As cinzas de Luis Barragán não são mais importantes que sua obra e arquivo

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Foi uma proposta poética: em troca de devolver o arquivo da obra de Luis Barragán para o México, a artista Jill Magid ofereceu a Federica Zanco, proprietária e arquivista da Barragan Foundation na Suíça, um anel com um diamante de dois quilates produzido a partir das cinzas do corpo de Barragán.

Este ato faz parte de um projeto artístico que "levanta perguntas essenciais sobre as consequências e implicações de que um legado cultural se converta em propriedade privada corporativa", exposto atualmente no Museu Universitário de Arte Contemporânea da UNAM e intitulado Una carta siempre llega a su destino.

Recentemente visitei a exposição e me encontrei com uma conhecida na segunda sala, aparentemente confusa com tantas peças que não eram o controverso anel. Perguntou-me por ele, respondi que era a primeira vez que visitava a exposição, mas que o anel provavelmente estaria na última sala. Ela partiu com pressa e sem se despedir. Como é comum na arte contemporânea, a obra gerou forte debate, neste caso, devido à sia origem. Algo também frequente é que a polêmica ofusque o conteúdo, porém, é preciso que alguém diga: as cinzas de Barragán não são mais importantes que sua obra e arquivo.

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Sobre este autor
Cita: Zatarain, Karina. "As cinzas de Luis Barragán não são mais importantes que sua obra e arquivo" [Las cenizas de Luis Barragán no son más importantes que su obra y archivo] 31 Mai 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/872378/as-cinzas-de-luis-barragan-nao-sao-mais-importantes-que-sua-obra-e-arquivo> ISSN 0719-8906

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