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Podemos viver sem desperdiçar espaço? - Pesquisa da TUDelft aborda o uso eficiente do espaço

Podemos viver sem desperdiçar espaço? - Pesquisa da TUDelft aborda o uso eficiente do espaço
Podemos viver sem desperdiçar espaço? - Pesquisa da TUDelft aborda o uso eficiente do espaço, Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas

O espaço arquitetônico como o conhecemos é deixado em grande parte vazio mesmo quando habitando. Nos tornamos acostumados a esse espaço vazio, o tomamos por certo, e a maior parte das pessoas não poderia imaginar uma vida na qual somos forçados a ocupar o espaço que usamos. Através da catalogação de nossas atividades diárias e da análise de nossos movimentos corporais, Stavros Gargaretas, do estúdio Why Factory da TUDelft buscou examinar a questão da eficiência definitiva do espaço com um projeto intitulado “The Evolving Room: Inhabiting Zero Wasted Space". O trabalho foi realizado sob a supervisão de Ulf Hackauf, Adrian Ravon e Huib Plomp, juntamente com o fundador do Why Factroy, Winy Maas, e venceu o prêmio Melhor Projeto de Graduação da Faculdade de Arquitetura.

© Sean Pieters Cortesia de Stavros Gargaretas © Martina Lucchese © Martina Lucchese + 25

Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas

Combinando testes em escala real com materiais hipotéticos, essa exploração simula uma arquitetura extrema de ergonomia em tempo real e eficiência espacial. A narrativa subsequentemente produzida descreve os requisitos para determinar e habitar tal espaço, ao passo que também analisa os possíveis benefícios e limitações de um ambiente completamente adaptável. A pesquisa, desenvolvida em três etapas, busca responder a questão "Podemos viver sem desperdiçar espaço?" e desafia nossas percepções do espaço arquitetônico e de nosso contexto físico. 

© Sean Pieters
© Sean Pieters
Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas

No capítulo um da narrativa de pesquisa do projeto, observações do corpo humano e como ele pode ser monitorado e rastreado se tornam a base para uma ferramenta de mapeamento. Utilizando a tecnologia Microsoft Kinect Motion Tracking, Gargaretas registrou os movimentos de uma pessoa a cada dois segundos. Os registros oriundos desse processo puderam então ser compilados e conectados para rastrear seu comportamento ao longo do tempo. A partir desse estudo foi desenvolvido um modelo de espaço que foi posteriormente utilizado. Seguindo essa exploração inicial, a equipe então derivou a questão de como o espaço visualmente descrito pode se manifestar sob a forma de um espaço físico e real que atende perfeitamente às nossas necessidades ergonômicas. 

Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas

O segundo capítulo leva essa manifestação do espaço físico um passo além com o objetivo de escrever um programa para um novo tipo de material. A pesquisa deste capítulo elabora sobre as várias condições espaciais necessárias se nós quisermos viver dentro de limites tão cuidadosamente calculados. O material hipotético desenvolvido para tal programa deve ser extraordinariamente dinâmico, adaptando-se constantemente às necessidades físicas e ambientais de nossas vidas diárias, assim como o corpo humano se adaptou para realizar uma ampla gama de atividades em condições variadas. Do capítulo dois surge a questão mais difícil sobre se podemos ou não viver dentro desse ambiente completamente ergonômico. 

Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas
© Martina Lucchese
© Martina Lucchese

Ao utilizar testes em escala real, o capítulo três busca responder a essa questão e compreender mais profundamente a "ergonomia do conforto." Através de suas descobertas, Gargaretas buscou responder a questões como "Quão claustrofóbico pode ser para nós viver em nosso espaço sem desperdícios?" Outros tópicos surgem nessa etapa, como a noção de customização do espaço. Isso leva à segunda ferramenta essencial da pesquisa: a interface. Em teoria, se um humano é capaz de interagir com a informação registrada, ele pode então determinar modos de agregar conforto e habitabilidade ao "modelo de ergonomia completa". Dessa etapa da pesquisa emerge um novo modelo de eficiência espacial que se tornou cada vez mais habitável como resultado de nossa interação e feedback.

Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas

Talvez mais importante, embora esse projeto sugira a possibilidade de um ambiente físico cada vez mais dinâmico, ele nunca se estabelece em um contexto e, assim, nunca se torna uma parte do tecido urbano construído. Desse modo, o projeto funciona mais como um campo de dados abstrato e é descrito pelos pesquisadores como "uma nuvem de informação ambígua mas precisa, que abre uma discussão teórica sobre o uso eficiente do espaço." Concluindo, Gargareta pergunta: "O que pode significar sermos subitamente confrontados com informações sobre o modo como usamos o espaço, ao mesmo tempo que desafiamos nossa compreensão tradicional do próprio espaço arquitetônico?"

© Martina Lucchese
© Martina Lucchese
Cortesia de Stavros Gargaretas
Cortesia de Stavros Gargaretas

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Sobre este autor
Evan Rawn
Autor
Cita: Rawn, Evan. "Podemos viver sem desperdiçar espaço? - Pesquisa da TUDelft aborda o uso eficiente do espaço" [A TUDelft Student Asks: "Can We Live With Zero Wasted Space?"] 14 Fev 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/761952/podemos-viver-sem-desperdicar-espaco-pesquisa-da-tudelft-aborda-o-uso-eficiente-do-espaco> ISSN 0719-8906