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Clássicos da Arquitetura: Rodoviária de Londrina / Vilanova Artigas

Clássicos da Arquitetura: Rodoviária de Londrina / Vilanova Artigas
Clássicos da Arquitetura: Rodoviária de Londrina / Vilanova Artigas, © Francisco de Almeida Lopes
© Francisco de Almeida Lopes

via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007 © Francisco de Almeida Lopes via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007 via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007 + 25

Por Maria Augusta Pisani e Paulo Roberto Corrêa

A proposta da estrutura materializa-se por meio de um conjunto de cascas de concreto com doze centímetros de espessura. Tal dimensionamento, além de propiciar uma leveza estrutural e visual para o conjunto, explorando os recursos tecnológicos do concreto armado de forma inovadora, objetivava também consumir uma quantidade mínima de material.

© Yutaka Yasunaka. Via Londrina Histórica
© Yutaka Yasunaka. Via Londrina Histórica

O projeto desenvolve-se longitudinalmente ao eixo Leste-Oeste, constituído por um bloco de forma trapezoidal de quatro pavimentos em planta livre, que são interligados por escadas e rampas, que abriga as funções administrativas e de serviços de apoio aos passageiros em trânsito. Na fachada sul, já que a incidência de sol é bastante diminuta, foi proposto como fechamento, uma caixilharia de ferro e de grandes panos de vidros transparentes, dialogando, harmoniosamente, com o desenho esbelto e leve da marquise em concreto armado, que se apoia na estrutura do bloco administrativo e em duas estruturas tubulares em forma de V. Esta marquise busca o usuário na rua, no nível superior do bloco, pois o terreno apresenta um desnível de aproximadamente quatro metros em relação à plataforma de embarque e desembarque de passageiros. A ligação entre o nível mais alto e as plataformas se dá através de rampas.

Plantas. Via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007
Plantas. Via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007

Sustentada por este bloco, desenvolve-se a sequência das sete abóbadas que irão proteger os passageiros do sol e da chuva no momento do embarque e do desembarque, como também, as sete baias para os ônibus, posicionadas de forma oblíqua à plataforma. Na fachada norte, adota-se a solução de uma cortina de brise soleil.

via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007
via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007
Corte Longitudinal. Via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007
Corte Longitudinal. Via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007

A solução estrutural em casca de concreto tem como apoio intermediário entre as calotas, vigas em forma de V que cumprem duas funções simultaneamente. A primeira, de funcionar como calha para captação das águas pluviais, e a segunda, quando ficam em balanço após os apoios dos pilares, cumprem a função de provocar uma tensão inversa sobre a casca, solução criativa que permite que as cascas atinjam espessura média de doze centímetros. Da mesma forma, a armadura da casca é inovadora, pois acaba por produzir uma força de tração decorrente da perfeita conjugação harmoniosa entre os caminhos das tensões e o desenho da forma arquitetônica proposta pelo arquiteto.

via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007
via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007

A Praça Rocha Pombo dá a continuidade ao terminal, unindo-se a este por meio de escadas e fazendo a integração com a parte baixa da cidade, criando eixos de passagem com bela integração paisagística. O projeto paisagístico da praça foi executado em 1954, compondo-a de forma ajeitada aos espaços públicos da rodoviária.

© Fernando Stankuns
© Fernando Stankuns
© Fernando Stankuns
© Fernando Stankuns

Referência:
Maria Augusta Justi Pisani e Paulo Roberto Corrêa, "Rodoviárias de Londrina e Jaú: 4 Momentos (Projeto/Funcionamento/Obsolescência/Reabilitação)", em Anais do 7° Seminário DOCOMOMO Brasil, Porto Alegre, 2007. Disponível online.

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: Igor Fracalossi. "Clássicos da Arquitetura: Rodoviária de Londrina / Vilanova Artigas" 23 Set 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/774218/classicos-da-arquitetura-rodoviaria-de-londrina-vilanova-artigas> ISSN 0719-8906