
Nesses 113 anos de comemorações da imigração japonesa, discursos sobre a cultura japonesa ganharam uma atenção considerável. Com o Brasil sendo um dos maiores detentores da comunidade japonesa fora do arquipélago, é nítida a proximidade do país com expressões culturais japonesas. Grande parte das cidades colonizadas pelos japoneses preservam até hoje história e cultura nipônicas, com isso, o campo arquitetônico passou a ser consolidado principalmente por meio de construções que representassem os aspectos políticos e sociais da imigração japonesa atrelados a novas tecnologias e formas de construção.
Frabrizio Rosatti atribue a esse intercâmbio de culturas elaborado pelos imigrantes o estilo Wayou Settyu Youshiki (estilo eclético oriental-ocidental), desenvolvido na segunda metade do século XIX, época marcada pela influência social e política da Restauração Meiji. Este termo surge inicialmente através do livro “A filosofia da simbiose”, do arquiteto Kisho Kurokawa, que afirmava que o estilo trazia o dinamismo e a beleza por meio da simbiose, isto é, procurava reconhecer o caráter e cultura um do outro, mas que ainda buscava, por meio da competição, confronto e crítica.






