirou a vida de 66 pessoas e deixou outras 253 feridas. O monumento é de autoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura, vencedor do Prêmio Pritzker de 2011.
A obra custou cerca de 1,8 milhão de Euros e foi iniciada há dois anos pela Infraestruturas de Portugal (IP). O monumento conta com “um lago de enquadramento, com cerca de 2.500 metros quadrados de área, alimentado por uma gárgula com 60 metros de extensão, sendo bordejado por uma faixa de plantas constituída por nenúfares brancos, lírios e ranúnculos”, segundo informa a IP. Além disso, o projeto conta com um muro com a inscrição do nome de cada uma das vítimas.
Foram iniciadas as obras nos últimos terrenos vazios do Jiaozi Park Financial and Business District de Chengdu, onde o MVRDV projetou um complexo composto por três torres corporativas de uso misto e um centro de conferências conectados por um embasamento comum. A forma do edifício e sua estrutura são influenciadas pelo contexto, abrigando um centro comercial que faz referência às estruturas tradicionais que antes ocupavam o local.
O mezcal é uma bebida de origem mexicana que adquiriu grande popularidade na última década. Sua história remonta aos tempos pré-hispânicos, onde as culturas consumiam de diferentes formas bebidas que obtinham do agave. Durante o período pré-colombiano, esta planta era utilizada para fins diversos, desde a alimentação até a elaboração de fibras e remédios. No entanto, dentro de tantos diferentes processos, descobriram que podiam fermentar e destilar o suco do agave para obter uma bebida alcoólica, que chamaram de "pulque".
A natureza e os ecossistemas prestam serviços valiosos às pessoas, da regulação do clima à promoção da saúde e do bem-estar. Reintegrar esses serviços à paisagem urbana é parte da transformação necessária para que cidades enfrentem desafios complexos, como os impactos das chuvas cada vez mais intensas, o calor extremo e a poluição. Ao mesmo tempo, pode ampliar a resiliência e o acesso das populações mais vulneráveis a infraestruturas essenciais, espaços para o lazer e oportunidades econômicas.
https://www.archdaily.com.br/br/1002440/5-mudancas-para-acelerar-a-reintegracao-da-natureza-em-cidades-brasileirasMarco Britto, Magdala Satt Arioli, Laura Azeredo e Lara Caccia