Cinema e Arquitetura: "Equals", a arquitetura da impessoalidade

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Equals (2015) é um filme futurista que mostra a realidade utópica de uma sociedade bem organizada, produtiva, livre de sentimentos,regida pela coletividade e impessoalidade. A população vive e trabalha em edifícios monumentais, usa trajes monocromáticos unissex e é cercada por tecnologia e paisagens etéreas. Tudo funciona perfeitamente até o surgimento de um vírus que faz despertar sentimentos nas pessoas infectadas, abalando a estabilidade do sistema organizacional da comunidade.

A arquitetura tem um papel fundamental para a ambientação desta sociedade e demonstração do modo de vida dos personagens; ao contrário da maioria das ficções, que fazem uso de efeitos especiais para criar cenários distópicos, o diretor Drake Doremus buscou locações que transmitissem essa ideia de futuro. Grande parte dos espaços apresentados no filme são reais e se localizam no sudeste asiático, em  Singapura e no Japão, apesar de parecerem vislumbres de uma realidade distante, as edificações que dão o tom futurista do enredo já fazem parte de nosso presente.

Um dos locais escolhidos para as filmagens foi o Centro de Conferências de Awaji Yumebutai no Japão, projetado por Tadao Ando. A aparência minimalista, a escala monumental, o uso do concreto aparente e os espelhos d’água colaboram para reforçar a serenidade característica de uma sociedade sem emoções, ao passo que os espaços comuns de circulação e o grande auditório elevam a noção de coletividade.

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Sobre este autor
Cita: Mariana Muraoka. "Cinema e Arquitetura: "Equals", a arquitetura da impessoalidade" 18 Fev 2018. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/889083/cinema-e-arquitetura-equals-a-arquitetura-da-impessoalidade> ISSN 0719-8906

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