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Respondendo a 5 questões sobre realidade virtual na arquitetura

Respondendo a 5 questões sobre realidade virtual na arquitetura
Respondendo a 5 questões sobre realidade virtual na arquitetura, Cortesia de Mi5VR
Cortesia de Mi5VR

Não há dúvida de que a realidade virtual tem o potencial de mudar a arquitetura. Mas assim como todas as novas tecnologias, ela pode ser, inicialmente, de difícil compreensão. Neste artigo, originalmente publicado em seu perfil no LinkedIn, Kym Porter responde a cinco questões sobre realidade virtual (VR) na arquitetura.

Há um movimento prestes a acontecer na indústria do design e da arquitetura e ele envolve a VR. Tenho usado esta tecnologia há mais de um ano e pensei em compartilhar cinco das perguntas mais comuns que tenho recebido até agora.

1. Qual a diferença entre ver um projeto renderizado em VR e na tela de um PC/Laptop?

Há uma série delas, e a primeira é a percepção de profundidade e espaço. Com um bom HMD (Head Mounted Display) é possível obter uma sensação real de escala. Seja o tamanho de um edifício inteiro ou a distância entre dois bancos, não é sempre fácil para uma pessoa leiga perceber a escala na tela de um PC/Laptop. Isto me leva ao segundo e mais importante ponto, que é a "sensação". Com a presença vem também a sensação, já que a pessoa não apenas vê o que foi criado. Elas podem genuinamente "sentir" como é estar visualmente naquele espaço. 

2. Posso interagir e trabalhar com um modelo projetado no espaço virtual?

Tecnicamente, sim, você pode, contudo, ainda não há nenhuma plataforma de VR disponível comercialmente que permita a funcionalidade completa dos programas de CAD. Haverá, no entanto, ações significativas em direção a isto no futuro, com muitas companhias de software focadas apenas nisso. 

3. Posso passear em torno de um espaço projetado em VR?

Sim, você provavelmente pode, mas precisará de um kit HMD  fixo, como o Oculus ou o HTC Vive, em oposição a dispositivos móveis, como o Samsung GearVR ou o Google Cardboard. É necessário um computador potente para rodar alguma das plataformas que convertem seus projetos em espaços virtuais navegáveis. Celulares ainda não têm a capacidade de proporcionar uma experiência confortável e suave. Dispositivos móveis estão, no entanto, sendo usados para mostrar um espaço a partir de um ponto fixo, o que já é incrivelmente imersivo e permite grande visibilidade dos detalhes  mais complexos. 

4. Posso saber o que meu cliente está vendo enquanto usa o HMD?

Sim, você pode configurar ambos os dispositivos fixo e móvel para mostrar o que seu cliente está vendo em outra tela. Há diversos softwares que permitem isto. 

5. Quais são as desvantagens desta tecnologia?

A maior desvantagem é que ela ainda está emergindo. A maioria dos softwares disponíveis ainda estão em fase beta ou sendo desenvolvidos. Outro ponto importante é a capacidade de processamento de dados necessária para permitir percursos completos em VR. PCs e Laptos comuns não apresentam os requisitos mínimos necessários para suportar o Oculus Rift ou o HTC Vive. Dito isto, ainda assim vale a pena investir na tecnologia hoje, pois isso proporcionará uma grande vantagem em relação a outras companhias que ainda se voltaram para este setor.

Kym Porter é Gerente Nacional(Austrália/NovaZelândia) da Miele Australia.

Sobre este autor
Cita: Porter, Kym. "Respondendo a 5 questões sobre realidade virtual na arquitetura" [Answering 5 FAQs About VR in Architecture] 26 Mar 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/784271/respondendo-5-questoes-sobre-realidade-virtual-na-arquitetura> ISSN 0719-8906

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