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Como ser professor de arquitetura com menos de 30 anos sem morrer tentando

Como ser professor de arquitetura com menos de 30 anos sem morrer tentando
Como ser professor de arquitetura com menos de 30 anos sem morrer tentando, © Estudantes de arquitetura. Imagem por Tulane Public Relations Licença CC-BY-2.0
© Estudantes de arquitetura. Imagem por Tulane Public Relations Licença CC-BY-2.0

Neste artigo, publicado originalmente no blog da Fundación Arquia, o autor Manuel Saga nos fala da importância de trazer professores jovens às escolas de arquitetura. É fundamental que a via acadêmica se torne uma opção real com um valor comparável ao do arquiteto projetista, especialmente se considerarmos a crise atual de nossa indústria. 

Anualmente, a Forbes publica a lista "30 under 30", na qual destaca os "jovens empreendedores , líderes criativos e estrelas mais brilhantes" do momento. Segundo o MIT News, pelo menos 25 integrantes da lista de 2016 são egressos da prestigiada instituição. Deles, cinco são assistentes graduados ou pós-graduados com responsabilidades docentes. Nenhum é arquiteto. 

Sinceramente, isso não me surpreende em nada. A arquitetura é um saber complexo e profundo; os grandes mestres do século XX são lembrados como pessoas de idade avançada e saber repousado. Com manos de trinta anos somos apenas aprendizes, exploradores, às vezes inovadores, porém, carentes desta visão holística que apenas os anos proporcionam. Como podemos ser professores assim?

Não me entendam mal. Acredito que hoje em dia é mais necessário que nunca a integração de professores jovens em nossas escolas de arquitetura. Além da crescente diversificação de nossa disciplina, a crise em nosso setor fez com que a via acadêmica se convertesse em uma opção real com um valor comparável ao do "grande arquiteto projetista". Um arquiteto que constrói sua trajetória como pesquisador, cruzará inevitavelmente com a docência. Como enfrentar este desafio?

© Estudantes de paisagismo da SLU, Alnarp. Imagem por Julio Gonzalez, SLU  Licença  CC BY-SA 3.0
© Estudantes de paisagismo da SLU, Alnarp. Imagem por Julio Gonzalez, SLU Licença CC BY-SA 3.0

Em primeiro lugar, recomendo um ato de liberdade: deixar de lado o título de "mestre" e adotar o de "facilitador". A criação de programas e planos de disciplinas se torna uma aventura quando pensado como uma comunicação de via dupla na qual o professor facilita técnicas para que o estudante gere seu próprio conhecimento, que o professor, por sua vez, recebe de volta. 

A expressão gráfica é, talvez, o melhor exemplo disso: uma matéria na qual o docente espera que, com alguns instrumento básicos, porém precisos, seus alunos o surpreendam com um exercício de rigor absoluto. Um professor surpreso é um professor satisfeito. 

© Esboços de sanitários de Leonardo Da Vinci extraídos de "Figura Humana do Renascimento". Imagem por Leonardo da Vinci Domínio Público
© Esboços de sanitários de Leonardo Da Vinci extraídos de "Figura Humana do Renascimento". Imagem por Leonardo da Vinci Domínio Público

Por ouro lado, acredito que seja essencial começar a partir de uma área especializada que nos permita transmitir conhecimento a tempo de seguirmos amadurecendo. Neste sentido, ser professor de hidráulica por doze anos, como Sáenz de Oiza, pode significar uma opção tão atraente quando sábia. Quem disse que o ritual de ir ao toilette não contém em si todo o saber da arquitetura? Este tipo de ponto de partida facilita chegar à diversidade a partir de uma origem mais rigorosa, uma âncora que não nos deixa à deriva antes do tempo. 

Por último, para ser professor de arquitetura não é necessário apenas ser um bom arquiteto, mas, sobretudo, é preciso ser um bom estudante. Ensinar a ser estudante, aprender de forma inovadora e independente, este é o verdadeiro aporte de um docente. Desejado seria se todos fossemos mestres daqueles que vieram antes de nós e nossas frases ilustres ressoassem através dos tempo; no entanto, embora não seja assim, cabe realizar um exercício de humildade e ensinar sem nunca deixar de aprender. 

Como se sempre tivéssemos menos de trinta. 

Sobre este autor
Manuel Saga
Autor
Cita: Saga, Manuel. "Como ser professor de arquitetura com menos de 30 anos sem morrer tentando" [Cómo ser profesor de arquitectura con menos de 30 sin morir en el intento] 25 Ago 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/793812/como-ser-professor-de-arquitetura-com-menos-de-30-anos-sem-morrer-tentando> ISSN 0719-8906
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