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Algas, sal, batatas e outros materiais incomuns aplicados à arquitetura

  • 11:00 - 19 Julho, 2014
  • por Lara Kristin Herndon & Derrick Mead
Algas, sal, batatas e outros materiais incomuns aplicados à arquitetura
Algas, sal, batatas e outros materiais incomuns aplicados à arquitetura, O projeto “Saltygloo” é um iglu feito de painéis sal translúcido impresso modularmente.Imagem Cortesia de Matthew Millman
O projeto “Saltygloo” é um iglu feito de painéis sal translúcido impresso modularmente.Imagem Cortesia de Matthew Millman

O seguinte artigo é apresentado por ArchDaily Materials. Neste artigo, originalmente publicado pela Metropolis Magazine, Lara Kristin Herndon e Derrick Mead exploram sete materiais inovadores na arquitetura e os ousados projetistas que os utilizaram.

Quando Arthur C. Clarke disse que é impossível distinguir qualquer tecnologia muito avançada da magia, referia-se ao ponto de vista do espectador, não do mágico. Como mostra nossa lista de materiais, a tecnologia resolve problemas difíceis, mas chegar neste objetivo requer mais do que um simples movimento com a varinha mágica. Cada um dos seguintes projetos procura soluções que vão além das respostas fáceis. Seja um novo modo de enxergar antigos problemas, um novo material que potencializa a eficiência de uma técnica antiga, ou uma nova forma de explorar o potencial de um recurso abundante ou subutilizado, mostramos a seguir sete mentes inovadoras que levam a tecnologia para além da esfera da ficção científica.

Emerging Objects: Impressão 3D com sal, madeira e papel

“Nós não estamos tão interessados em impressão 3D,” diz Ronald Rael, cofundador—com a parceira Virginia San Fratello—da Emerging Objects, uma empresa de projeto e pesquisa que desenvolve novos materiais para impressão 3D. "Ambos somos professores, então a tecnologia estava próxima. E assim começamos a experimentar." San Fratello, vencedor da Metropolis New Generation 2006, e Rael, autor do livro Earth Architecture, começaram trabalhando com argila. "Depois passamos a usar agregados de areia, misturas de concreto e então madeira."

Rael prevê ambientes inteiros construídos através da fabricação aditiva. A Emerging Objects já oferece uma gama de opções, de tijolos de geometrias complexas feitos a partir de polímeros de cimento a blocos de madeira, chocolate, papel, sal, nylon e acrílico. O Saltygloo - um iglu feito de painéis modulares de sal - demonstra como materiais impressos pode criar interesse visual e adicionar funcionalidade a um espaço interior. 

Com uma gama tão grande de materiais à sua disposição, como Rael e San Fratello identificam aqueles que merecem uma investigação mais profunda? "Estamos interessados na sustentabilidade," diz Rael. "A madeira vem de restos da indústria." O papel, também, vem de jornais reciclados." E estamos interessados nos elementos sutis da arquitetura—o material feito para sua mão pode ser diferente daquele feito para o olhar." A madeira e o polímero de cimento podem ser reforçados com fibra para aumentar a resistência, e podem receber diversos acabamentos. "Eles são realmente resistentes e belos," diz Rael. "Existe um enorme potencial na utilização destes materiais de formas inovadoras." —LKH

Ronald Rael e Anthony Giannini estão desenvolvendo papel impresso em 3D feito de papel de jornal reciclado. Imagem Cortesia de Kent Wilson A madeira impressa em 3D da Emerging Objects é feita de madeira residual reutulizada. A aparência grão de madeira é um resultado do processo de fabricação aditiva. Acima: Dois tijolos com formas modulares impressos da madeira impressa em 3D. Imagem Cortesia de Emerging Objects/Rael San Fratello O Seat Slug é uma interpretação biomórfica de um banco inspirado pela morfologia de uma nova espécie de lesma marinha descoberta na Califórnia. É feita de 230 peças manufaturadas rapidamente. Imagem Cortesia de Emerging Objects/Rael San Fratello O projeto “Saltygloo” é um iglu feito de painéis sal translúcido impresso modularmente.Imagem Cortesia de Matthew Millman + 30

Kirstie van Noort: Novas abordagens para cerâmicas tradicionais

Alguns projetistas estão trabalhando para fazer com que os materiais se tornem mais inteligentes; a designer de produto Kirstie van Noort  se dedica a tornar as coisas mais sensitivas. Seu projeto, Color Collision, realizado em colaboração com Rogier Arents, consiste em utensílios de mesa feitos de porcelana, saturados em suco de repolho roxo, e então cuidadosamente banhados em líquidos de diferentes níveis de pH. Os efeitos são surpreendentes: o corante vegetal, a princípio praticamente preto, se transforma em tons terrosos que vão desde dourado até verde, passando pelo vermelho, cobalto e roxo. Recentemente, van Noort utilizou este processo em discos de porcelana maiores, mesas de canto, pratos, tigelas e xícaras.

Os produtos da Color Collision possuem acabamento em esmalte claro, mas as superfícies inferiores das peças são deixadas em argila exposta, garantindo uma ligação com outro dos projetos de van Noort, intitulado 6:1. Essa proporção refere a quantidade de material desperdiçado que o trabalho com a porcelana gera: cada quilograma final implica em seis quilogramas de detritos. — DM

Uma visão mais de perto da superfície tingida, esmaltada da porcelana do projeto Color Collision de van Noort's. Imagem Cortesia deKristie van Noort Terra Cota em metal flexionado, inutilizável para a produção de cerâmica. Imagem Cortesia de Kristie van Noort As cores destes utensílios de mesa resultam do que seria considerado contaminação na produção de porcelana. Imagem Cortesia de Kristie van Noort O acabamento Color Collision em uma pequena mesa.Imagem Cortesia de Kristie van Noort + 30

Stonecycling: Convertendo resíduos de construção em matéria-prima

O processo StoneCycling explicado visualmente (adicione o calor). Imagem Cortesia de Lisa Klappe/ Design Academy Eindhoven
O processo StoneCycling explicado visualmente (adicione o calor). Imagem Cortesia de Lisa Klappe/ Design Academy Eindhoven

Pulverizar, pressurizar e aquecer: é assim que pedras são produzidas pela natureza. Enquanto estudava na Academia de Design de Eindhoven, o designer de produto Tom van Soest conseguiu mecanizar o processo utilizando um moedor e um forno. A matéria-prima vem de demolições, resíduos de construções - tudo, desde tijolo a painéis solares - sem a necessidade de aglomerantes. Isso significa que os produtos da StoneCycling  (empresa fundada por van Soest) representam a possibilidade de um ciclo de produção contínuo e sem desperdícios. 

Revestimentos arquitetônicos experimentais, ainda sob desenvolvimento, resultam de uma variedade de materiais residuais que seriam jogados em aterros. Imagem Cortesia de Stonecycling
Revestimentos arquitetônicos experimentais, ainda sob desenvolvimento, resultam de uma variedade de materiais residuais que seriam jogados em aterros. Imagem Cortesia de Stonecycling

Utilizar resíduos como matéria-prima é inteligente por diversos motivos. "Nós quebramos o atual processo de reciclagem, que normalmente implica em um ciclo recessivo," diz Massa. Seu maior desafio era encontrar resíduos suficientemente bem separados e em grande quantidade. Os produtos da StoneCycling estão, atualmente, passando por testes, contudo, o lançamento comercial destes é esperado para o final deste ano.DM

Resíduo de construção pulverizado, produzido a partir de três tipos de tijolo reciclado. Imagem Cortesia de Stonecycling
Resíduo de construção pulverizado, produzido a partir de três tipos de tijolo reciclado. Imagem Cortesia de Stonecycling

Julia Lohmann: Inovações com alga marinha

"Trabalhei durante muitos anos com materiais subvalorizados," disse a artista e designer Julia Lohmann, que fez luminárias a partir de estômago de ovelhas e mobiliários de sabão. "A história do material é parte de seu valor. Acho estranho que quando abatemos um animal, utilizamos algumas partes para comer, outras para nos vestirmos, mas para outras dizemos: 'Eca, não vou usar isto'."

Sua instalação de 2013 Oki Naganode, feita de alga marinha japonesa, foi inspirada em suas conversas com produtores de algas que encontrou durante o tempo que viveu no Japão. "Eu abordava tudo como uma fabricante, então quando perguntei, 'O que você faz com a alga?' Eu fiquei surpresa quando a resposta foi um simples 'Oh, nós comemos, é tudo o que fazemos com ela'" ela ri.

As algas filtram toxinas da água—o que pode ser um problema quando cultivada apenas para a alimentação. Se utilizada com matéria-prima, entretanto, sua vida como purificadora de água não anula sua utilidade. Lohmann foi pioneira em métodos de utilização de algas marinhas no revestimento de móveis e na confecção de têxteis.

Lohmann considera Elinor Ostrom - economista americana cujo trabalho sobre propriedade comum lhe rendeu um Prêmio Nobel - uma influência. Florestas de algas marinhas, ela diz, deveriam ser vistas como bens comuns: "Ostrom descobriu que bens comuns tendem a ser muito bem governados. Eu gostaria de utilizar esta descoberta como a base de um sistema onde pagamos uns aos outros com conhecimento." — LKH

Durante os seis meses que Lohmannfoi artista em residência no V&A, ela criou o "Departamento da Alga Marinha, um coletivo para fabricantes trocarem ideias e técnicas para novas formas de adaptar a alga marinha na utilização de material de produção. Imagem Cortesia de Petr Krejci Alga marinha como matéria-prima. Imagem Cortesia de Petr Krejci Vista da instalação de Lohmann de do trabalho 'Oki Naganode,' de 2013 feito da alga marinha japonesa Naga, no Victoria and Albert Museum (V&A). Imagem Cortesia de Petr Krejci Diversos objetos feitos de alga marinha tratada esticada sobre juncos e formas de allumínio no estúdio de Lohmann. Imagem Cortesia de Petr Krejci + 30

Textile Futures: Pensando além da trama

Latão fundido confere um verdete decorativo para as instalações de tijolos vermelhos no Smart by Nature project. Imagem Cortesia de Loekie Smeets
Latão fundido confere um verdete decorativo para as instalações de tijolos vermelhos no Smart by Nature project. Imagem Cortesia de Loekie Smeets

O projeto 10% & More,de Ivy Wang, criado durante seus estudos no programa Textile Futures da Central Saint Martins College of Art and Design, produz polímeros plásticos a partir dos resíduos da produção de biocombustível de batata. A cifra “10%” representa as paredes celulares das batatas, que são inúteis como combustível mas retêm amido o suficiente para a produção de plástico. O plástico de Wang, feito em colaboração com o Laboratório de Pesquisas Jurgen Denecke da University of Leeds, é um reminiscente da baquelite; ela está retomando o trabalho do Studio Formafantasma ao reviver a antiga história dos bioplásticos no século XXI. Como a StoneCycling materials, de van Soest ou os utensílios de mesa 6:1 de van Noort, a inteligência dos plásticos de Wang vem de uma interpretação inovadora de um resíduo industrial.

Chuva ácida deve apenas acelerar esta "melhoria" arquitetônica. Imagem Cortesia de Loekie Smeets
Chuva ácida deve apenas acelerar esta "melhoria" arquitetônica. Imagem Cortesia de Loekie Smeets

Loekie Smeets, outra graduada do programa Textile Futures, toma um rumo diferente: Sua Smart by Nature produz materiais arquitetônicos que se aperfeiçoam com o passar do tempo, sem a necessidade de manutenção ou atualização. O dispositivo de de latão é instalado em tijolos estriados com canais geométricos interconectados. Quando as flanges decorativas e parafusos são molhados pela chuva, listras em tons azul-turquesa escorrem por entre as ranhuras dos tijolos, criando interessantes padrões que contrastam com a cor do tijolo. — DM

Restos da produção de biocombustível, como as paredes celulares da batata, são reutilizáveis, criando novos plásticos para o projeto 10% & More. Imagem Cortesia de Ivy Wang
Restos da produção de biocombustível, como as paredes celulares da batata, são reutilizáveis, criando novos plásticos para o projeto 10% & More. Imagem Cortesia de Ivy Wang

Centro para a Arquitetura, Ciência, e Ecologia (CASE): Envelopes de eficiência energética

Um render de um sistema de revestimento EcoCeramic, na forma como apareceria em um arranha-céu de Manhattan. Imagem Cortesia de Kelly Winn and Berardo Matalucci, CASE RPI/SOM
Um render de um sistema de revestimento EcoCeramic, na forma como apareceria em um arranha-céu de Manhattan. Imagem Cortesia de Kelly Winn and Berardo Matalucci, CASE RPI/SOM

Dois projetos recentes, desenvolvidos pelo Centro para Arquitetura, Ciência e Ecologia (CASE), utilizam materiais avançados ao invés de sistemas de geração de energia (geralmente muito caros) para melhorar o controle climático em seus ambientes internos. 

Tanto o Building-Integrated Desiccant Materials (BIDS) como o Advanced EcoCeramic Envelope Systems (EcoC) dependem das propriedades termodinâmicas e de redução de umidade inerentes de seus materiais para reduzir o calor e a umidade interna, permitindo que os sistemas HVAC funcionem de forma mais eficiente. —LKH

Membranas inteligentes desidratantes com função de capilaridade. Image Courtesy of Kelly Winn and Berardo Matalucci, CASE RPI/SOMImagem Cortesia de Membrana inteligente desidratante com pele ventilada que pode ser operada. Imagem Cortesia de Kelly Winn and Berardo Matalucci, CASE RPI/SOM Membrana inteligente desidratante com função de capilaridade. Imagem Cortesia de Kelly Winn and Berardo Matalucci, CASE RPI/SOM Membrana inteligente de malha permeável desidratante. Imagem Cortesia de Kelly Winn and Berardo Matalucci, CASE RPI/SOM + 30

Skylar Tibbits: Levando a impressão 3D para a quarta dimensão

O momento é oportuno para a prototipagem rápida, mas Skylar Tibbits não está muito impressionado. “As pessoas estão tentando fazer plástico, cerâmica, metal — coisas que se comparam aos materiais e produtos atuais em termos de funcionalidade." Não que Tibbits menospreze a impressão 3D, mas ele se questiona: "Por que não podemos utiliza-la para produzir estruturas materiais que não poderiam ser produzidas de outro modo?"

No laboratório de pesquisas que coordena no MIT, Tibbits está produzindo materiais que respondem a estímulos ambientais de diferentes formas, resultando em uma funcionalidade incorporada que apresenta uma variedade imensa de potenciais práticos. Tibbits cunhou o termo  “impressão 4D” para descrever o processo. "A ideia por trás da impressão 4D era levar a impressão 3D para fora da esfera estática, criar estruturas impressas ativas que podem se transformar e se reconfigurar — alterar sua forma, aparência e propriedades. 

Em termos práticos, isto significa criar produtos que respondem a estímulos externos— pneus que mudam sua forma no gelo ou sapatos inteligentes que respondem às condições do piso. "Um dos maiores obstáculos da fabricação de dispositivos inteligentes é a energia," ele diz. "Você não quer caixas de bateria em todos os lugares, fios corrento por tudo. Se pudermos imprimir estruturas que se transformam em tempo real, será um enorme avanço. —LKH

O projeto Fluid Crystallization envolve 350 esferas ocas que montam a si mesmas quando colocadas na água, um experimento que oferece um rápido olhar na troca de fase do material material entre os estados sólido cristalino, líquido, e gasoso. Imagem Cortesia de of Skylar Tibbits, Arthur Olson, Autodesk Inc. Uma série de imagens em time-lapse mostrando um cordão de 50 pés impresso em 4D dobrando a si mesmo, uma vez que se transforma em água. Imagem Cortesia de Self-Assembly Lab, MIT, Stratasys Ltd., Autodesk Inc. Detalhes do cubo impresso em 4D e do octaedro truncado impresso em 4D. Por causa das propriedades dos materiais em layers, os objetos se montam a si mesmos. Imagem Cortesia de Self-Assembly Lab, MIT, Stratasys Ltd., Autodesk Inc. O projeto em tempo real. Imagem Cortesia de Self-Assembly Lab, MIT, Stratasys Ltd., Autodesk Inc. + 30

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Sobre este autor
Lara Kristin Herndon & Derrick Mead
Autor
Cita: Lara Kristin Herndon & Derrick Mead. "Algas, sal, batatas e outros materiais incomuns aplicados à arquitetura" [Seaweed, Salt, Potatoes, & More: Seven Unusual Materials with Architectural Applications] 19 Jul 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/624130/algas-sal-batatas-e-outros-materiais-incomuns-aplicados-a-arquitetura> ISSN 0719-8906