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Pavilhão dos EUA seleciona 5 vídeos sua mostra na Bienal de Veneza 2018

  • 15:00 - 20 Dezembro, 2017
  • por
  • Traduzido por Lis Moreira Cavalcante
Pavilhão dos EUA seleciona 5 vídeos sua mostra na Bienal de Veneza 2018
Pavilhão dos EUA seleciona 5 vídeos sua mostra na Bienal de Veneza 2018, Cortesia de School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago
Cortesia de School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago

Os curadores da exposição do Pavilhão dos EUA na Bienal de Veneza de 2018 divulgaram os cinco trabalhos de cinema e vídeo que serão apresentados na exposição "Dimensões da Cidadania" na Bienal de Veneza no próximo ano

Intitulado "Transit Screening Lounge", a coleção de vídeos explorará perspectivas narrativas, especulativas e impressionistas sobre as condições espaciais da cidadania.

"Embora cada uma das instalações realizadas pelos arquitetos e designers vá considerar o que significa pertencer a escalas espaciais diferentes e específicas, o 'Transit Screening Lounge' oferecerá leituras mais ambíguas da cidadania contemporânea, envolvendo limites incertos, áreas de transição e histórias alternativas", afirmaram os curadores Niall Atkinson, Ann Lui e Mimi Zeiger. "As obras selecionadas abordaram a cidadania através do movimento: migração, transgressão, transmissão, viagem e mobilidade, para trazer à tona questões que podem ser difíceis de delinear através dos meios tradicionais da arquitetura".

Os filmes selecionados são:

Afronauts (2014) / Frances Bodomo

Afronauts (2014) / Frances Bodomo. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago
Afronauts (2014) / Frances Bodomo. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago

É 16 de julho de 1969, e os EUA estão se preparando para lançar a Apollo 11. Há milhares de quilômetros, a Academia Espacial de Zâmbia espera derrotar os americanos na corrida à lua. Inspirado em fatos reais.

Frances Bodomo, nascido em Accra em 1988, é um premiado cineasta ganês. Seus dois curtas-metragens, Boneshaker (2013) e Afronauts estrearam no Festival de Sundance e passaram a ser exibidos em vários outros grandes festivais, incluindo o Festival Internacional de Cinema de Berlim, o Festival de Cinema Telluride e o Festival de Cinema SXSW. Afronauts também foi exibido no Whitney Museum of American Art como parte do show de grupo Dreamlands: Immersive Cinema and Art, 1905-2016. Atualmente, Bodomo está desenvolvendo a versão cinematográfica de Afronauts.

Exodus (2012) Mandana Moghaddam

Exodus (2012) / Mandana Moghaddam. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago
Exodus (2012) / Mandana Moghaddam. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago

Apropriando-se de um título conhecido da Bíblia, Êxodo aborda a fuga em massa de pessoas em todo o mundo em situações de guerra, pobreza e injustiça social. Através de imagens de bagagens à deriva no mar, o vídeo evoca a sensação estar sem raízes, perder a identidade e ter que lutar pela própria integridade.

Mandana Moghaddam, nascida em Teerã em 1962, é uma artista visual contemporânea iraniana-sueca cujo trabalho de instalação foi exibido mais notavelmente na 51ª Bienal de Veneza. Após a Revolução Iraniana, Moghaddam recebeu asilo em Gotemburgo, na Suécia, onde continua a manter seu estúdio. Seu trabalho, que investiga temas como a alienação, a comunicação e o gênero, tenta romper fronteiras, inspirar o diálogo intercultural e fixar na memória aspectos controversos da vida iraniana.

Dark Fiber (2015)David Rueter e Marissa Lee Benedict

Dark Fiber (2015) / David Rueter e Marissa Lee Benedict. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago
Dark Fiber (2015) / David Rueter e Marissa Lee Benedict. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago

Passando por redes de fibra ótica comerciais e industriais e viajando em suas sombras, Dark Fiber segue o curso de um único cabo, em um vídeo que vai contra as representações convencionais de redes e logística. As sequências de cenas representam o movimento entre sistemas e escalas como visto em vastas paisagens, infraestruturas industriais, dispositivos de mídia, locais de arte, espaços domésticos e mundos imaginados.

Marissa Lee Benedict, nascida em Palm Springs, Califórnia, em 1985, é uma escultora e escritora que atualmente dá aulas sobre arte visual. Abordando temas que variam da destilação de biodiesel de algas à extração de uma amostra de um núcleo geológico com ferramentas de jardinagem, seu trabalho se baseia em tradições da arte americana para investigar as condições materiais do nosso mundo, recentemente conectado em rede. Ela ganhou um MFA em Escultura da Escola do Instituto de Arte de Chicago.

David Rueter, nascido em Ann Arbor, Michigan, em 1978, é um artista visual, programador e professor assistente em arte e tecnologia na Universidade de Oregon. Utilizando vídeo, eletrônica personalizada, software, cartografia e performance, as experiências e intervenções de Rueter confrontam sistemas técnicos estabelecidos e seus conceitos filosóficos, abrindo espaço para alternativas e imaginações radicais. Rueter é formado pelo programa MFA da Escola de Arte da Arte de Chicago em Estudos de Arte e Tecnologia.

Cosmic Generator (2017) / Mika Rottenberg

Cosmic Generator (2017)  / Mika Rottenberg. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago
Cosmic Generator (2017) / Mika Rottenberg. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago

Cosmic Generator explora um mundo caleidoscópico no qual os EUA e o México estão ligados por um sistema secreto de túneis, que possibilitam o comércio entre vários locais e atores. Os túneis partem do Restaurante Golden Dragon em Mexicali, no México, para uma loja de 99 centavos em Calexico, Califórnia, enquanto um enorme mercado de commodities plásticas em Yiwu, na China, também desempenha um papel na rede imaginária.

Mika Rottenberg, nascida em Buenos Aires em 1976, vive e trabalha em Nova York. Através de filme, instalação arquitetônica e escultura, ela ilumina as conexões entre economias aparentemente não relacionadas. Desconstruindo redes e narrativas, Rottenberg une elementos documentais com ficção em alegorias complexas sobre condições humanas e sistemas globais. Em 2018, Rottenberg irá apresentar shows individuais no Bregenz Kunsthouse na Áustria, no Bass Museum em Miami e no Goldsmiths Center for Contemporary Art na Universidade de Londres.

Where the City Can't See (2016) / Liam Young

Where the City Can't See (2016)  / Liam Young. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago
Where the City Can't See (2016) / Liam Young. Imagem Cortesia da School of the Art Institute of Chicago e Universidade de Chicago

Where the City Can't See é o primeiro filme de ficção filmado inteiramente com a tecnologia de digitalização a laser usada para navegação de veículos autônomos. Em uma área comercial de Detroit, de propriedade e controle dos chineses,um grupo de jovens circula em um táxi sem motorista, procurando por um lugar que eles sabem que existe, mas que o carro não reconhece. Eles fazem parte de uma comunidade alternativa na qual as pessoas se camuflam para despistar o alcance visual das máquinas e usam máscaras anti-reconhecimento facial para viver fantasias escapistas nos espaços escondidos da cidade.

Liam Young, nascido em Brisbane em 1979, vive e trabalha em Los Angeles e Londres. Ele é um arquiteto especulativo que opera nos espaços entre design, ficção e futuro. Ele é o co-fundador do Tomorrow's Thoughts Today, um think tank que explora as implicações locais e globais das novas tecnologias no urbanismo futuro; e do Unknown Fields, um ateliê de pesquisa nômade que viaja em expedições para investigar essas condições emergentes, à medida que ocorrem. Ele já lecionou na Associação de Arquitetura e na Universidade de Princeton e agora administra o inovador programa de Mestrado em Ficção e Entretenimento na SCI-Arc, em Los Angeles.

A exposição no Pavilhão dos EUA de 2018 será liderada por membros da School of the Art Institute of Chicago (SAIC) e da Universidade de Chicago e os curadores Niall Atkinson, Professor Associado de História da Arquitetura da Universidade de Chicago; Ann Lui, Professora Assistente da SAIC e co-fundadora do Future Firm, escritório de arquitetura com sede em Chicago; e Mimi Zeiger, crítica, editora, curadora e professora em Los Angeles.

Saiba mais sobre os expositores aqui:

Studio Gang, Diller Scofidio + Renfro Among Exhibitors Selected for US Pavilion at 2018 Venice Biennale

The curatorial team for the U.S. Pavilion at the 2018 Venice Architecture Biennale have announced the seven designers who will create the pavilion's main exhibitions. Consisting of architects, landscape architects, artists and designers, the group will produce responses to the theme of Dimensions of Citizenship, exploring "the meaning of citizenship as a cluster of rights and responsibilities at the intersection of legal, political, economic, and societal affiliations."

Notícias e descrições dos filmes via School of the Art Institute of Chicago  e Universidade de Chicago.

Sobre este autor
Cita: Lynch, Patrick. "Pavilhão dos EUA seleciona 5 vídeos sua mostra na Bienal de Veneza 2018" [5 Video Works Selected to Exhibit at the 2018 U.S. Venice Biennale Pavilion] 20 Dez 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Moreira Cavalcante, Lis) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/885606/pavilhao-dos-eua-seleciona-5-videos-sua-mostra-na-bienal-de-veneza-2018> ISSN 0719-8906

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