O corpo no espaço fílmico: vídeos de arquitetura e a expansão da realidade

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Desde os anos 1970, a arquitetura tem buscado conexões com outros campos da arte, procurando inspiração para romper com os paradigmas da época na escultura e pintura, bem como na música e na literatura. Em escolas e na prática profissional, projetos de arquitetura foram desenvolvidos a partir do estudo de "pinturas de Vermeer, bem como dos cubistas, da música de Bach, bem como de Maredith Monk, de fragmentos literários de Hareclitus, bem como de Moby Dick de Herman Melville e de Finnegan’s Wake de James Joyce.”[1] 

Cada um desses campos apresenta similaridades e sobreposições com a arquitetura, porém, uma linguagem se mostra ainda mais próxima dela: o cinema. A relação entre os filmes e a arquitetura tem sido tema fecundo desde o surgimento da sétima arte; já no primeiro filme produzido – L’arrivée d’un train en gare à La Ciotat, feito pelos irmãos Lumière em 1895 – a arquitetura e a cidade desempenhavam um papel de protagonista: estavam presentes no filme o trem, a estação e a multidão, elementos emblemáticos da modernidade. 

Os filmes vêm sendo estudados, aponta Juhani Pallasmaa, “com o propósito de descobrir uma arquitetura mais sutil e responsiva”[2] e, apesar de historicamente a música ter sido tratada como a arte mais próxima da arquitetura – devido a sua inerente abstração – o cinema está ainda mais próximo dela, não apenas por sua estrutura temporal e espacial, mas porque ambas as formas de arte – cinema e arquitetura – articulam espaços vividos, isto é, ambas podem ser entendidas como artes espaciais que envolvem a atividade humana. 

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Sobre este autor
Cita: Romullo Baratto. "O corpo no espaço fílmico: vídeos de arquitetura e a expansão da realidade" 17 Mar 2019. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/913298/o-corpo-no-espaco-filmico-videos-de-arquitetura-e-a-expansao-da-realidade> ISSN 0719-8906

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