O site de arquitetura mais visitado do mundo
i

Inscreva-se agora e organize a sua biblioteca de projetos e artigos de arquitetura do seu jeito!

Inscreva-se agora para salvar e organizar seus projetos de arquitetura

i

Encontre os melhores produtos para o seu projeto em nosso Catálogo de Produtos

Encontre os produtos mais inspiradores do nosso Catálogo de Produtos

i

Instale o ArchDaily Chrome Extension e inspire-se a cada nova aba que abrir no seu navegador. Instale aqui »

i

En todo el mundo, arquitectos están encontrando maneras geniales para reutilizar edificios antiguos. Haz clic aquí para ver las mejores remodelaciones.

Quer ver os melhores projetos de remodelação? Clique aqui.

i

Mergulhe em edifícios inspiradores com nossa seleção de 360 ​​vídeos. Clique aqui.

Veja nossos vídeos imersivos e inspiradores de 360. Clique aqui.

Tudo
Projetos
Produtos
Eventos
Concursos
Navegue entre os artigos utilizando o teclado
  1. ArchDaily
  2. Projetos
  3. 3º lugar no concurso para o Museu Paulista, por Vigliecca & Associados

3º lugar no concurso para o Museu Paulista, por Vigliecca & Associados

3º lugar no concurso para o Museu Paulista, por Vigliecca & Associados
3º lugar no concurso para o Museu Paulista, por Vigliecca & Associados, Cortesia de Vigliecca & Associados
Cortesia de Vigliecca & Associados

Publicamos, recentemente, o resultado para o Restauro, Modernização e Ampliação do Museu Paulista, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O concurso propunha a ampliação do edifício com novas áreas de acolhimento, exposição, auditório, loja, café etc.Também era necessário adequar o edifício para seu pleno funcionamento: restauro, instalações, acessibilidade universal, etc. Para atender ao proposto foi montada equipe multidisciplinar que atendia tecnicamente às necessidades do projeto. Conheça, abaixo, o projeto completo da equipe que recebeu o terceiro lugar, do escritório Vigliecca & Associados.

Continuum Aeternum – Uma adequação em continuidade com o passado

Não se trata de uma alteração de uso tampouco de um projeto apenas de restauro, mas sim de uma precisa reabilitação, necessária à dinâmica de novos tempos. Tempos que devem ser lidos como sequenciais de uma história contada em continuidade. Somos herdeiros de um mundo que deve manter vivo o esforço de quem o construiu.

As consequências de um momento histórico permanecem reverberando e influenciando o desenvolvimento da sociedade e assim se manterão, permitindo que a história prossiga sua evolução. Agregar o progresso resultante da vivência da sociedade é primordial para demonstrar a evolução obtida através dos tempos, fomentando a imponência do Monumento. O patrimônio é uma ferramenta material para lembrarmos das mutações históricas que nos tem feito o que somos.

Propomos uma arquitetura de continuidade, que nada tem a ver com simples conservadorismo, buscando garantir que a vida do edifício e sua história sigam sem sobressaltos.

Materialidade e atmosfera. Átrio de Luz e um novo percurso

Esquema Átrios
Esquema Átrios

A essência da modernização do Museu Paulista se apresenta como um diálogo entre materialidade e atmosfera. As atmosferas são de fato entidades que ultrapassam os limites do visual para afetar todos os sentidos. Seu poder está na capacidade de dar uma dimensão visual ao que não tem forma.

A proposta não busca uma forma para representar os novos usos, mas sim a construção de uma atmosfera que complementa e reafirma a posição simbólica do Edifício-Monumento como marco referencial espaço-tempo na paisagem da cidade.

O acesso principal se inicia com um “novo percurso”, no qual o visitante é guiado até a entrada principal, à frente e no eixo da fachada histórica do Edifício-Monumento. Uma cobertura de vidro de suave curvatura – cuja geometria se prolonga pelo piso da esplanada como um manto – se abre frente ao símbolo histórico, acolhendo o público e, num ato de reverência, o conduz ao piso inferior da Esplanada, numa atmosfera de interioridade e solenidade: o Átrio de Luz. 

O Átrio de Luz é o âmbito de preparação ao interior do Edifício-Monumento. As coberturas de vidro que se abrem para a Esplanada são como recortes de interfaces entre tempos e ambiências. Essa complementaridade entre materialidade e atmosfera estabelecem o caráter do novo Museu Paulista. 

Esquema Novo Acesso
Esquema Novo Acesso

A geometria do novo acesso

A estrutura metálica recoberta de vidro com uma suave curvatura se prolonga pelo piso da esplanada como um “manto” de luz e se abre frente ao símbolo histórico acolhendo o público à uma atmosfera de interioridade e solenidade.

Esquema Átrio
Esquema Átrio

O Saguão principal cumpre o papel de distribuir as funções de recepção, informação e organização dos visitantes ou grupos às áreas expositivas, educativas e demais instalações numa atmosfera de sobriedade preparando o visitante à entrada ao Edifício-Monumento, reforçando ainda mais - através do contraste - a sua riqueza de detalhes e cores.

Cortesia de Vigliecca & Associados
Cortesia de Vigliecca & Associados

Estrutura de circulação vertical integradora

“Ciência e tecnologia revolucionaram nossas vidas, mas a memória, a tradição e o mito moldam nossas respostas.” (Arthur Schlesinger – Historiador).

Esquema Circulação
Esquema Circulação

Uma nova estrutura de circulações verticais e horizontais, legíveis, porém diáfanas partem do subsolo e se “infiltram” no Edifício-Monumento, alimentando-o com uma maior funcionalidade e conforto aos usuários. A proposta adiciona ao projeto original tecnologias construtivas contemporâneas – núcleos de vidro estrutural – estabelecendo uma percepção espacial inédita da estrutura interna do Edifício-Monumento em continuidade e, num fluir de legibilidade intuitiva, que percorre todos os níveis, sem pontos cegos e com diversas opções de percurso.

A estratégia para inserção dessa nova estrutura vertical busca evidenciar e valorizar as características do Edifício-Monumento. Optamos pela escolha de ambientes que pudessem receber esse novo uso através de justificativas históricas (“salas de guardar” como eram denominadas, desprovidas de riquezas arquitetônicas) e por estarem perfeitamente alinhadas verticalmente e em uma posição na qual a nova estrutura vertical é lida em continuidade ao sistema de circulação do edifício e em complementaridade.

Esquema Nova Circulação Integradora
Esquema Nova Circulação Integradora
Esquema Núcleos de Circulação
Esquema Núcleos de Circulação

A nova estrutura de circulação vertical para o atendimento aos usuários do Edifício-Monumento estão separadas em dois núcleos: Ala oeste com escada e elevador e Ala Leste com sanitários e elevador.

Ambos estão localizados estrategicamente junto ao eixo de circulação principal do edifício existente e possui área para espera dos elevadores e mobiliário para descanso.

Para a identificação da prumada de ambientes a receber os novos núcleos de circulação vertical, foi levado em consideração não só a localização estratégica em relação ao existente e as novas instalações, como também, diretrizes históricas que atestam o pouco significado enquanto uso e monumentalidade. Apesar dessas considerações, as inserções serão feitas de forma independente do ambiente, a fim de preservar sua integridade e estrutura histórica de conjunto.

Cortesia de Vigliecca & Associados
Cortesia de Vigliecca & Associados

As novas prumadas de circulação e infraestrutura sanitária foram concebidos como elementos extremadamente leves e transparentes. Este partido visa demonstrar com clareza que se tratam de estruturas novas, porém, quase como elementos invisíveis, transparecendo sempre os elementos originais do edifício.

Os elevadores foram dimensionados como um sistema de dupla função e, portanto, tem uma escala generosa. Sua grande dimensão permite transportar tanto as obras do acervo do museu com uma função de monta-carga, quanto transportar confortavelmente até 22 visitantes.    

Cortesia de Vigliecca & Associados
Cortesia de Vigliecca & Associados

A ampliação dos espaços expositivos. Construir sobre o construído

Esquema Exposição
Esquema Exposição

Em uma reabilitação desta ordem, na qual a multiplicação dos espaços expositivos e a flexibilidade dos mesmos é um imperativo, reside a responsabilidade de “construir sobre o construído”, ou seja, uma estratégia de identificação precisa das espacialidades e usos que possam se adequar à arquitetura original sem distorcê-la ou violentá-la. Ler e respeitar as características gerais da obra original, abrindo potencialidades de transformações ou novas inserções, são a chave para um conjunto final em que os tempos se leem num processo de evolução e enriquecimento.

São três princípios básicos na caracterização da ampliações e definição de novos espaços expositivos: aproveitamento e flexibilidade máximos nas novas salas expositivas e auditório, continuidade às salas expositivas existentes para promover fluidez e alternativas de montagem de exposições e conexão entre as torres no segundo pavimento explorando ao máximo sua ocupação com novos usos compatíveis.

Os ambientes internos foram estudados para atender plenamente as necessidades do uso museológico para exposições de média e longa duração; a proposta busca contribuir para a ampliação dos espaços expositivos do Museu estabelecendo a ligação entre as salas expositivas existentes, marcados por pórticos em vidro opaco legivelmente atuais,  compostos inclusive por folhas articuladas possibilitando fechamento e oferecendo flexibilidade ao plano museológico, cujo acervo se encontra organizado em três linhas de pesquisa: Cotidiano e Sociedade, História do Imaginário e Universo do Trabalho, de acordo com o plano diretor da instituição.

Esquema Salas Expositivas Existentes
Esquema Salas Expositivas Existentes

As áreas de exposições projetadas para as novas áreas sob a Esplanada, cuja premissa são exposições de média e curta duração, estão pensadas como espaços neutros atendendo a maior flexibilidade possível com subdivisões dos espaços para abrigar mostras de diferentes tamanhos e tipologias. A proposta de piso variável para transformação do espaço em auditório permite que as soluções expográficas sejam flexíveis também em relação as alturas internas de pé-direito, variando entre 4.50 a 6.00 metros. As alas leste e oeste terão duas salas de 500m² com painéis para subdivisão em quatro salas de 250m² e possibilidade de transformação em auditório para uma capacidade de 200 pessoas, cada sala.

Esquema Salas Expositivas Propostas
Esquema Salas Expositivas Propostas

Na busca de potencialidades para ampliação dos espaços expositivos do Edifício-Monumento, a transformação do segundo pavimento replica a continuidade da circulação horizontal dos outros pavimentos e estabelece a conexão entre as duas torres. Essa nova condição se soma a reconfiguração das salas das torres numa nova espacialidade com uma redistribuição das salas em duas versões expositivas: com painéis verticais à frente das janelas em salas continuas que possibilitam exposições cujo acervo necessite de elementos verticais; e para uso das salas com mostradores ou mesas distribuídas pela sala. 

Esquema Reconversão Torres
Esquema Reconversão Torres

O monumento na evolução da cidade, a inspiração imperial! A integração do museu com o parque e a cidade

Esquema Integração
Esquema Integração

Resgate da memória de uma inspiração imperial. A partir do topo se avistava o vilarejo de São Paulo e a Serra da Cantareira, portanto ficou claro à D. Pedro II a importância de criar um eixo de ligação entre o vilarejo e o monumento. Surgiu assim a Avenida D. Pedro I: “(...) O panorama que de lá se vê, desdobrando-se por todos os lados, é enorme, e nelle sucedem-se as várias belezas do nosso clima, desde o humilde canto da relva que verdeja pelo valle do Tamnduatehy, ilhada de pequenos bosques, até a ondulação preguiçosa dos terrenos que vão subindo, subindo até os topes longínquos da Cantareira. (...)” (Diário popular-1889)

A essência é propor que esse momento histórico se faça presente pela consolidação de espaços definidos e apropriados para conferir ao coroamento do Edifício-Monumento uma atmosfera de memória, contemplação e um convite à reflexão.

A transformação do segundo pavimento replica a continuidade da circulação horizontal dos outros pavimentos e estabelece a conexão entre as duas torres, além de criar novas áreas de estar e contemplação (passarela em vidro e pátio aberto), proporcionando ao público diversas formas de percepção desta porção única do território da cidade como local em que o cidadão tem oportunidade de contemplar sua cidade a partir da história.

A ideia é atar as duas pontas da história, passado/presente e memória/cidade, e transformá-las em presente/futuro, tal como D.Pedro II o fez ao projetar o futuro eixo. Conceder amplitude às ideias e deixá-las que se expandam em meio a uma atmosfera histórica de diversos formatos de patrimônio imaterial, num “grid” de cotas de percepção da paisagem traduzido como uma “topografia” dos visuais da cidade a partir do monumento. Uma ascensão que culmina na cota 791, a mesma em que em 1889 se avistava o vilarejo de São Paulo, cota 749 (Pátio do Colégio) e ao fundo, cota 980 (pontos mais elevados), topos de colinas da Serra da Cantareira.

A proposta de iluminação cênica do parque – os espelhos d’água e a luz rasante do piso do eixo monumental até o marco da Independência – agrega uma nova forma de apreciar o conjunto à noite, tendo como o topo do Edifício-Monumento um novo ponto de visitação da cidade. A luz azul, vertical, junto ao monumento da Independência, assim como a pira com o fogo aceso em permanente presença, nos faz lembrar que a horizontalidade é um meio, mas a verticalidade é sempre um fim, nossa responsabilidade maior a ser alcançada a fim de nos encaminhar para as realizações que a nós estão reservadas como cidadãos.

Cortesia de Vigliecca & Associados
Cortesia de Vigliecca & Associados
Cortesia de Vigliecca & Associados
Cortesia de Vigliecca & Associados

Mirante

Como ponto máximo no “grid” de cotas de percepção da paisagem, no bloco central, será inserido um novo sistema de passadiços para visitação pública a partir das escadas helicoidais, concedendo a esse espaço um caráter de Mirante, ponto máximo de observação e contemplação do entorno através do Edifício-Monumento. Os passadiços existentes serão substituídos por nova estrutura metálica com dimensão e sistemas de segurança para receber público, ao mesmo tempo em que se constituirá como um sistema integrado de suporte para as unidades externas dos sistemas de ar condicionado

  • Arquitetos

  • Localização

    Independence Park - Av. Nazareth, S/N - Ipiranga, São Paulo - SP, Brasil
  • Arquitetos responsáveis

    Héctor Vigliecca, Luciene Quel, Ronald Werner Fiedler, Neli Yumi Shimizu
  • Equipe

    Fernanda Gomes Trotti, Pedro Ichimaru Bedendo, Carolina Passos, Kelly Cristina Coquetto Bozzato
  • Colaboradores

    Martin Pronczuk Briatore , Santiago Saettone Peña, Paulo Eduardo de Arruda Serra, Luci Tomoko Maie
  • Consultores

    Adriana Tacaco Ozaki Godinho, Maria Luisa Becheroni , Sergio Ricardo Pedrozo De Mello, Yopanan C. P. Rebello, Gustavo Alves Ortega, Christian Hendrik Scheepmaker, Katia Da Silva Veronesi
  • Área

    8218.0 m2
  • Ano do projeto

    2017

Ver a galeria completa

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Vigliecca & Associados
Escritório
Cita: Eduardo Souza. "3º lugar no concurso para o Museu Paulista, por Vigliecca & Associados" 22 Jan 2018. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/887525/3o-lugar-no-concurso-para-o-museu-paulista-por-vigliecca-and-associados> ISSN 0719-8906

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.