
Corais são fundamentais à vida marinha. Às vezes chamados de florestas tropicais do mar, formam alguns dos ecossistemas mais diversos da Terra. Eles servem como área de refúgio, reprodução e alimentação de dezenas de espécies no mar, e sua ausência afeta a biodiversidade local. Da mesma forma que a humanidade polui e destrói, também pode remediar e incentivar a criação de mais vida. É por isso que, frequentemente, são noticiados naufrágios de embarcações antigas ou o afundamento de estruturas de concreto para a criação de recifes artificiais. Em Hong Kong, pesquisadores vêm desenvolvendo estruturas impressas em 3D com materiais orgânicos que podem favorecer a criação de novas oportunidades no fundo do mar.
Recifes de coral existem há 485 milhões de anos e ocupam cerca de 284,300 km2, o que equivale a cerca de metade da área da França. Eles fornecem abrigo para pelo menos 25% de todas as espécies marinhas, incluindo peixes, moluscos, vermes, crustáceos, esponjas, entre outros. Geralmente encontrados em águas mais quentes e claras, recifes de corais de todo o mundo são ameaçados pela poluição por esgotos domésticos e vazamento de óleo no mar, a sedimentação e, principalmente, pelo aumento da temperatura dos oceanos. Isso vem preocupando ambientalistas de todo o mundo. Em Hong Kong, por exemplo, o Parque Marinho Hoi Ha Wan é responsável por mais de três quartos das espécies de corais que constroem recifes no país e é o lar de mais de 120 espécies de peixes associadas a recifes. No entanto, a deterioração gradual por bioerosão ao longo dos anos, juntamente com eventos de branqueamento e mortalidade em massa entre os anos de 2015 e 2016 vêm colocando a comunidade local de corais em risco.






















