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Realidades Abstratas, uma linha estreita entre passado e presente / Serge Najjar

Realidades Abstratas, uma linha estreita entre passado e presente / Serge Najjar
Realidades Abstratas, uma linha estreita entre passado e presente / Serge Najjar, Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

Quantas vezes caminhamos observando ao nosso redor e imaginamos algo semelhante, mas não igual a esta "coisa" que na realidade se parecia. Com este "novo olho" de enxergar as coisas, o fotógrafo libanês Serge Najjar se inspira, caminhando todos os sábados de manhã para capturar estas passageiras cenas irreais, um acerto nessa linha estreita de oportunidades, que oscila entre o passado e o presente.

Hoje nos apresenta a sua série de imagens Realidades Abstratas. Veja a seguir.

Cortesia de Serge Najjar Cortesia de Serge Najjar Cortesia de Serge Najjar Cortesia de Serge Najjar + 20

Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

Apresentação de Pecha Kucha - Março 2015.
Título: Uma linha estreita

Descrição do fotógrafo.
E se no caminho víssemos "coisas" ao nosso redor determinadas por como elas na realidade se pareciam?

Desde que comecei a fotografar, há quatro anos atrás, consegui chegar em um princípio simples: "Não se trata do que se vê, mas sim de como o vemos."

Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

Quando comecei a capturar a vida real ao meu redor, todos os livros de arte que tinha lido na infância faziam sentido: desde o cubismo, a arte abstrata de vanguarda russa, até o construtivismo. Cada imagem única havia determinado a forma em que eu via as coisas ao meu redor, quando me coloquei o desafio de criar. 

Quando percebemos as coisas com um novo olho, se vive de novo. Nos damos conta de quão poderoso aquilo pode se tornar, simplesmente empurrando outros a ver o que não podem ser capazes de ver por si só.

É uma linha estreita. Entre seu passado e seu presente.

Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

Nunca soube que poderia criar artisticamente (sou advogado!). Estava convencido que provavelmente havia sido o pior pintor da terra, o criador da pior arte. Até que minha paixão pela fotografia começou. Nesse mesmo momento, meu interesse cresceu em relação à, arquitetura, criada pelo homem, o outro desenho através das linhas e luz.

Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

Viver em Beirute significa uma vida de desafios e suspeitas. Tranquilizar os habitantes que não sou um terrorista nem um espião, não representa nenhum dano, mas é uma preocupação constante. Tenho que atuar de maneira eficiente e trabalhar com o que está aparente, o que está à vista, tratando dentro do possível incorporar a presença humana em mil imagens. Este "duelo" e a cumplicidade entre o homem e a arquitetura é interessante porque um ser humano em uma imagem traz ao mesmo tempo calor e a escala da arquitetura. Isto dá, por sua vez, uma dimensão abstrata do homem.

Meu objetivo na fotografia é chegar o mais próximo que se possa da abstração.

Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

Não se trata do que eu fotografo realmente, ou o lugar que vivo. Não existe um lugar ideal para fotografar. Ou uma cidade ideal.

A arquitetura me inspira, é claro, mas todo meu foco na fotografia também se concentra no que as pessoas consideram como comum.

O comum ou o feio não pode ser tão chato como todos pensamos que é.

Claro, algumas pessoas podem dizer que minhas imagens são realidades personalizadas, ou imagens subjetivas. Seriam elas tão assim?

Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

A maior parte das pessoas que eu fotografo são completos desconhecidos. Eu nunca penso em quem vou clicar, minhas imagens são fiéis ao que vejo. E cada sábado pela manhã apenas estou convencido que nunca vou capturar a imagem que teria a oportunidade de capturar na semana anterior. Mas, por uma estranha razão, sempre volto pra casa com algo novo. Um caçador sortudo. Mas também, tenho que admitir, um otimista.

Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

É verdadeiramente uma linha estreita. Entre o feio e o belo, o ordinário e o extraordinário, entre o caos e a ordem, a realidade e a arte. Entre o que era antes desta paixão intrigante que invadiu minha vida, e o que sou agora que meus olhos se abrem: um homem disposto a dar testemunho de que, depois de tudo, a vida que nos rodeia não é tao má como pensamos que era.

Cortesia de Serge Najjar
Cortesia de Serge Najjar

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Serge Najjar naceu e vive em Beirut.  É doutor em Direito e advogado na Corte. Começou a publicar suas fotos no Instagram (@serjios) em Maio de 2011. Em sua primeira exposição, « Lines, Within» estreou na Galeria Tanit (Beirute, Munique) em Setembro / Outubro de 2012. Hoje suas fotografias são expostas em feiras internacionais, entre elas Paris Photo. Seu projeto "realidades abstratas" é um projeto em curso.

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Sobre este autor
Cita: Yávar, Javiera. "Realidades Abstratas, uma linha estreita entre passado e presente / Serge Najjar" [Realidades Abstractas, una línea delgada entre pasado y presente / Serge Najjar] 31 Mai 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Santiago Pedrotti, Gabriel) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/767153/realidades-abstratas-uma-linha-tenue-entre-passado-e-presente-serge-najjar> ISSN 0719-8906

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