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Proposta para o Museu Guggenheim Helsinki / Indio da Costa

Proposta para o Museu Guggenheim Helsinki / Indio da Costa
Proposta para o Museu Guggenheim Helsinki / Indio da Costa , Cortesia de Indio da Costa
Cortesia de Indio da Costa

proposta

Competição : Museu Guggenheim Helsinki
Premio : Proposta
Projeto :
Autores : Indio da Costa A.U.D.T, Luiz Eduardo Indio da Costa , Carlota Sampaio, Leonardo Lopes, Isabel Sperry, João Maró, Igor de Vetyemy, Rafael Távora e Gabriela Folly, Natália Kato e João Magnus, Sérgio Liuzzi (programação visual), Rafaela Sarinho (programação visual), Dico Tostes (Branding), Maria Laisi (Arquiteta local), Andrew Marchesin (Sustentabilidade), Justin Stolze (estrutura), Mônica Lobo (Iluminação), Pedro Duarte (textos) e Leslie Damasceno (tradução), Christopher Malheiros e Gabriela Folly, Helsinque, Finlândia, 2014 , 12.855m²

Apresentamos a seguir a proposta do escritório Indio da Costa para o concurso Museu Guggenheim Helsinki, o maior concurso de arquitetura da história, com 1.715 projetos inscritos. Veja a seguir algumas imagens e a descrição da proposta pelos autores.

Cortesia de Indio da Costa Cortesia de Indio da Costa Cortesia de Indio da Costa Cortesia de Indio da Costa + 9

Dos arquitetos: O museu moderno nasceu, no passado, para proteger e destacar a arte do mundo. O museu contemporâneo, no presente, quer abrir e situar a arte no mundo. Quer, ele mesmo, ser arte arquitetônica – conforme a tradição do Guggenheim tão bem exemplifica.

Hoje, o museu não procura separar a arte da cidade, mas entrosá-las, ser ponte entre elas. Não é um “aqui” frente a um “ali”. É passagem entre o aqui e o ali. Não é meta nem objetivo final – é travessia. Integra a cidade, não se aparta dela. Define-se pelo que guarda dentro de si, a arte, mas também pelo que abre a partir de si: experiência cultural, afetiva, pessoal, visual.

Cortesia de Indio da Costa
Cortesia de Indio da Costa

Espaço público, o museu cuida e lembra das obras do passado, ao mesmo tempo que promove no presente perspectivas novas, apontando o futuro. Não é somente exposição. É proposição. Propõe uma habitação poética para o homem. Cifra-se, com ele, uma participação cidadã, impregnada por beleza, espanto e pensamento. Busca-se, através dele, o “espectador emancipado”, que sai da simples passividade tradicional perante sua realidade para nela tomar parte ativamente.

Onde haveria somente um espaço, o museu instaura um lugar. O espaço é abstrato, vazio, homogêneo; por sua vez, o lugar é concreto, preenchido, heterogêneo. O lugar dá qualidade à quantidade de espaço. O museu contemporâneo é a avidez de se transformar o espaço em lugar. Lugar de experimentação da arte e da cidade, de poesia e de habitação, da beleza e do mercado. Nós não somente vamos até ele, nós o atravessamos. Dele, saímos diferentes do modo como entramos. Vemos o seu interior, porém, de lá também enxergamos o exterior a partir de um novo horizonte.

Cortesia de Indio da Costa
Cortesia de Indio da Costa

No caso do projeto para o Museu Guggenheim de Helsinki, enquanto subimos e descemos suas rampas, ou enquanto tomamos um café e almoçamos, também olhamos o parque arborizado e o mar aquático, também enxergamos as ruas, os marcos urbanos, a catedral. Ou seja: de fora, vemos um prédio compacto e elegante que se expressa, contudo, de forma particularmente incisiva; de dentro, percebemos a cidade por ângulos não antes previstos, quer dizer, a redescobrimos. Vemos de fora o que está ali dentro e de dentro o que está lá fora.

Cortesia de Indio da Costa
Cortesia de Indio da Costa

Nesta arquitetura, o museu torna-se lugar para que atravessemos, e não só para que cheguemos. Seguindo a dinâmica da sociedade e do mundo contemporâneos, o museu relativiza o aqui e o ali, o dentro e o fora, o perto e o longe. Conjuga o passado e o futuro. Na sua própria materialidade, joga de um lado com a madeira tradicional, local, nórdica e, de outro lado, com o vidro futurista, global, universal. Pela opacidade da madeira, protege seu interior. Pela transparência do vidro, comunica-se com o exterior. Preza a autonomia moderna da arte e dá a ela a sua devida guarida, contudo, preocupa-se ainda com a poesia que vive no lugar em que está e nas pessoas que ali transitam, pois elas também são ativas na produção de sentido daquilo que habitam.

Cortesia de Indio da Costa
Cortesia de Indio da Costa

O museu nunca é apenas um prédio ou a arte que abriga. Pois o seu significado constrói-se, na prática, pela absorção na cidade e pelo uso que as pessoas fazem dele. Um museu projetado é um convite. Não apenas à beleza, mas também às pessoas. Para que elas mesmas o façam em diálogo constante com ele, a fim de dar mais graça e mais vivacidade ao contexto urbano em que se inserem. O museu pode guardar coisas, entretanto, o que ele de fato guarda é o voo da liberdade criativa do homem.

Cortesia de Indio da Costa
Cortesia de Indio da Costa

Distribuição Funcional

Programaticamente, o museu foi definido com base em algumas premissas: 

Propiciar acesso fácil aos espaços frequentados tanto pelo público externo, quanto pelo público interno.

Desta forma, a loja e o café foram situados no térreo, podendo este último se estender externamente no verão pela varanda da fachada leste, voltada para o mar. Ambos com possibilidade de acessos internos e externos. Ainda com esta mesma possibilidade de acessos alternativos, o restaurante e o auditório, foram alocados sobre a cobertura do museu, ao longo do percurso público, possibilitando o seu uso independente, nos dias em que o museu estiver fechado. 

Segregar e disciplinar acessos sociais de acessos de serviço.

O acesso de serviço com cargas e descargas é situado ao fundo da construção voltado para o sul. Já os acessos sociais se fazem tanto pela fachada norte, através da esplanada, quanto pelo parque Tähtitorninvuoren e a Rua Bernhardinkatu, através da passarela que a ela se conecta. 

Propiciar um circuito museológico livre e flexível, que prioriza a experiência sensorial, não só do seu visitante, mas também do público que por ali atravessa.

Para tal, são oferecidas alternativas de percurso independentes e includentes para que o público que passeia pelo o museu interaja  eventual e visualmente com os visitantes pagantes que fazem o circuito museológico. 

Cortesia de Indio da Costa
Cortesia de Indio da Costa

Não engessar os fluxos de visitantes e do público externo, em um único percurso, oferecendo então, alternativas diversas.

O público externo que circula através do museu pode entrar, tanto pelo acesso principal no nível da praça-esplanada, quanto pela passarela alta que o conduz ao parque. Estes dois níveis, são interligados por planos inclinados, que funcionam como rampas com possíveis exposições públicas sob a caixa de vidro. Um elevador externo às áreas expositivas possibilita a ligação entre os dois níveis independente das rampas. 

Criar espaços expositivos livres, flexíveis e diversificados, propiciando infinitas possibilidades de montagens museológicas.

Neste sentido, os espaços expositivos convencionais foram dispostos nos dois pavimentos do museu, na forma de grandes caixas que permitem infinitas possibilidades de organização, inclusive de pés direitos que possam se tornar duplos e/ou com alturas variadas. O átrio funciona também como um espaço expositivo estimulante, através do qual os demais espaços se interligam.

Cortesia de Indio da Costa
Cortesia de Indio da Costa

O espaço que se faz antever logo após a entrada principal funciona como um espaço agregador de todo o museu. Nele podem ser montadas partes de exposições temporárias gratuitas, atraindo a curiosidade dos visitantes.

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Sobre este autor
Romullo Baratto
Autor
Cita: Romullo Baratto. "Proposta para o Museu Guggenheim Helsinki / Indio da Costa " 01 Mar 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/762960/proposta-para-o-museu-guggenheim-helsinki-indio-da-costa> ISSN 0719-8906