Cinema e Arquitetura: "Elysium"

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A utopia tem sido retratada muitas vezes no cinema, mas poucas visões resultaram tão inovadoras, apresentando novos paradigmas como aqueles criados pelo diretor Neil Blomkamp. Com claras obsessões urbanas, já no primeiro longa-metragem “Distrito 9", apareciam temas tão controversos como a marginalidade e exploração de classes. Em "Elysium", tema da nossa análise, ele se aprofunda na marginalidade do nosso modelo atual de fazer as cidades.

Há um ponto que marca a diferença entre as outras utopias/distopias clássicas em que o poder ou a classe dominante obriga a classe baixa, através da força, a viver em um ambiente degradado e marginal. Em "Elysium", é a população mais abastada que se auto segrega do grupo, construindo um habitat artificial, onde resguarda todos os seus privilégios.

Ela procura, com certa obsessão, manter-se pura evitando qualquer contato com o resto da população que é considerado inferior e uma mera mão de obra barata para suas empresas. E se existe alguma aproximação, esta se realiza com desagrado e fobias. Os ricos, de certa maneira, procuram habitar dentro de uma bolha que constantemente ameaça estourar.

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Sobre este autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "Elysium"" [Cine y Arquitectura: "Elysium"] 30 Jan 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/760982/cinema-e-arquitetura-elysium> ISSN 0719-8906

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