
Os artistas são frequentemente inspirados pela terra — sejam as interpretações de paisagens americanas do pintor Robert S. Duncanson ou as subversões de William Kentridge das pinturas britânicas da era colonial retratando paisagens africanas. No entanto, alguns artistas preferiram trabalhar diretamente com a terra, criando estruturas que se assentam em paisagens ou esculpindo o próprio solo. Esse estilo de arte — formalmente denominado land art — ganhou destaque nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970 com a ascensão do movimento ambientalista em meio aos protestos pelos direitos civis e contra a guerra, quando os artistas buscavam se separar do mercado de arte.
Grandes gestos conceituais foram feitos esculpindo a paisagem de uma forma ou de outra, por artistas como Walter De Maria - cujo Lightning Field de 1977 apresentava 400 postes de aço instalados em uma grade em um deserto do Novo México; ou por Nancy Holt, que posicionou quatro cilindros ocos de concreto para enquadrar o sol em Utah. Essas obras, por mais que sejam explorações artísticas, também podem ser vistas como experimentos arquitetônicos. Com a Land Art, a contestada linha que determina o que é “arte” e o que é “arquitetura” pode ficar confusa.










