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25 profissionais contam o que esperam da arquitetura em 2016

25 profissionais contam o que esperam da arquitetura em 2016
25 profissionais contam o que esperam da arquitetura em 2016

Com o final do primeiro mês de 2016 se aproximando, decidimos entrar em contato com a rede de arquitetos, urbanistas, críticos, jornalistas, teóricos e educadores e perguntar quais são suas expectativas para a arquitetura este ano.

O que você espera da arquitetura este ano?

"Acho difícil falar do futuro. Mesmo quando se trata do ano corrente. Não acredito que o futuro em algum momento aconteça, assim como o passado nunca termina. Há apenas o presente, uma estranha condição de nosso tempo na qual qualquer noção de história e futuro parece perdida em uma forma de confusão temporal. Não é claro para onde estamos indo, e cada vez manos claro de onde viemos. Somos melhores ou piores que um ano, uma década ou meio século atrás? É impossível saber o futuro, agora mais que nunca. Quando se trata de projeções, apenas a trajetória do bumerangue persiste. Em relação à arquitetura, penso que seja em vão falar sobre isto tendo em vista tudo o que o mundo está passando. Arquitetura não é importante. Vamos desfrutar dela."
Reinier de Graaf
Sócio do OMA/AMO

"A arquitetura está sendo chamada a um desafio para além dela mesma. O arquiteto está lidando com um objeto que ganhou uma conformação completamente inédita em função não só dos processos de urbanização, mas dos processos de megaoperação que estão sendo presenciados. Ou seja, não é apenas dizer que as cidades estão passando por ressurgimentos, estamos falando de outra escala de fenômeno. O urbanismo, de certa maneira, tem o desafio de pensar coisas que antes não estava no seu radar. Hoje, arquitetura e urbanismo estão colocados diante de um quadro que exige articulação de diferentes conhecimentos que porventura não precisariam ser mobilizados com tanta intensidade no passado. Está surgindo uma ciência nova, uma ciência que eu chamaria de Ciência das Cidades, que transborda o urbanismo, mas não prescinde dele. Essa é a novidade."
Fernando Haddad
Prefeito de São Paulo

"Até o fim de 2016, a nova sede da Apple em forma de nave espacial, projetada por Foster + Partners, terá aterrissado. E com ela chegará a nova onde de bilionários patronos da arquitetura. Após anos construindo castelos digitais nas nuvens, sem presença física além de um ícone na tela de um smartphone, nossos novos herdeiros da indústria se voltarão para a arquitetura como modo de materializar suas fortunas em concreto. Apesar do entusiasmo de Bill Gates pela filantropia, nada mostra tão bem que você é bem sucedido que uma sede projetada por um arquiteto de elite. A segunda fase do campus do Facebook projetado por Gehry está em desenvolvimento, as propostas de BIG e Heatherwick para a Google logo encontrarão novo terreno; mas quem é o próximo? Quem Tesla, SpaceX, Uber ou Palantir contratarão para dar forma a seus sonhos? É isso que quero descobrir em 2016."
Rory Hyde
Curador de Arquitetura e Urbanismo Contemporâneo do Victoria and Albert Museum

"Eu acredito que a arquitetura está num ótimo lugar no momento e a comunicação é mais rápida do que nunca, isto está realmente criando uma consciência e consideração por parte de arquitetos em todos os lugares. Há uma busca por aquilo que é significativo e apropriado para o local, e para a maneira mais simples de expressar ideias arquitetônicas. Há uma quantidade extraordinária de inovação e criatividade, bem como um retorno a uma busca de clareza. Vemos isso não só na América; mas em todo o mundo, e estou ansioso para completar nossos primeiros projetos em oito novos países, incluindo Inglaterra,Taiwan, Israel, México e Brasil."
Richard Meier
Sócio do escritório Richard Meier & Partners

"Perguntando ao Google (…melhor que Deus porque responde sempre) o que se pode esperar da arquitetura em 2016, a resposta soará clara e caudalosa, infinitamente desdobrada em dois registos muito claros: tudo e nada. Numa pesquisa mais fina, o mesmo oráculo dirá, porém, que ninguém espera pela arquitetura - espera-se pelo trem, por um emprego ou que uma árvore floresça; constrói-se a felicidade; aniquila-se o medo; deseja-se saúde e gente que saiba governar e outras muitas coisas. Evita-se o mau-olhado. Como a arquitetura é um assunto inesgotável composto pelas mais diversas substâncias materiais e etéreas, não saberia responder fixando-me apenas numa delas. Esperaria apenas que todos tivessem onde viver dignamente e responder-me-iam que sobre essas coisas piedosas já todos disseram porque é o que se diz e soa bem. Disseram mas não fizeram. Que o façam, então. Quem? "
Alvaro Domingues
Geógrafo, Docente e investigador do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP

"Como qualquer arquitecto comecei por ter a aspiração ingênua que a arquitetura pudesse resolver tudo o que está mal no mundo. Ao longo de vinte anos de profissão, e particularmente massacrado nos últimos anos pela vida num país violentamente afetado por uma crise financeira, fui percebendo que a arquitetura podia não ser esse instrumento de solução per se, mas que os arquitetos detinham um conhecimento e uma prática útil para participar na construção de soluções para a maioria dos problemas que atualmente se colocam.As expectativas que tenho para 2016 é que haja mais arquitetos a participar, pensar, projetar e construir soluções e respostas para os problemas do presente, não condenando a profissão à burocratização ou à prática de uma atividade projetual canônica e dependente dos interesses das elites."
Tiago M. Saraiva
ateliermob

"Eu espero que os temas mais importantes das cidades brasileiras sejam tratados cada vez mais sob a ótica do urbanismo e da arquitetura, visando a construção de espaços mais confortáveis, dignos e democráticos. Isso deve valer para todas as escalas de intervenção, projetos novos ou reformas, arquitetura pública ou privada. No Brasil somos mais de 5 mil municípios, temos muito trabalho pela frente. Pense, por exemplo, nos projetos de recuperação de uma relação saudável e amistosa em todas essas cidades com suas águas urbanas (rios, ribeirões, lagoas, arrois, açudes e praias); ou na transformação de nossas periferias (metropolitanas ou não) em conjuntos urbanos que possam ostentar o nobre título de Cidade, este genial artefato criado pela humanidade. Trabalho não falta…Brasil, América Latina, África."
Marcelo Ferraz
Brasil Arquitetura

"Que ela passe a olhar para fora de si mesma. As últimas décadas tornaram os arquitetos extremamente autorreferentes. Embalados por esparsos momentos de bonança econômica, exaltaram modelos de excesso e exceção. Esperamos que as muitas crises e tensões espalhadas pelo mundo, que sempre existiram, mas que em momentos como este se intensificam, possam chamar a atenção dos arquitetos para que seus valores sejam revistos. Com o olhar mais amplo e crítico, tornamo-nos mais atentos a oportunidades e desafios que a atuação exige para estes novos tempos de população majoritariamente urbana, mas que ainda engatinha no que se refere ao significado de cidade e coletivo. Urgências e temas relevantes não faltam, de educação a ética. Algumas respostas e inúmeras dúvidas surgem, e elas encontram-se essencialmente fora do restrito mundo arquitetônico atual. Que a arquitetura a partir de um novo ciclo, passe a ressignificar para sociedade e principalmente para os arquitetos."
Terra e Tuma

"Em 2015 nos aproximamos da escala humana, dando especial destaque para projetos e trabalhos ligados ao pedestre, ao ciclista e ao usuário de transporte público. Também demos um passo importante em direção a desmistificação do papel da mulher na arquitetura. São conquistas que devemos reconhecer, apesar de estarmos longe de uma realidade apreciável.
Para 2016 esperamos a contínua aproximação da arquitetura com as pessoas, dando especial atenção para os grupos invisibilizados. Chamamos a atenção para realidades em situações emergenciais, sem nos distanciarmos dos importantes avanços que buscamos em nossas áreas de atuação. É essencial que a arquitetura se aproxime de quem mais precisa: as comunidades que vivem em situações de miséria, as que ocupam áreas de risco ambiental, as que sofrem processo de exclusão socioespacial e as que são constantemente violentadas por preconceitos. Por isso, esperamos um ano com mais empatia, solidariedade e tolerância. Que venha 2016!"
Arquitetas Invisíveis
Coletivo que busca promover a igualdade de gênero dentro do âmbito da arquitetura e do urbanismo

"Estou ansiosa para que a arquitetura se torne mais socialmente engajada ao passo que o público e os políticos percebem as grandes contribuições que o campo pode fazer ao abordar nossos problemas sociais mais urgentes. Espero que isto se torne a regra e não a exceção entre alguns escritórios e organizações sem fins lucrativos. Também estou ansiosa para que a "sustentabilidade" encontre um termo novo (e mais apreciado) e volte com toda sua força. Ela precisa ser mais atraente, bela, divertida, uma expressão de solidariedade."
Martha Thorne
Decana da IE School of Architecture and Design e Diretora Executiva do Prêmio Pritzker de Arquitetura

"A 4ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa com The Form of Form, de André Tavares e Diogo Lopes, e a 15ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza com Reporting From The Front, de Alejandro Aravena, trazem à discussão a capacidade transformadora da arquitetura, a sua prática, conscientes de que se trata de uma ação sobre contextos social, cultural e politicamente complexos. Resulte de uma lógica disciplinar típica ou da mobilização de populações sem intervenção de especialistas, a arquitectura adquire forma. Em Lisboa reflecte-se sobre a relação entre a forma e os processos ou razões que a originam. Após anos de profunda crise em Portugal, que paralisou a arquitectura e encerrou inúmeros ateliers, o boom turístico de Lisboa e Porto e os diversos incentivos ao investimento originaram um fluxo de capitais estrangeiros sem precedentes. Com esmagadora incidência numa muito bem vinda recuperação de edifícios degradados em bairros históricos, nalguns casos sabendo evitar a gentrificação, ficam uma questão central: fenômeno temporalmente limitado ou com continuidade? "
José Mateus
Co-fundador da ARX Portugal + Presidente da Direcção da Trienal de Arquitectura de Lisboa 

"Torço para que a arquitetura saiba fazer frente aos desafios que se colocam no horizonte de 2016. Em projetos residenciais brasileiros, que acompanho de perto, vejo que há muita margem para a melhoria de processos e o uso de sistemas construtivos mais racionais e econômicos sem prejuízo da linguagem. Tecnologias de construção a seco, produtos e acabamentos que não prejudiquem o meio ambiente nem demandem alto consumo de recursos naturais durante sua vida útil são alternativas já amplamente difundidas no mercado, mas ainda adotadas muito timidamente. Espero também uma certa delicadeza, já que o cenário está tão conturbado. Delicadeza para com a vizinhança, o bairro e a cidade, para com as pessoas que vão habitar o espaço. Acredito que a arquitetura deverá cumprir como nunca sua função original de abrigo e uma de suas características mais apreciadas será o acolhimento."
Marianne Wenzel
Redatora Chefe da Revista Arquitetura&Construção

"Tenacidade e foco continuarão a nos guiar em 2016 ao passo que tentamos silenciar o ruído que tomou a discussão cultural. Seja nos saguões de nossos braços legislativos ou em nossos crescentes cismas sociais, estamos em uma época em que a polêmica é privilegiada sobre o discurso. E isto tem levado a uma diminuição da crença em nossas habilidades para resolver problemas coletivamente. Para combater isso, dobraremos nosso comprometimento com uma discussão da arquitetura em escala global, não vendendo coisas, mas a modificando; abordando a incerteza e a desorientação com esperteza e otimismo. "
Thom Mayne
Fundador e Diretor de Projeto do Morphosis

"#tolerância! O ano que acabou foi protagonizado pela palavra refugiado. Temo que será a mesma a protagonizar aquele que começou e os outros a seguir. Espero que haja uma palavra coprotagonista no futuro que por ai se vai construindo, e que esta seja a tolerância. O que espero da arquitetura? Que seja tolerante. Menos efeitos especiais, menos megalomanias à volta de uma das profissões mais antigas do mundo. Espero também que haja menos retórica e demagogia na utilização das palavras refugiado e tolerância; participação e partilha quando se fala de arquitetura. É preciso repensar o papel profissional do arquiteto e considerar a arquitetura como uma ferramenta para enfrentar os problemas sociais ligados à cultura do projeto contemporâneo. Para procurar uma outra forma de conceber arquitetura temos que ser disponíveis, abertos, para alargar o nosso saber sobre o papel da arquitetura e sobre as potencialidades do arquiteto. Abrir o campo de ação, quer dizer ser tolerantes."
Roberto Cremascoli 
Arquiteto, curador, editorialista - Em 2016 será o curador de Portugal na XXI Trienal de Milão (em parceria com Maria Milano)
com o projeto Objects after Objects e curador de Portugal na XV Bienal de Veneza (em parceria com Nuno Grande) com o projeto Neighbourhood, Where Alvaro meets Aldo

"Que a arquitetura seja consciente da necessidade de aumentar a visibilidade do trabalho das mulheres iniciando um processo de mudança tão irreversível quanto necessário. A arquitetura é um campo profissional no qual as mulheres foram incorporadas tardiamente. Frente ao crescimento do número de estudantes nas escolas do mundo, a presença e o reconhecimento da mulher no campo da arquitetura continua minoritário. As arquitetas devem ampliar sua presença em todos os âmbitos da profissão: inovação, experimentação, construção, teoria, crítica, academia ou urbanismo. Que a arquitetura possa dar voz a uma realidade que apenas a partir do talento e excelência profissional resultará numa mudança."
Ariadna Cantis
Arquiteta e curadora espanhola, uma das principais vozes na discussão de gênero e arquitetura na Espanha

"Minha expectativa para 2016 é de que através da realização e divulgação de bons projetos possa se recuperar gradativamente a relevância do desenho e da prática arquitetônica para a construção de um ambiente urbano mais rico e novo, para além do estigma do edifício icônico. Nos anos pós-crise mundial a frequente associação de formas arquitetônicas não genéricas a processos de urbanização predadores comprometeu a legitimidade das disciplinas associadas a questões formais - ao desenho - na construção de melhores cidades. No contexto brasileiro houve uma saudável ampliação dos atores e da repercussão dos debates sobre o acesso e a qualidade dos espaços públicos mas, talvez por incompetência da classe, o projeto tem pouca relevância ou credibilidade. Minha expectativa é que consigamos encontrar formas de participação e arranjos produtivos que promovam e consolidem uma prática arquitetônica relevante não apenas no debate, mas no desenho e construção de mais e melhores equipamentos e espaços públicos. "
Martin Corullon
Metro Arquitetos

"Em 2016 esperamos continuar trabalhando em projetos que têm uma nova relação com a natureza, não a antiga e romântica fuga para a paisagem, mas a natureza profundamente entrelaçada via aquecimento e resfriamento geotérmico, iluminação natural e reciclagem de água, recordando-nos do porquê da ecologia ser tão importante. Buscamos novas arquiteturas com o usuário dentro da natureza... provocando o significado de ‘estar na natureza’ e como isto se relaciona com o pensamento futuro e, ao mesmo tempo, explorando novos tipos de espaço, geometria e linguagem na arquitetura."
Steven Holl
Diretor do escritório Steven Holl Architects

"Eu espero que a arquitetura e o urbanismo assumam, cada vez mais, o protagonismo que lhes cabe na concepção e transformação de nossas cidades. Devem conduzir mudanças, assim como ditar padrões e tendências para o mercado imobiliário, a publicidade e a gestão pública local, e não ao contrário. Também espero que o urbanismo contribua ativamente para a construção de cidades mais humanas, democráticas e agradáveis, pensadas para as pessoas, com valorização dos espaços públicos, estímulo ao convívio social, acessibilidade a todo tipo de gente e prioridade aos meios de transportes públicos e não motorizados. Da arquitetura, espero que seja mais voltada a buscar soluções para o cotidiano das pessoas, sem deixar de lado a beleza harmônica, e que siga avançando na direção de construções mais sustentáveis, minimizando os impactos ambientais e sociais dos edifícios sobre a natureza, a comunidade e as pessoas."
Ricky Ribeiro
Mobilize

"Difícil dizer o que esperar de 2016. A crise econômica que vivemos também advém de uma crise política urdida pela inépcia de nossa sociedade na construção e fortalecimento de nossa democracia. De forma geral sempre operamos em crise, seja política, seja econômica. Talvez sejam neste momentos difíceis que a criatividade se torna uma ferramenta fundamental e que permite a nós arquitetos estruturarmos os dias que ainda virão e serão melhores. Os arquitetos não deixam de trabalhar em momento algum. Talvez não construiremos muitos edifícios, mas com certeza as ideias."
Alvaro Puntoni
gruposp

"Estou ansiosa para ver uma arquitetura que gere conflito, que aborde, revele e resolva as questões contemporâneas. Espero ver arquiteturas que compreendam os conflitos das múltiplas geografias, de ambientes domésticos a cidades, nações e escalas planetárias da vida coletiva. "
Eva Franch
Storefront for Art and Architecture

"Estamos atravessando atualmente no Brasil uma das mais graves crises. Com conotações éticas, politicas e brevemente sociais, a crise estancou a economia, os recursos minguaram e os investimentos se recolheram. A provocação sugerida ela Archdaily é portanto oportuna. Neste momento de crise e refletindo sobre as perspectivas da Arquitetura em 2016, o enfoque não poderia ser outro senão o necessário fortalecimento do “projeto” como forma de conhecimento e transformação da realidade. Para enfrentar a situação critica, o pais pode encontrar na “cultura do projeto” uma ferramenta para mudanças de paradigmas e construção de uma saída para os vícios que geraram este panorama. O projeto como instrumento de controle de gastos públicos e de busca de qualidade das obras é o ponto de partida. Já em muitas situações, o projeto foi ferramenta para o enfrentamento de crises. Se não há recursos para todas as todas as obras certamente haverá para a etapa de projeto que, em um momento próximo poderão ser executados. Neste novo momento os projetos desenvolvidos sob critérios técnicos, humanos, culturais e artisticos serão a marca de uma nova situação do país com novos atores na produção e com uma dinâmica sem os vícios que nos levaram ao atual quadro. Portanto, o que esperar da Arquitetura em 2016 é que o “projeto” tenha papel estruturador no país que surgirá pós-crise."
José Armenio
IAB-SP

"2016 será um ano em que a Arquitetura mostrará que soube se adaptar, respondendo às grandes mudanças operadas no mundo em virtude da crise que atingiu, ainda que, de forma, dimensões e tempos diferentes, os diversos países e suas sociedades.
A 15ª Bienal de Veneza e 4ª Trienal de Lisboa que se irão realizar este ano ajudarão a refletir sobre os desafios da arquitetura para melhorar a atual realidade e contribuir de forma eficaz para a melhoria da qualidade de vida das populações, porque “o mundo transforma-se através da arquitetura”*(TAL2016)  A Estratégia Urbana – Laboratório de Inovação dará o seu contributo com a criação da CIDADE ABERTA – uma nova forma de pensar, fazer e gerir a Cidade. A partir do Porto, em conjunto com o Arq.Futuro, será criada uma rede internacional de cidades que partilharão experiencias das quais resultará uma intervenção concreta sobre o território, exemplar pela forma de trazer a participar a sociedade – populações, técnicos, entidades, e o poder político – capaz de alterar positivamente o contexto social e urbano local.  As expetativas são altas, para a arquitetura e para 2016, que seja um ano de mudança!"
Nuno Sampaio
Arquiteto Presidente da Estratégia Urbana Diretor-Executivo da Casa Da Arquitectura ,Vice-Presidente da Trienal De Arquitectura De Lisboa

"Num momento em que assistimos a uma constante mudança na sociedade, esperamos que em 2016, haja espaço para uma consciencialização da importância da arquitetura, e dos arquitetos, enquanto intervenientes de especial relevância na criação de um futuro mais sustentável e equilibrado, menos refém das pressões econômicas e mais orientado para a resolução de problemas reais do dia a dia das nossas cidades e da sua população. Acreditamos que a arquitetura conseguirá, a curto prazo, cumprir de forma mais eficaz o seu papel social, chegando a todo o tipo de público, democratizando a sua percepção, fazendo com que os decisores políticos, os promotores e o público em geral, deixem de ver a arquitetura como uma burocracia necessária ou como um mero exercício de afirmação de poder ou capitalismo, e a possam ver como uma ferramenta fundamental no planeamento e gestão das cidades, na prevenção de catástrofes, na criação de um melhor futuro, e acima de tudo como elemento capaz de mudar as suas próprias vidas."
spaceworkers

"Em 2012, o filósofo esloveno Slavoj Žižek difundiu a máxima: “Don't act; Just think” [Não aja; Apenas pense] ao discutir alternativas atuais para o capitalismo. Quatro anos depois, ainda parecemos reverberar um momento similar. E se transpuséssemos esse pensamento para o âmbito da arquitetura? Não temos respostas e talvez vivemos mesmo – sem qualquer remorso ou tristeza ao afirmar isso – tempos de introspecção. Nenhuma resposta arquitetônica hoje parece satisfatória, nenhuma consegue alcançar os desejos humanos e transformá-los em ação; nenhuma pode de fato mudar as cidades. Não se trata de um estado niilista permanente e definitivo da arquitetura enquanto disciplina, mas um estado transitório da prática. Em vez de olharmos respostas, talvez seja o momento de olharmos as perguntas e apenas pensarmos, não agirmos. São meus votos para a arquitetura em 2016."
Gabriel Kogan
Arquiteto e jornalista, diretor do CENTRO pesquisas urbanas e editor da Revista Centro.

"Da arquitetura mundial, espero mais pesquisa e inovação em materiais mais baratos, resistentes e sustentáveis. Também um maior apreço pela calçada e pelo contexto nos novos prédios em áreas urbanas. Muita obra inflacionada e vistosa continua se comportando como ovni no tecido urbano, repetindo o pior cacoete dos modernistas. Da arquitetura brasileira, apesar do discurso "politizado", ainda se vê um silencio constrangido às políticas urbanas do governo federal e do seu desastrado Minha casa, minha vida. Essa fidelidade ao nacional-estatismo precisa ser revista. Discutir viabilidade financeira e parcerias público-privadas, em tempos de cortes generalizados, será fundamental para os arquitetos no debate público."
Raul Juste Lores
Jornalista da Folha de São Paulo

Sobre este autor
Romullo Baratto
Autor
Cita: Romullo Baratto. "25 profissionais contam o que esperam da arquitetura em 2016" 19 Jan 2016. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/780549/25-profissionais-contam-o-que-esperam-da-arquitetura-em-2016> ISSN 0719-8906