
Quando a realidade nos exige respostas complexas e inéditas, um dos métodos mais interessantes para buscar respostas é o da biomimética, que consiste em fazer perguntas para a natureza em busca de inspiração. Neste sentido, vale a pena perguntar: como a natureza lida com situações emergenciais, onde o comportamento de um organismo precisa ser modificado rapidamente?
Entendendo aqui a cidade como um organismo e a pandemia como um situação emergencial, podemos fazer paralelos interessantes com a reação do corpo em perigo.
Quando o corpo humano se vê em uma situação de perigo, assume uma série de funções involuntárias com o objetivo de deixá-lo preparado para lidar com a situação emergencial. Ele recebe uma descarga de hormônios que aumentam sua sensibilidade e reflexo. Seus membros inferiores e superiores ficam mais irrigados para ganhar força e agilidade, sua frequência cardíaca aumenta, sua pupila se dilata para ampliar o campo de visão e a respiração fica ofegante, dando-lhe oxigênio extra para lutar ou fugir. Esta preparação também pode provocar muitas reações adversas como palidez e dor no estômago. Isso porque o corpo muda suas prioridades por um determinado instante, desequilibrando nossas funções comuns. A palidez, por exemplo, ocorre porque o corpo prioriza a irrigação dos membros, reduzindo a quantidade de sangue na pele.




