
Definitivamente, as fundações não são os elementos estruturais em que os arquitetos investem mais tempo durante o projeto. Uma vez que geralmente estão abaixo da terra e apresentam somente função técnica, essa é uma decisão geralmente deixada aos engenheiros estruturais. Mas as fundações desempenham um papel importante na obra, já que são os elementos estruturais que transmitem as cargas da edificação para o terreno onde ela está apoiada.
Uma escolha adequada do tipo de fundação no projeto depende de diversos fatores, como as características do solo e os esforços atuantes na edificação e pode influenciar diretamente no projeto arquitetônico. Solos moles exigem fundações profundas, que são bem mais dispendiosas, e o espaçamento entre os pilares deve ser maior para que seja aproveitada a capacidade de carga das estacas. Já os solos resistentes permitem que sejam projetados pilares mais próximos entre si, o que barateia o custo das vigas já que terão de vencer vãos menores. Ainda que as fundações possam abranger até 10% do custo total do edifício, tentar corrigir posteriores problemas pode ser uma enorme dor de cabeça (além de um custo altíssimo).



























