Cinema e Arquitetura: "Æon Flux"

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No momento da sua estreia “Aeon Flux” foi duramente criticado, sobretudo pelo público em geral, como uma má adaptação da série de animação que leva o mesmo nome e por oferecer uma trama típica e cenas de ação sem muita coerência, que na época, corresponderam muito a influência de "Matrix"  no início da década. Oferecendo uma análise posterior, é muito difícil debater tais observações, podendo resgatar, talvez, algumas atuações, mas, acima de tudo, enfatizar o ótimo trabalho de arte gráfica que foi feito para a configuração deste trabalho no cinema.

A priori, o argumento do filme obrigava a representar uma sociedade futura, do século XXV, que após um desastre não especificado, estava condenada a viver em um território delimitado e de aparência paradisíaca. Um dos maiores acertos do filme foi o de não cair em noções fantasiosas de arquiteturas impossíveis e de tecnologias que desafiam a lógica, mas sim traduzir a realidade do futuro com elementos já existentes dentro da nossa realidade atual.

Seguindo a mesma linha de filmes como “Gattaca” ou “Equilibrium” optou-se por uma estética retro-futurista, especialmente a arquitetura própria da era espacial desenvolvida por arquitetos renomados da escola Bauhaus. Procurou-se lugares que possuíssem um alto nível geométrico, pureza nas suas formas, texturas e que sua interação com a luz fosse sublime, criando um alto contraste nas suas formas, como se elas tivessem saído de outro mundo.

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Sobre este autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "Æon Flux"" [Cine y Arquitectura: "Æon Flux"] 26 Dez 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/759394/cinema-e-arquittura-aeon-flux> ISSN 0719-8906

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