
"Desde muito pequeno eu me lembro da lareira que tínhamos em casa, de como nos reuníamos ao redor dela. O calor do fogo é uma necessidade básica para as pessoas que vivem no extremo sul do Chile. Aqui, na zona tropical, é o frescor da sombra que reune as pessoas, e ao contrário da lareira, ela está por toda parte".
Atualmente na Costa Rica, o arquiteto Bruno Stagno reflete sobre a sua prática profissional e os projetos que tem desenvolvido ao longo dos últimos anos. Ele reflete sobre como o contexto pode servir como principal fonte de inspiração para um projeto de arquitetura, sobre como as condições climáticas podem ajudar a construir a identidade da arquitetura, e mais do que isso, como para cada latitude do planeta há uma solução específica de projeto.
Esta é a principal conclusão do livro de Andrés Mignucci, Bruno Stagno: una arquitectura para el trópico. Em suas reflexões à respeito da arquitetura de Bruno Stagno, Mignucci destaca a expressão da latitude na arquitetura; na reverberação das formas arquitetônicas ao longo do tempo em um lugar específico, que não apenas evidencia a relação responsiva da arquitetura em relação ao lugar, como faz disso, o principal elemento articulador da linguagem arquitetônica de uma determinada posição geográfica.
