O site de arquitetura mais visitado do mundo
i

Inscreva-se agora e organize a sua biblioteca de projetos e artigos de arquitetura do seu jeito!

Inscreva-se agora para salvar e organizar seus projetos de arquitetura

i

Encontre os melhores produtos para o seu projeto em nosso Catálogo de Produtos

Encontre os produtos mais inspiradores do nosso Catálogo de Produtos

i

Instale o ArchDaily Chrome Extension e inspire-se a cada nova aba que abrir no seu navegador. Instale aqui »

i

En todo el mundo, arquitectos están encontrando maneras geniales para reutilizar edificios antiguos. Haz clic aquí para ver las mejores remodelaciones.

Quer ver os melhores projetos de remodelação? Clique aqui.

i

Mergulhe em edifícios inspiradores com nossa seleção de 360 ​​vídeos. Clique aqui.

Veja nossos vídeos imersivos e inspiradores de 360. Clique aqui.

Tudo
Projetos
Produtos
Eventos
Concursos
Navegue entre os artigos utilizando o teclado
  1. ArchDaily
  2. Notícias
  3. Representatividade importa: conheça 31 arquitetas negras

Representatividade importa: conheça 31 arquitetas negras

Representatividade importa: conheça 31 arquitetas negras

Ao ser ampliado o debate de mulheres negras, percebe-se que encontrá-las nos universos acadêmicos e profissionais ainda é uma situação não amplamente comum, devido a um processo histórico profundamente desigual. No reconhecimento dos espaços conquistados pelas companheiras profissionais, ultrapassar os limites da desigualdade [social, econômica] e da discriminação racial se torna mais um caminho a se trilhar, na tentativa de alcançar, de forma igualitária, os espaços que o feminismo em sua universalidade conseguiu ocupar. As oportunidades que não nos alcançavam gerou uma disparidade na falta de profissionais negras, num curso ainda infelizmente conhecido como elitista e segregador. 

O que pode-se concluir é que tornou-se visivelmente um grande avanço para todas nós conhecer aquelas que estão rumo ao reconhecimento de nossa voz nos espaços, acadêmicos e profissionais [e que tradicionalmente não as contemplavam]. Como uma memória da consciência negra, estão aqui representadas algumas das 31 arquitetas negras que destacamos entre os vários âmbitos na arquitetura e no urbanismo.

PIONEIRAS

© Arquitetas Invisíveis
© Arquitetas Invisíveis

Sharon Egretta Sutton

Atualmente professora de Arquitetura na universidade de Washington (Seattle), Sutton foi a primeira mulher afro-americana a obter a licenciatura de ensino de arquitetura nos Estados Unidos e a segunda mulher afro-americana a ser nomeada como integrante do Instituto Americano de Arquitetos (AIA). Possui cinco diplomas, a arquiteta é formada em música, arquitetura, filosofia e psicologia e leciona desde 1975, passando por locais como Instituto Pratt, Universidade Columbia, Universidade de Cincinnatti e Universidade de Michigan. Recebe até hoje incontáveis prêmios e honras pelo reconhecimento de seu trabalho e de sua carreira para a arquitetura.

Norma Merrick Sklarek

Uma das pioneiras na arquitetura, Sklarek tornou-se a primeira mulher afro-americana a ser licenciada em Nova York e na Califórnia. Foi a primeira mulher a ser eleita como integrante do Instituto Americano de Arquitetos (AIA), sendo também a primeira mulher afro-americana a conquistar tal mérito, já lecionando na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Em 1976 tornou-se a primeira integrante do Instituto Feminino Afro-americano de Arquitetura, entre outros títulos. Entre outros fatos marcantes para a história das mulheres negras na arquitetura, Sklarek foi a primeira a ter sua própria empresa de arquitetura, a Siegel, Sklarek, Diamond, dirigida exclusivamente por mulheres, desde 1985. Entre seus projetos conhecidos estão a Câmara Municipal em San Bernadino, Califórnia, a Embaixada Norte-Americana no Japão (1976).

Amaza Lee Meredith 

Nascida em 1895 na cidade de Lynchburg, Virginia, Amaza Lee Meredith é considerada importante artista e arquiteta negra na história, conseguindo ultrapassar os limites de sua época nas questões de gênero e raça. Completou sua graduação (1930) e mestrado (1934) na Universidade Columbia, formando-se em Belas Artes. Um ano depois fundou o Departamento de Artes de Virginia e assim conseguiu trabalhar em inúmeros trabalhos de arquitetura e interiores, sendo o mais conhecido deles sua residência, a Azurest South, projetada em 1938, pensada como uma residência que partia de princípios do International Style.

Annette Fisher

Foi a primeira mulher negra e ser eleita integrante do Conselho RIBA (Instituto Real Britânico dos Arquitetos), em 1999. Um ano depois tornou-se a Vice-Presidente de comunicações do instituto, até que se tornou Presidente. Formou-se em 1983 pela Universidade de Strathclyde, em Glasgow, Escócia. Sua carreira profissional se estende entre inúmeros escritórios e projetos no Reino Unido,  África e Estados Unidos. Entre várias nomeações, Fisher ganhou em 1997 o NatWest Award para Profissional Africano do Ano e no mesmo ano abriu seu próprio negócio, o Fisher Associates (FA-Global-Now), localizado em Chelsea, onde é desenvolvido projetos de pequena a grande escala.

Beverlee Loraine Greene 

Acreditando ser a primeira arquiteta negra nos Estados Unidos, Beverly Loraine Greene nasceu em Chicago, em 1915. Norte-americana, Greene formou-se na Universidade de Illinois, posteriormente estudando planejamento urbano na Universidade Columbia. Durante a sua carreira, Greene trabalhou com grande nomes renomados de sua época, como Isadore Rosefield, Edward Durell Stone e Marcel Breuer, desenvolvendo edifícios para a Universidade de Nova Iorque e integrando a equipe de execução e projeto de grandes obras, como a sede da UNESCO em Paris, de 1953. A arquiteta faleceu em 1957, tendo um de seus projetos considerado como memorial em sua homenagem, o Unity Funeral Chapel, na Cidade de Nova York.

Allison Williams 

Mestre em Arquitetura em 1976 pela Universidade da Califórnia e bolsista da Escola de Design de Harvard em 1986, Allison Williams desenvolveu trabalhos e montou uma histórica carreira na profissão. Em mais de 35 anos como arquiteta, trabalhou em escritórios como SOM (Skidmore Owings & Merril), chegando a ocupar cargos de alto nível, como Diretora do escritório Perkins+Will, Vice Presidente da empresa de engenharia AECOM, e fundadora de seu próprio escritório, o AGWms_studio. Marcou sua presença no evento de discussão de "Cidades como Centros de Inovação" no Fórum Internacional de Mulheres (Cities as Centers of Innovation at the International Women's Forum, A Nexus of Ideas: The World's Cities held in San Francisco), jurada em 2011 na Premiação Anual do Instituto Americano de Arquitetos (2011 AIA National Design Awards). Seus trabalhos incluem o desenvolvimento de projetos de arquitetura corporativa envolvendo os princípios de sustentabilidade e tecnologia ambiental.  Allison William foi destaque em 2016 na exposição "De A a Zaha: 26 Mulheres que mudaram a Arquitetura", e em 2017 durante a curadoria do "Celebrando Arquitetos Negros", que foi parte do Festival de Arquitetura de Londres. Um dos trabalhos mais conhecidos está o Museu Internacional da Mulher (IMOW - International Museum of Women) e a Universidade Princess Nora Abdulrahman, a maior universidade do mundo projetada para mulheres. 

Georgia Louise Harris

Nascidas em Kansas em 1918, pode ser considerada a segunda mulher afro-americana licenciada como arquiteta nos Estados Unidos (Beverly Loraine Greene foi a primeira, segundo o African-American Architects: Um Dicionário Biográfico de 1865 a 1945). Formada pela Universidade Washburn e mais tarde no Instituto de Tecnologia de Illinois, em Chicago, onde frequentou aulas do arquiteto modernista Mies Van der Rohe. Seu contato com a arquitetura de aço e vidro em Chicago conduziu sua carreira inserida numa geração que reconstruía a cidade e suas edificações. Seu conhecimento em estruturas a levou a trabalhar no escritório Frank J. Kornacker Associates, que mantinham uma proximidade com Mies, projetando arranhas-céus e outros edifícios modernistas. Georgia era a única mulher na equipe de projetistas e calculistas. Divorciando-se em 1952, a arquiteta mudou-se para o Brasil em 1953 e passou a trabalhar na firma Charles Bosworth Ltda, fundou seu próprio escritório em 1954 e segui trabalhando em ambos lugares. Durante sua permanência no Brasil, Georgia realizou projetos conhecidos na cidade de São Paulo, como a renovação do CityBank, a fábrica Ford Motors em Osasco e a sede regional da Pfizer em Guarulhos, além de sua participação no projeto do Parque do Ibirapuera. Aposentada em 1993, Georgia Louise Harris Brown voltou para os Estados Unidos. A arquiteta faleceu em 1999, em Washington, devido ao histórico de doenças que sofreu, como o Alzheimer e após uma cirurgia de câncer. 

Martha Cassell

Nascida em 1925, Martha Cassell atuou ao longo de toda a sua vida profissional em seu país de origem. A arquiteta foi a primeira mulher negra a se formar na Faculdade de Arquitetura da Universidade Cornell. Apesar do preconceito social e racial que permeava a sociedade na época, a arquiteta foi escolhida para trabalhar na grande obra de restauração da Catedral Nacional de Washington. Um dos motivos da contratação foi o vasto conhecimento que ela possuía sobre o estilo arquitetônico gótico, presente na igreja em questão. Martha foi responsável pelos desenhos em perspectiva, representações, figuras escultóricas em argila e detalhes decorativos, tendo trabalhado por quase 10 anos no projeto.

ARQUITETURA

© Arquitetas Invisíveis
© Arquitetas Invisíveis

LeeAnn Shelton

Com uma carreira sólida na arquitetura, Shelton é Diretora Geral de Negócios do Rockwell Group, uma empresa multidisciplinar com escritórios em Nova York, Shanghai e Madri. Entre várias experiências em sua carreira, LeeAnn Shelton trabalhou e trabalha ativamente em várias organizações e projetos governamentais, como o Plano de Desenvolvimento Estratégico do Distrito de Coney Island e o campus da 14th Street do Instituto Pratt. É Presidente da Comissão de Associados das Artes e na prática da profissão foi uma parceira associada ao escritório Perkins Eastman e Davis Brody Bond, além de realizar trabalhos como arquiteta participante da Comissão de Desenho Urbano da cidade de Nova York.

Linda Mvusi

Formada desde 1980 pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Gana, Linda Mvusi tornou-se amplamente conhecida como a primeira mulher sul africana a ser premiada no Festival Cannes de Cinema, pelo filme "A World Apart", em 1988. Um dos mais conhecidos de seus trabalhos está o Museu do Apartheid, em Johannesburgo, no qual trabalhou como coordenadora do projeto, em 2001. O projeto tornou-se premiado por excelência em 2004 pelo Instituto de Arquitetos da África do Sul. Atualmente dirige seu escritório Linda Mvusi Architecture & Design, em Johannesburgo. 

Clarissa R.  Francois 

Formada pelo Instituto Politécnico Renssealaer, em Nova York,Clarissa Francois é norte-americana e carrega em sua experiência uma série de escritórios por onde passou. Vencedora da bolsa para grandes profissionais afro-americanos de arquitetura, o Jumaane Omar Steward Award, a arquiteta possui credenciais LEED AP BD+C (Leadership in Energy and Environmental Design,Accredited Professional in Building Design and Construction), produzindo projetos pensados em sua eficiência energética e/ou sustentabilidade. Atualmente, Francois trabalha como projetista e coordenadora do escritório Jack L. Gordon Arquitetos, desenvolvendo projetos pensados para o desenho urbano e arquitetura comercial em média e grande escala.

Roberta Washington

Integrante do AIA e FAIA ((Instituto Americano de Arquitetos Afro-americanos), Roberta foi uma dos primeiros profissionais afro-americanos de arquitetura que se estabeleceram em Nova York, coordenando desde 1983 seu escritório, o Roberta Washington Architects, atuando principalmente com projetos institucionais, culturais e residenciais na região Metropolitana de Nova York. A arquiteta possui bacharelado pela Universidade Howard, mestrado pela Universidade Columbia e uma série de experiências dentro do ramo, como desenvolvendo centros de tratamento, projetos culturais e educacionais. Além do trabalho desenvolvido em Nova York,  Washington, também atua em um Estúdio de Arquitetura em Maputo, Moçambique. Roberta Washington foi integrante da Comissão de Regularização Fundiária da Cidade de Nova York (NYC Landmarks Preservation Comission). Arquiteta com certificação LEED-AP desde 2003, foi presidente do NOMA (Organização Nacional dos Arquitetos Minoritários), entre outros cargos de organização de grande prestígio na arquitetura. Entre os projetos de sua autoria, estão a reforma de edifício abandonados no Harlem, o Centro de Visita ao Monumento Nacional do Cemitério Africano, em Manhattan, e a primeira escola da cidade de New Haven com certificação LEED. 

Yolande Daniels

Formada pela City College e Columbia University a arquiteta e urbanista iniciou sua carreira de vitórias ganhando o financiamento do American Institute of Architects- Nova York que a permitiu viajar para o Brasil para documentar os espaços de escravidão, em 1996. É co-fundadora do Studio SUMO, escritório fundado em parceria com o também arquiteto Sunil Bald, que possui como premissa a inclusão dos contextos físicos, culturais e sociais no desenvolvimento de seus projetos institucionais, residenciais e instalações artísticas. Seu trabalho no SUMO foi amplamente reconhecido com premiações e honrarias, dentre elas o Young Architects Award, concedido pela Architectural League of New York. Lecionou no MIT, Columbia University, City College, University of Michigan e foi titular da Silcott Chair na Howard University, cadeira que promove pesquisa e publicações sobre questões relacionadas à arquitetura e ao design. O foco de pesquisa de Yolande inclui raça, gênero, arquitetura e política do espaço.

ARQUITETURA E REPRESENTATIVIDADE

© Arquitetas Invisíveis
© Arquitetas Invisíveis

Mabel O. Wilson

Formada pela Universidade da Virgínia (USA), suas contribuições estão nas áreas da arquitetura moderna, design e artes visuais. É bem conhecida como finalista dos concursos para o Museu Nacional da História e Cultura Afroamericana (junto a Diller Scofidio + Renfro - NMAAHC) e para o Monumento Nacional do Cemitério Africano (African Burial Ground National Monument). Trabalha atualmente em seu escritório, o Studio &, ocupa o posto de co-diretora do Laboratório Global da África e desde 2007 leciona na Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação, na Universidade Columbia (GSAPP, Columbia University), onde ensina arquitetura, teoria e história. Pesquisadora no Instituto de Pesquisa em Estudos Afroamericanos (Institution for Research in African American Studies) e fundadora do projeto Who Builds Yours Architecture? (WBYA). Em 2011 tornou-se integrante da Associação dos Artistas do Estados Unidos em Arquitetura e Design, e possui livros publicados como Begin With the Past: Building the National Museum of African American History and Culture e Negro Building: Black Americans in the World of Fairs and Museums, ambos ainda não disponíveis em português.

Patty Anahory

Patricia Anahory, como também é conhecida, possui nacionalidade proveniente de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe. A arquiteta estudou nos Estados Unidos, concluindo seu mestrado pela Universidade de Princeton e graduada pelo Boston Architectural College. Arquiteta e ativista, de 2009 a 2012 foi diretora fundadora do Centro de Investigação em Desenvolvimento Local e Ordenamento de Território na Universidade de Cabo Verde. Possui obras relevantes, como sua tese de licenciamento "Reframing the Body: a Women's Prison",  discutindo e expondo questões de gênero, e sua tese de mestrado "Homing Landscapes: Mapping Memory[al]" onde trata as questões da memória escravista sobre a visão de uma arquiteta que remodulou conceitos de identidade cultural no espaço construído e vivido. Dentre projetos temos o Memorial da Escravatura em Dakar, Senegal (não construído e fazendo parte de sua tese). Hoje, dirige o laboratório XU:collective, junto da arquiteta e urbanista Andrea Moassab e do designer Salif Diallo, desenvolvendo projetos como o espaço [parenthesis] e a plataforma online Storia na Lugar, com o artista visual César Schofield Cardoso, sendo um espaço colaborativo para arquitetos, artistas e ativistas contribuem criando webdocumentários sobre as comunidades africanas periféricas e marginalizadas dentro da cidade .

Lesley Lokko 

É arquiteta, acadêmica e escritora. A arquiteta, filha de um pai ganense e mãe escocesa, estudou no Instituto Bartlett de Arquitetura e possui PhD pela Universidade de Londres. Atualmente é professora adjunta e chefe do Instituto de Pós-Graduação de Arquitetura na Universidade de Johannesburgo. Sete anos após se formar, Lokko lançou mão de somente exercer arquitetura e se tornou escritora. Autora de nove livros, entre eles Bitter ChocolateSundowners e One Secret SummerLokko também é escritora periódica no site Architectural Review e contribui com palestras sobre identidade, a natureza especulativa do espaço e o urbanismo africanos. Projetos como a Lokko House estão entre suas obras.

Yewande Omotoso

Nascida em Barbados e criada na Nigéria, Yewande Omotoso é arquiteta e escritora. Formada em arquitetura pela Universidade da Cidade do Cabo,  cursou anos depois um mestrado em Escrita Criativa, tornando-se autora de livros ficcionais, sendo Bom Boy um dos mais conhecido entre eles, que se passa em território sul-africano pós-apartheid. O livro recebeu premiações como o Sul Africano Sunday Times Fiction Prize e o Prêmio Literário Sul Africano para Obra de Estreia, entre outros. O reconhecimento de Omotoso como autora se eleva nas discussões que ela faz, tanto em suas entrevistas como em seus livros, sobre o Pan Africanismo e dos estereótipos sobre a África, além de debater, através de suas publicações, questões sobre identidade, cultura e feminismo na África, um debate a ser relembrado constantemente diante de culturas tradicionalmente patriarcais e misóginas advindas no continente africano. Ela vive atualmente em Johannesburgo, onde pratica ambas as profissões como arquiteta e escritora.

ARQUITETURA SOCIAL

© Arquitetas Invisíveis
© Arquitetas Invisíveis

Doreen Adengo

Licenciada desde 2009 pelo Instituto Americano dos Arquitetos, Doreen Adengo pode ter sido a primeira Ugandiana a obter o título de Mestre em Arquitetura (segundo o New Vision), em 2005 pela Universidade de Yale. Em sua carreira, participou de escritórios como Adjaye Associates, Robert A. M. Stern Architects, Ellerbe Becket e Gruzen Samton Architects. Atualmente leciona no Instituto Pratt, no Brooklyn (Nova York), além de dirigir seu próprio escritório, o Adengo Architects. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o Planejamento Urbano e desenvolvimento de habitações econômicas para a cidade de Kampala, na Uganda.

Liz Ogbu 

Formou-se em 1998 na Escola Wesllesley, em Massachusetts, passando posteriormente por Harvard e Stanford. Liz trabalha com projetos que tenham um impacto social como referências para a sociedade. Fundadora e líder do Studio O., Liz Ogbu tem seu próprio escritório desde 2012 e participa de um projeto para elaboração e desenvolvimento de inovações residencias, o IDEO. Liz Ogbu é forte nome com seu foco de pesquisa e de se projetar um design sustentável com inovações espaciais, fortalecendo comunidades e influenciando empresas como a Fundação Nike e PG&E. Como referência pode-se assistir sua palestra no TED: "Why I'm an architect that designs for social impact, not buildings".

Heather P. O'Neal

Integrante do (Instituto Americano de Arquitetos (AIA)  e formada pelo Instituto Pratt, em Nova York, Heather P. O'Neal foi reconhecida em 2005 como uma dos grandes membros Highlights do NYCOBA|NOMA, uma organização que promove e conecta profissionais de arquitetura e do design afro-americanos, tendo O'Neal ocupado uma vez o cargo de presidente da associação. Heather P. O'Neal possui mestrado pela Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação, na Universidade Columbia (GSAPP, Columbia University), e desenvolve projetos como escolas públicas, habitações multifamiliares, e interiores de edifícios corporativos. Atualmente, a arquiteta coordena seu escritório, o Terrence O'Neal Architect, fundado em 2006 junto de seu marido, e leciona como professora adjunta no Instituto de Tecnologia de Nova York. Entre os projetos desenvolvidos pela arquiteta, estão a residência Lorraine Montenegro para crianças e mulheres no Bronx e a biblioteca da escola pública Old Boys High School.

Nicolle Hollant-Denis

Norte-americana descendente de haitianos, Hollant-Denis é integrante do AIA e NOMA (Organização Nacional dos Arquitetos Minoritários). Formou-se em 1988 na Universidade Cornell, concluindo seu mestrado na Universidade de Harvard em 2000. Em grande parte de sua carreira, a  arquiteta regeu o escritório Aarris Achitects, desenvolvendo projetos de média e grande escala por mais de 20 anos. Entre seus projetos marcantes, Nicole Hollant-Dennis foi ganhadora da competição de projetos para o Monumento Nacional do Cemitério Africano, em Manhattan, e contribui a arquitetura social desenvolvendo projetos habitacionais através do Haiti: House for Life, uma organização sem fins lucrativos localizada em Zorange, Haiti. Entre outros projetos na qual participou estão uma das conexões do terminal do Aeroporto Internacional JFK e escritórios comerciais na cidade de Nova York (Met Life Offices em Bay Ridge, Brooklyn). 

Anna Abengowe

Criada na Nigéria, Anna Abengowe trilhou seus caminhos na arquitetura na América da Norte. Possui mestrado pela Universidade Princeton (1997) e é fundadora da empresa de arquitetura e design Worldwilde Architecture, com gerenciando projetos em Marrocos, Nigéria e Nova York, onde localiza-se a sede da empresa e onde a arquiteta reside. Seu nome é amplamente conhecido por ter sido parte do jurí de uma das grandes premiações de arquitetura no continente africano ano passado: o AAA (African Architecture Awards 2017), onde foram premiado projetos e profissionais dentro do campo da arquitetura que tivessem a importância e mérito como representantes continentais para a arquitetura mundial. Também fundadora da Black Collar Productions e consultora no "Build it Back Hurricane Sandy", projeto de restauração de casas nas cidades atingidas pelo furacão Sandy, Anna Abengowe discute constantemente sobre a necessidade de se desmitificar a visão de África que foi construída e de se trazer a visão da arquitetura pan-africana mais próximas das discussões da arquitetura mundial atualmente.

URBANISMO E PAISAGEM

© Arquitetas Invisíveis
© Arquitetas Invisíveis

Elsie Owusu

Nascida em Gana, Elsie Owusu vive em Londres, onde leciona na Escola de Arquitetura de Londres. Presidente de sua própria empresa "Elsie Owusu Arquitetos" a arquiteta possui especialização em Preservação Arquitetônica e Infraestrutura na Mobilidade Urbana. Owusu é uma dos integrantes do RIBA, Instituto Real Britânico dos Arquitetos, sendo premiada como a Mulher do Ano em Negócios Africanos de 2014, entre outras colocações. Entre vários de seus projetos, Elsie foi responsável pelo plano diretor da Estação Green Park, em Londres, e dos sistemas de transportes públicos na cidade de Lagos (Nigéria) e Accra (Ghana). Fundadora e primeira cadeira da Sociedade dos Arquitetos Negros, a arquiteta denunciou um dos membros do RIBA por racismo institucional e sexismo, em 2015, por discursos pejorativos e sexistas, além de serem negadas sua capacidade como mulher negra diante do cargo da vice presidência.

Angela Mingas

Conhecida como Secretária de Estado e do Ordenamento Territorial de Angola desde 2017, Angela Mingas é especialista em Patrimônio Arquitetônico e Semiótica Urbana. Estudou em instituições como a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e Academia Real de Londres, possuindo formação em Pedagogia, Arquitetura e Antropologia. Em sua carreira acadêmica, Angela Mingas foi fundadora e coordenadora do Centro de Estudos e Investigação Científica de Artes, Arquitetura, Urbanismo e Design na Universidade Lusíada de Angola (CEIC-AAUD) desde 2003. Em 2006, tornou-se curadora do Fórum de Arquitetura da Angola. Participou de projetos como a Universidade Lusíada de Angola, onde leciona, e o Pavilhão da Angola na Expo 2008 em Zaragoza, na Espanha.

Tonja Adair 

Nome conhecido dentro do ramo da arquitetura e do design, Tonja Adair é associada do NYCOBA|NOMA (uma organização que promove e associa profissionais da arquitetura e do design afro-americanos) e do AIA (Instituto Americano de Arquitetos). A arquiteta possui um renomado escritório de design, arquitetura e desenho urbano, o Splice Design, em Nova York. Formada desde 1992 pela Wesllesley College, Adair contribui até hoje com projetos e empreendimentos em Dubai, Santiago, New Orleans, Florida, entre outros. 

Camile Mitchell 

Graduada e pós-graduada na Universidade de Waterloo, Canadá (2006 e 2009, respectivamente), Camile Mitchell é arquiteta na KPMB, importante escritório localizado em Toronto. Através da organização BEAT (Building Equality in Architecture, Toronto), ela luta pela equidade das mulheres na arquitetura como mentora e estabelecendo contatos com mulheres arquitetas. A arquiteta também é voluntária educacional, ensinando arquitetura para jovens e crianças. Camile Mitchell é uma dos vários arquitetos que contribuem para com o ensino na Kellogg School of Management University, em Chicago.

Mpho Matsipa

PhD em Urbanismo Africano pela Universidade de Califórnia, em Berkeley, Mpho Matsipa possui conhecimentos sobre os temas de espacialidade e território urbano conhecendo elementos de cultura, raça e representação nas cidades sul-africanas, como foi o seu objeto de estudo em a Ordem das Aparências (The Order of Appearances).  A arquiteta ganhou em sua vida acadêmica bolsas de grande prestígio, como a Fullbright Program e o Carnegie Grant, além de já ter lecionado em instituições como a Universidade de Witswatersrand, em Johannesburgo. Atualmente é professora adjunta na na Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação, localizada na Universidade da Columbia (GSAPP, Columbia University) e trabalha como curadora no laboratório Studio X Johannesburgo. Seu trabalho também pode ser reconhecido pelo pavilhão sul-africano na 11ª Exibição de Arquitetura Internacional, a Bienal de Veneza, em 2008.

Mariam Issoufou Kamara 

Nascida em Niamey, Níger, a arquiteta possui mestrado em Ciências da Computação (Universidade Purdue, Indiana) e Arquitetura (Universidade de Washington), com sua tese Mobile Loitering (2013), onde discute sobre as questões de gênero no espaço público em Níger, na África. Atualmente, Kamara é professora adjunta de Estudos Urbanos na Universidade Brown, nos Estados Unidos, mantendo também seus trabalhos como fundadora do coletivo united4design e de seu próprio escritório, o Atelier Mosomi, localizada em Niamey, a cidade onde nasceu. Recentemente, a arquiteta teve grande prestígio ao ser chamada para participar do Biênio Rolex Arts Initiative 2018-2019, um programa que seleciona grandes artistas de diferentes lugares e gerações para troca de experiências e conhecimentos na área com grande nomes da arquitetura mundial. Como projetos conhecidos estão The Kollo Elementary School (2017) e The Dandaji Library.

Emma Miloyo 

Presidente da Associação de Arquitetura do Quênia, Emma Miloyo é a primeira mulher a ocupar o cargo. Criadora do escritório Design Source (desde 2007), o espaço procura contribuir com projetos para a construção e sustentabilidade necessárias para o desenho urbano, como smart cities e o desenvolvimento de projetos de baixo custo, estabelecendo projetos na África do Sul, Quênia, Nigéria e Tanzânia. Nascida em Nairobi, Miloyo é graduada na Universidade de Agricultura e Tecnologia Jomo Kenyatta em 2006, e em 2015 ganhou a bolsa de estudos Eisenhower Fellowship para prosseguir com os seus estudos e práticas na sustentabilidade de áreas urbanas e smart cities. Uma de suas participações está em Konza, a cidade techno (Konza Techonology City). Emma Miloyo também soma no empoderamento feminino dentro do mercado de trabalho, colaborando com vários coletivos, como  WIRE (Women in Real Estate) e a Fundação Exbomarian Education Trust Fund.

ARQUITETURA E DESIGN

© Arquitetas Invisíveis
© Arquitetas Invisíveis

Sheresse Trumpet

Originária da ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe, Sheresse teve sua formação escolar nos Estados Unidos e é hoje é uma jovem arquiteta graduada em Arquitetura pela The City College of New York. Durante sua formação trabalhou como voluntária em agências de suporte à crianças e adolescente como a Global Kids; e também em escritórios de arquitetura e design de jóias. Presidiu o Instituto Americano de Estudantes de Arquitetura durante um ano. Premiada com o Megan Lawrence Memorial Award, pela Liberal Arts Honors Scholar e pela NYCOBA como representante da diversidade na escola de arquitetura; contemplada com a bolsa do Center For Architecture Heritage Ball em 2014. Em março de 2017, foi eleita uma dos 20 arquitetos e designers distinguidos destaque na exposição "Say It Loud", que celebra e destaca o trabalho distinto de profissionais negros, hispânicos e asiáticos em todo os Estados Unidos.

Jennifer N. Carruthers

Norte-americana, Jennifer N. Carruthers é designer e arquiteta. Possui graduação e mestrado pela Universidade Yale, é um currículo que abrange desde projetos arquitetônicos a produções que abrangem o conceito de instalações e intervenções artísticas. Carruthers já passou por escritórios como Robert A. M. Sterns Architects (Nova York), Adjaye/Associates (Londres), Deborah Berke e atualmente trabalha em seu estúdio, localizado em em Minneapolis, chamado Dream The Combine. Direcionado por ela e por seu parceiro, Tom Carruthers, o estúdio procura trabalhar projetos com sobreposições conceituais na arte, arquitetura e teoria cultural, com instalações específicas nos Estados Unidos e no Canadá. A arquiteta também possui colocações acadêmicas, sendo professora na Juxtaposition Arts, na Universidade de Minnesota e a publicação de textos como  “Does Black Architecture Exist?” (Existe uma Arquitetura Negra?). Ela e seu parceiro foram uns dos poucos finalistas do Programa para Jovens Arquitetos do MoMA,  o 2018 MoMA PS1 Young Architects Program (Museu da Arte Moderna), no qual terão o desafio de projetar uma instalação externa no pátio do MoMA. Um de seus trabalhos mais conhecidos é a instalação Longing.

________________
SOBRE A AUTORA

Raquel Freire, 22 anos.
Graduanda na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Brasília e integrante do coletivo Arquitetas  Invisíveis.

"A falta de visibilidade das mulheres negras na profissão da arquitetura era uma grande incógnita pra mim, como estudante negra. E o fato de não vê-las nas referências acadêmicas nem nas plataformas de pesquisa comumente usadas não era uma barreira pra que uma procura imediata fosse iniciada. Procurei currículos, perfis, fatos e histórias sobre elas. Era um desejo de reconhecimento e de empoderamento, para as mulheres negras, fossem  estudantes ou profissionais, de se manter nesse universo da arquitetura e do urbanismo, mesmo diante das dificuldades econômicas, sociais e raciais que passamos e que compartilhamos em nossas histórias de vida. Foi uma forma não somente de saber que podemos ser encontradas, mas de saber que essas mulheres estão mudando esses  estereótipos que nos foram transmitidos no decorrer da história".

Sobre este autor
Raquel Freire
Autor
Cita: Raquel Freire. "Representatividade importa: conheça 31 arquitetas negras" 11 Abr 2018. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/891887/representatividade-importa-conheca-31-arquitetas-negras> ISSN 0719-8906
Ler comentários