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Clássicos da Arquitetura: Edifício Louveira / João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi

Clássicos da Arquitetura: Edifício Louveira / João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi
Clássicos da Arquitetura: Edifício Louveira / João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, © Cristiano Mascaro (CC-BY-NC). Via Arquigrafia
© Cristiano Mascaro (CC-BY-NC). Via Arquigrafia

© Pedro Kok © FAU-USP Cortesia de XAVIER; LEMOS; CORONA, 1983. Cortesia de XAVIER; LEMOS; CORONA, 1983. + 24

Dois prismas retangulares horizontais quase idênticos alinham-se por suas faces mais extensas com um afastamento de vinte metros entre eles, que dá lugar a um jardim. Uma rampa sinuosa elevada conecta ambos os prismas, e através de uma ramificação por um lado e uma escada por outro, conecta o par de prismas ao jardim central mais abaixo.

© Julio Roberto Katinsky (CC BY-NC-ND). Via Arquigrafia
© Julio Roberto Katinsky (CC BY-NC-ND). Via Arquigrafia

As frentes principais de cada bloco, voltadas para nordeste, enaltecem a horizontalidade dos pavimentos e sua modulação de esquadrias. Cada pavimento é composto por dez módulos quadrados sequenciais de três metros de lado cada separados pela espessura das alvenarias divisórias internas. Os quatro módulos centrais são preenchidos completamente em vidro transparente, enquanto que os três módulos localizados em cada extremidade são preenchidos por painéis vermelhos nas faixas superior e inferior e por venezianas amarelas nas duas faixas centrais.

Cortesia de XAVIER; LEMOS; CORONA, 1983.
Cortesia de XAVIER; LEMOS; CORONA, 1983.

Cada módulo da fachada é composto por dois módulos idênticos de caixilhos criados a partir de um eixo de simetria vertical. Cada um deles é composto por outros dois módulos quadrados, cujo lado é a metade do módulo da fachada, criados a partir de um eixo de simetria horizontal. Cada um desses módulos quadrados são divididos no eixo horizontal criando dois retângulos idênticos, dos quais o localizado na extremidade –inferior ou superior– é ainda dividido no eixo vertical criando dois novos quadrados menores, cujo lado é a metade do lado do módulo quadrado anterior e a quarta parte do módulo da fachada. Portanto, cada um dos dois módulos de caixilhos, que determinam o módulo compositivo das fachadas, são compostos por dois quadrados em cada extremidade superior e inferior e dois retângulos na porção central.

As duas faixas retangulares centrais são preenchidas com vidro em todos os módulos da fachada do edifício. O sistema de abertura é tal que através de um sistema de contrapesos ambos painéis retangulares deslizem simultaneamente para cima e para baixo, resultando numa abertura horizontal central simétrica. Nos três módulos das extremidades das fachadas principais, esses painéis retangulares são protegidos externamente por dois novos retângulos opacos, agora compostos por três venezianas pintadas de amarelo. As fachadas principais de ambos os blocos apresentam em sua totalidade um desenho homogêneo; a sua heterogeneidade é produzida simplesmente pelos materiais de fechamento.

© Pedro Kok
© Pedro Kok

As fachadas de fundos, voltadas para sudoeste, apresentam um elemento central marcante e diferenciado em relação à ordem e materiais das fachadas principais: os parapeitos de alvenaria que resguardam o corredor de serviços. Seu desenho é determinado por duas linhas oblíquas simétricas resultantes do ângulo de inclinação dos dois lances de escadas opostas criadas pela diferença de oitenta centímetros entre o nível dos elevadores de serviço, mais abaixo, e o nível do apartamento.

Implantação e pavimento-tipo. Cortesia de XAVIER; LEMOS; CORONA, 1983.
Implantação e pavimento-tipo. Cortesia de XAVIER; LEMOS; CORONA, 1983.
© Pedro Kok
© Pedro Kok

Em cada um dos lados da escada há dois módulos quadrados de caixilhos de mesmo lado que os da fachada principal. O  primeiro é idêntico aos da fachada frontal seguido por outro módulo quadriculado. Os módulos quadriculados tem quatro fileiras com onze quadrados menores de vidros fixos e basculantes. Os vidros basculantes estão organizados nas três primeiras fileiras em três colunas. Na última fileira, as três colunas se transformam em duas fileiras com dois vidros fixos em cada um deles. Os caixilhos de vidro e a escada avançam sessenta centímetros em relação ao alinhamento das laterais. Há ainda, em cada uma das laterais da fachada posterior, dois módulos de venezianas idênticos aos módulos da fachada frontal.

© Pedro Kok
© Pedro Kok

As duas empenas laterais de cada edifício apresentam nove metros de largura e são cegas. Vistas de certo ângulo se comportam como as fachadas principais dos edifícios gêmeos.

© Pedro Kok
© Pedro Kok

Referências:
XAVIER, Alberto; LEMOS, Carlos A. C; CORONA, Eduardo. Arquitetura moderna paulistana. São Paulo, SP: Pini, 1983.
CAVALCANTI, Lauro Pereira. Quando o Brasil era moderno. Guia de arquitetura 1928-1960. Rio de Janeiro: Gustavo Gilli, 2001.
FIGUEROA ROSALES, Mario Arturo. Habitação Coletiva e Espaço Urbano 1938-1972, Tese (Doutorado). FAUSP, São Paulo, 2002.

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Sobre este escritório
João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi
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Cita: Audrey Migliani. "Clássicos da Arquitetura: Edifício Louveira / João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi" 06 Ago 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/625199/classicos-da-arquitetura-edificio-louveira-joao-batista-vilanova-artigas-e-carlos-cascaldi> ISSN 0719-8906