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Clássicos da Arquitetura: SESC Nova Iguaçu / Hector Vigliecca e Bruno Padovano

Clássicos da Arquitetura: SESC Nova Iguaçu / Hector Vigliecca e Bruno Padovano
Clássicos da Arquitetura: SESC Nova Iguaçu / Hector Vigliecca e Bruno Padovano, © Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares
© Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares

© Arquivo Vigliecca&Associados © Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares © Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares © Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares + 20

Por Jaime Solares

Quatro volumes de tijolo aparente implantados a partir de duas relações causais: a primeira, imediata, dos objetos organizados ora paralela ora perpendicularmente aos limites do terreno; e a segunda, deles entre si, construindouma praça que orienta os vazios entre os edifícios e indica percursos a partir de um encontro axial quase concêntrico. No vazio principal, desembocadura das entradas do complexo, uma torre de água de composição tripartida: a base prismática de base quadrada, o fuste cilíndrico – ambos em alvenaria aparente–, e o capitel também cilíndrico, porém já não como um volume cheio mas como uma superfície translúcida, coroando a escada metálica azul que serpenteia a torre.

© Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares
© Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares

O primeiro volume é o edifício administrativo, longilíneo, que marca a entrada principal, na porção mais estreita do terreno irregular com um semicilindro de um pavimento de altura, sobre o qual se abre um terraço com escorregador, escadaria e piso amarelo. Na ponta oposta, um portal de concreto aparente suporta duas tesouras de madeira, abrindo-se para o complexo.

© Arquivo Vigliecca&Associados
© Arquivo Vigliecca&Associados

Ao lado, descortina-se o galpão de atividades indoor, uma cobertura industrial que segue indiferente aos desníveis entre as quadras, aumentando o pé-direito a cada rebaixo, permitindo a existência da sequência de arquibancadas que deságuam na fachada aberta do edifício, cuja escala é controlada pela passarela sobre pilares de concreto. Constitui-se assim um túnel coberto que leva ao teatro do lado oposto. Este – de composição simétrica, como todo o partido formal do projeto, a partir de um rebatimento bilateral das construções pelo eixo longitudinal – caracteriza-se como o volume mais opacoe compacto do complexo, emoldurando sua fachada interna com um grande painel de cobogós de cimento.

© Arquivo Vigliecca&Associados
© Arquivo Vigliecca&Associados

Constituindo o bloco que divide a área de nível mais alto do conjunto e o grande terreno de atividades ao ar livre, o refeitório apresenta duas porções distintas. A primeira é uma caixa apoiada numa sequência de pilares de alvenaria com vãos vencidos por viga de concreto encimada por um plano de elementos vazados, solução geral dos acessos a nível térreo de todos os edilícios. A partir daí se descobre a segunda porção, de pequenos telhados de duas águas, perpendiculares e adoçados ao corpo principal. Conectando todo o edifício há um estreito telhado que segue o eixo longitudinal, também de duas águas.

© Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares
© Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares

Os quatro edifícios constituem o caminho público-privado que dá legibilidade à escala do pedestre, do corpo funcional e operativo do complexo que alberga as mais diversas atividades esportivas e culturais. Seja atravessando os edifícios, seja cruzando o portal virtual configurado pela concorrência do galpão de quadras em desnível e do pavilhão do refeitório, ou mesmo passando pelo largo e extenso corredor paralelo ao edifício administrativo, o usuário chega ao momento de maior escala do conjunto: o espaço descoberto.

© Arquivo Vigliecca&Associados
© Arquivo Vigliecca&Associados

Metade do terreno divide-se assim em dois pisos e suas atividades: a grama, com o campo de futebol, as duas quadras poliesportivas e o espaço livre que liga a rua principal de acesso à Rodovia Presidente Dutra; e o piso de pedra das duas piscinas, uma menor infantil com desenho de golfinhos no piso, e outra maior, que se organiza ao redor de umtobogã-ilha vermelho, ambas em diálogo com o riacho que passa ao lado do limite oeste do terreno. Toda essa área é cercada por uma vegetação de pouca densidade, que se abre à rodovia.

© Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares
© Celso Brando. Cortesia de Jaime Solares

O princípio de diálogo à realidade do entorno se entende também quando da seleção dos materiais e acabamentos. Predomina a alvenaria aparente de tijolos maciços, vez ou outra entrecortada, suportada ou interrompida por colunas, vigas e cogobós de cimento ou concreto também aparentes. Em contraste com o laranja e cinza está o azul metálico dos corrimões, das esquadrias, na escada espiralada da torre, no gradil, nas telhas, etc. Soma-se ainda a madeira das tesouras que suportam os grandes vãos de todos os volumes. Tal linguagem dialoga tanto com as casas simples do entorno suburbano, quanto com os galpões industriais que ainda existem na região.Um exemplo é o lanternim que percorre todo o galpão das quadras esportivas.

Os três pisos, os quatro volumes, os vários materiais, a torre, a praça, o pavilhão, os portais, enfim,tudo parte de estratégias formais de controle de proporção e percurso, diálogo com as pré-existências urbanas e com a escala do pedestre, estudo tipológico de linguagem e cultura locais. Instrumentos mentais de projeção que garantiram a correta composição da obra.

© Arquivo Vigliecca&Associados
© Arquivo Vigliecca&Associados

Jaime Solares é arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), e teve como Trabalho Final de Graduação o tema “Crítica de arquitetura no Brasil: 1985-2010”, tendo desenvolvido o índice brasileiro de crítica de arquitetura (disponível online).

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  • Arquitetos

    Hector Vigliecca e Bruno Padovano
  • Localização

    Rua Dom Adriano Hipolito, 10 - Moquetá, Nova Iguaçu - RJ, Brasil
  • Coordenação de Projetos

    Hélio Rorato e Antônio Carlos Sant’Anna
  • Colaboradores

    Caetano Del Pozzo, Célia Regina Bernardi, Cláudia Nucci, Elza H. Tabaca, Flávio Henry, Givaldo Medeiros, Haroldo Jorge Honmori, Marcos Mendes, Marcelo C. Barbosa, Paulo Fujioka, Sérgio Camargo, Valério Pietraroia, Jean Massa, Manuel R. Pedroso de Lima
  • Estrutura

    Júlio Kassoy e Mário Franco
  • Ano de Conclusão

    1992
  • Ano do projeto

    1985
Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: Jaime Solares. "Clássicos da Arquitetura: SESC Nova Iguaçu / Hector Vigliecca e Bruno Padovano" 31 Out 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/776348/classicos-da-arquitetura-sesc-nova-iguacu-hector-vigliecca-e-bruno-padovano> ISSN 0719-8906