
A aplicação da neurociência à arquitetura, mais especificamente no âmbito da neurogastronomia, proporciona uma compreensão singular da interseção entre os domínios sensoriais humanos e o ambiente construído. Busca-se compreender o funcionamento do cérebro em função da alimentação, até agora focada unicamente na boca e no estômago. Quem come na verdade é o cérebro. Desse modo, este artigo tem como objetivo reunir os conceitos científicos relacionados à neurogastronomia aplicada à arquitetura, considerando a experiência gastronômica e os espaços arquitetônicos, com especial atenção ao envelhecimento ativo.
A neurogastronomia, derivada do trabalho seminal do neurocientista Gordon Shepherd, transcende a concepção tradicional de sabor. Shepherd argumenta que a experiência culinária é uma sinfonia cerebral, na qual múltiplos sentidos, memórias e estados emocionais convergem. Seu livro "Neurogastronomy: How the Brain Creates Flavor and Why It Matters" serve como guia nessa exploração neurocientífica, delineando as complexas interações entre a mente e o paladar.







